Alambi
Associação Para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer .
Localização da sede:
Antiga escola primária de Casais Novos
Para envio de correspondência:
Apartado 63
2684-909 Alenquer
16/09/2026
As pedreiras de Alenquer continuam a ser um território sem Lei onde tudo é permitido. Não é apenas Cheganças a ser afetada por imensas nuvens de pó, como a da imagem; por vezes o pó estende-se até ao Camarnal. Qual rega dos circuitos internas e das estradas de acesso, qual britadeiras com campânulas, qual filtros de mangas nas britadeiras! Isso é o que está escrito nas Declarações de Impacte Ambiental. Na realidade do dia-a-dia, apenas o extracionismo importa. Quando nem os Planos de Lavra são respeitados e a extração de pedra aproxima-se das estradas, ao ponto de obrigar ao seu encerramento para que não ocorram mais acidentes como o de Borba, de que importa as nuvens de pó! Nas pedreiras de Alenquer tem havido uma grande concentração de propriedade, ao ponto de estas estarem praticamente todas nas mãos de grandes empresas, duas das quais são multinacionais cimenteiras. Mas, longe vai o tempo em que as grandes empresas, pelo menos algumas, procuravam dar uma boa imagem de si. As que operam na Carapinha, parecem preocupar-se apenas com a remuneração do capital dos acionistas. E para isso, vale tudo o que lhes for permitido. E como na verdade nem sequer lhes é exigido que cumpram regras legais básicas, como os Planos de Lavra, os Estudos de Impacte Ambiental, ou os Planos Ambientais de Recuperação Paisagística, Alenquer ainda se arrisca, quando já não houver mais calcário para explorar, a ficar com as chagas na paisagem, enquanto alguns milionários ficaram com a conta bem recheada, por generosidade do extracionismo que aqui lhes foi permitido.
14/09/2026
Sentença histórica: Tribunal dá razão aos moradores e Câmara tem 10 dias para proibir tráfego noturno de camiões na Ruas dos Bons Amigos. Para além disso, ficaram demonstrados danos na saúde e nas casas.
Tribunal dá razão aos moradores da Passinha: Câmara de Alenquer tem 10 dias para proibir camiões durante a noite - Jornal e Rádio Valor Local Regional - Grande Lisboa, Ribatejo e Oeste O Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa deu razão aos moradores da Rua dos Bons Amigos, na Passinha, e condenou o Município de Alenquer a proibir a circulação de veículos pesados durante o período noturno. A Câmara dispõe de dez dias para regular o trânsito naquela via e definir e i...
13/09/2026
Variante da Passinha gera contestação.
Alenquer: Variante Industrial da Passinha volta a gerar contestação e ameaça de nova providência cautelar - Jornal e Rádio Valor Local Regional - Grande Lisboa, Ribatejo e Oeste Variante Industrial da Passinha voltou ao debate em Alenquer. Moradores contestam a fase futura e Uriel Oliveira admite nova providência cautelar.
27/08/2026
Município de Alenquer emite parecer desfavorável à central de biometano das Marés
👉 Leia a notícia completa aqui: https://vozdealenquer.pt/municipio-de-alenquer-emite-parecer-desfavoravel-a-central-de-biometano-das-mares/
26/08/2026
Biometano: a energia verde que inquieta as Marés - Jornal e Rádio Valor Local Regional - Grande Lisboa, Ribatejo e Oeste Projeto de uma central de biometano em Mares, no concelho de Alenquer, gera preocupação entre moradores devido aos possiveis impactes
21/08/2026
Está em consulta pública até 15 de setembro o estudo de Prevenção e Controlo de Poluição do Projeto da Unidade de Produção de Biometano de Abrigada.
Aceda ao estudo aqui: https://participa.pt/pt/consulta/uab-abrigada--unidade-de-producao-de-biometano-de-origem-renovavel-de-abrigada_185
Os interessados poderão enviar pareceres até À data estabelecida.
10/08/2026
Produção de biogás em Abrigada nasce envolta em controvérsia.
A Gás da Terra, empresa promotora, apresentou o projeto à população e, esta compareceu para deixar bem claro que não deseja tais instalações à sua porta. Com grande elegância e cordialidade, os participantes mantiveram a nega do princípio ao fim. Acham o projeto interessante para o ambiente, mas, pedem que seja construído umas centenas de metros mais à frente, do outro lado do monte, escondido das vistas e com maior salvaguarda da emissão de maus cheiros.
A Gás da Terra pretende produzir biogás a partir de estrume e chorumes recolhidos em pecuárias da região, transportado em contentores hermeticamente fechados e em camiões cisterna até à unidade fabril, onde serão descarregados em pavilhões sob pressão negativa, para evitar a fuga de maus cheiros. Na Europa, instalações deste tipo são aos milhares; já surgiram há mais de 20 anos, e, sustentou a empresa, não libertam cheiros.
Mas, se assim é, então por que motivo mostram os residentes tanta desconfiança e não querem tais instalações perto de suas casas? A conclusão inevitável é que em Portugal vivemos uma grave crise de confiança nas instituições.
Portugal não é a França, a Alemanha ou na Dinamarca, onde existe uma cultura de cumprimento de regras e as instituições funcionam. Em Portugal, existem inúmeros exemplos de incumprimento por parte de empresas e de demissionismo do Estado na hora de as fazer cumprir.
Alguns exemplos próximos:
A Pecuária da Berbelita, de construção clandestina, esteve para fechar por ordem da Câmara, mas, quase dez anos depois da controvérsia levantada, continua a funcionar e a emitir maus cheiros que se estendem até Labrugeira.
Participantes na reunião invocaram os odores de pecuárias da região que, em condições de vento favorável, entram por Abrigada.
As pedreiras que se estendem de Alenquer até Atouguia, são feridas abertas na paisagem, de onde continuam a levantar-se nuvens de pó. E apesar dos Planos Ambientais de Recuperação Paisagística e dos Estudos de Impacte Ambiental, a realidade é o que se vê.
Quanto ao caso Passinha, os 25 camiões diários, segundo as alegações moradores, são já mais de 200 - a infernizar-lhes as vidas.
Conhecedoras destas e de outras situações como estas, os moradores na vizinhança, têm fortes motivos para pensar que, se o funcionamento da Gás da Terra não for exatamente como lhes é apresentado, ficam com um grave problema nas suas vidas que se poderá prolongar-se por tempo indeterminado. Na dúvida, dizem não.
Sugerimos aos responsáveis da empresa que sigam o exemplo da Iberdrola quando instalou um parque fotovoltaico na região. Inicialmente, o projeto esteve para ser localizado no Paul de Ota, em terrenos inundáveis classificados na RAN e, chegou mesmo a ser submetido a avaliação ambiental. Todavia, surgiram dificuldades e, perante os contratempos, a empresa reavaliou a localização e acabou por vir instalar as fotovoltaicas entre o Monte Redondo e o aterro da PRORESI, apesar do acréscimo de custos em mais alguns quilómetros de linhas elétricas.
Empreendimentos como os da Gás da Terra são importantes para resolver problemas ambientais, criar riqueza e gerar empregos; e tudo isso é demasiado importante para jazer atolado em controvérsias que apenas criam anticorpos. Não são mais umas centenas de metros de tubos do gás que inviabilizam um projeto de 20 milhões de Euros.
06/08/2026
A regularização fluvial e requalificação paisagística da ribeira da Espiçandeira, tarda em arrancar.
Depois de um inverno intenso, em que a ribeira escoou caudais elevados durante semanas a fio, que provocaram rombos nas margens em diversos locais, de entre os quais a zona urbana de Espiçandeira, a aplicação de um programa de reabilitação surge no momento certo. Os trabalhos são da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente e da Câmara Municipal e está previsto um financiamento de 550 mil Euros, para reabilitar 6829 metros de extensão desta ribeira. O Programa foi publicado em abril de 2026, estabelece o período de 2024 a 2026 para a realização dos trabalhos e refere que o projeto está «em execução», mas, a verdade é que estes tardam em começar.
Para além da reabilitação da própria ribeira, esta intervenção irá contribuir para prevenção de cheias em Alenquer, com a laminagem dos caudais, através da retenção de água a montante, nas cabeceiras dos rios, através do restauro das condições naturais, ampliando o espaço de expansão das cheias, recuperando zonas húmidas que funcionam como áreas de retenção natural e prevendo bacias de retenção.
A ideia é restaurar as condições naturais de funcionamento dos ecossistemas ribeirinhos, proceder à recuperação de margens e dos leitos de cheia através de métodos de engenharia biofísica.
Os trabalhos realizam-se no âmbito do Programa Pró-Rios 2030, Programa de Ação para o Restauro Ecológico de Rios e Ribeiras, e inserem-se no Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN), estabelecido ao abrigo da Lei do restauro da Natureza, que transpõe o Regulamento (EU) 2024/1991.
Ao abrigo deste programa vão ser realizadas 316 ações em todo o país.
06/08/2026
Está em consulta pública até 18 de agosto o Estudo de Impacto Ambiental o Sistema de Armazenamento de Energia Elétrica por Baterias de Iões de Lítio, a instalar nos terrenos da antiga Central Termoelétrica do Carregado, freguesia do Carregado e Cadafais.
Aceda ao estudo aqui: https://participa.pt/pt/consulta/projeto-bigbatt
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Avenida Da Juventude, Nº23, Casais Novos
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