Alchemy Studio Porto
Unique portrait on a metal plate, captured with 19th century process. One-of-a-kind photo experience
17/06/2026
Integrado no programa paralelo da exposição IDENTIDADE, Retrato Social 2016 – 2026, Buddy Wakefield apresenta pela primeira vez em Portugal o seu espetáculo de Poesia, Performance e Spoken Word.
Buddy Wakefield é um poeta e artista amplamente reconhecido como uma das vozes mais marcantes da poesia contemporânea dos Estados Unidos. Destacou-se não apenas pela força performativa do seu trabalho, mas pela forma singular como articula vulnerabilidade, humor e intensidade emocional.
A obra de Wakefield situa-se num território híbrido entre a performance e a literatura, onde o poema não se limita à palavra escrita, mas ganha corpo na presença, no ritmo e na entrega. Os seus textos abordam temas como identidade, trauma, afeto, pertença e transformação, frequentemente explorados com uma honestidade desarmante que desafia as convenções do discurso poético tradicional.
Atualmente baseado em Portugal, continua a desenvolver uma prática artística que cruza escrita, performance e presença, mantendo um compromisso contínuo com a exploração da verdade emocional e da experiência humana através da linguagem.
Museu Nacional Soares dos Reis
27 junho, sábado, 16h00 | Entrada livre
14/06/2026
A história do retrato confunde-se com a própria história da representação humana. Durante séculos, procurámos formas de preservar uma presença, de fixar um rosto, de resistir ao desaparecimento inevitável do tempo.
Quando surgiu em meados do século XIX, a fotografia transformou profundamente essa relação. Pela primeira vez, a imagem deixou de ser um privilégio reservado a poucos e tornou-se acessível a uma parte crescente da sociedade. O retrato passou a ocupar um lugar central na construção da memória individual e coletiva.
Foi precisamente nesse período que surgiu o colódio húmido.
Mais de 170 anos depois, continuo a trabalhar através deste processo. Não por nostalgia, nem por um interesse arqueológico na história da fotografia, mas porque encontro nele uma forma singular de olhar para as pessoas.
O colódio húmido exige tempo num mundo que privilegia a velocidade. Exige presença numa época marcada pela distração. Exige compromisso num contexto em que a maioria das imagens nasce para ser consumida e esquecida em poucos segundos.
Cada retrato resulta de uma experiência partilhada. A preparação da chapa, a exposição, a espera e a revelação transformam o ato fotográfico num acontecimento consciente para todos os envolvidos. Algo dessa intensidade permanece inscrito na imagem final.
Ao longo de mais de uma década, tenho vindo a construir um arquivo humano através destes encontros. Pessoas de diferentes origens, nacionalidades, profissões, idades e percursos surgem reunidas não por aquilo que as distingue, mas pela sua condição comum de presença diante da câmara.
Este retrato faz parte desse percurso.
Entre 20 de junho e 12 de setembro de 2026, o projeto será apresentado no Museu Nacional Soares dos Reis, na exposição IDENTIDADE — Retrato Social 2016–2026.
Uma reflexão sobre o retrato, a memória e a representação humana, construída através de centenas de encontros e de uma técnica fotográfica que continua a desafiar o tempo.
Nenhum destes rostos representa apenas uma pessoa.
Cada retrato transporta uma história, uma origem, uma experiência de vida e um instante irrepetível. Reunidos, deixam de ser apenas imagens individuais para se transformarem num testemunho coletivo do tempo em que vivemos.
Ao longo de mais de uma década, este arquivo humano foi sendo construído através da prática do colódio húmido, preservando na superfície de cada chapa metálica a presença singular de quem passou diante da câmara.
IDENTIDADE, Retrato Social 2016 – 2026 de Nuno Marcelino
Museu Nacional Soares dos Reis
20 junho a 12 setembro 2026
Entrada livre para residentes em Portugal
Desenvolvida ao longo de mais de uma década, IDENTIDADE, Retrato Social 2016 – 2026 apresenta um conjunto de retratos realizados através do processo pioneiro de colódio húmido sobre chapas metálicas. O projeto constrói um vasto arquivo humano composto por pessoas de diferentes origens, nacionalidades e contextos sociais, explorando o retrato enquanto espaço de presença, memória e construção da identidade.
Recorrendo a uma técnica fotográfica introduzida em meados do século XIX, Nuno Marcelino recupera um processo historicamente associado à origem da fotografia, aproximando a materialidade e a lentidão do processo à diversidade contemporânea dos sujeitos retratados. Cada imagem resulta de um encontro singular, onde o tempo de exposição, a imobilidade e a consciência do ato fotográfico permanecem inscritos na superfície da imagem.
Em diálogo com a coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, a exposição estabelece relações entre diferentes formas de representação da figura humana, cruzando retrato histórico e contemporâneo. Organizados numa extensa composição visual, os retratos coexistem sem hierarquias, formando um corpo coletivo onde diferentes tempos, olhares e presenças se encontram.
Comissariada por Rui Pinheiro, a exposição IDENTIDADE, Retrato Social 2016 – 2026 de Nuno Marcelino ficará patente até 12 setembro de 2026, contando com o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.
Apoios:a.b._bar
09/06/2026
Há retratos que chegam num momento certo.
Este foi realizado recentemente, através do processo de colódio húmido, e pertence ao mesmo território de procura que tem atravessado o projeto IDENTIDADE — Retrato Social 2016–2026: o encontro entre presença, tempo e memória.
Cada chapa metálica guarda mais do que uma imagem. Guarda a duração do gesto, a imobilidade necessária, a atenção partilhada entre quem fotografa e quem aceita ser fotografado. Neste processo, o retrato não acontece de forma imediata; constrói-se lentamente, numa espécie de suspensão em que a pessoa deixa de ser apenas representada e passa a estar verdadeiramente presente.
Ao longo de dez anos, este arquivo tem reunido rostos, origens e histórias distintas, formando um retrato coletivo do nosso tempo. Em junho de 2026, esse percurso será apresentado no Museu Nacional Soares dos Reis, em diálogo com uma instituição onde a representação da figura humana ocupa um lugar central na história da arte em Portugal.
IDENTIDADE | Retrato Social 2016–2026
Museu Nacional Soares dos Reis
20 junho - 12 setembro 2026
08/06/2026
Há dez anos comecei a fotografar pessoas através do processo de colódio húmido, sem imaginar a dimensão que este arquivo humano iria alcançar. Ao longo deste percurso, milhares de pessoas passaram pela minha objetiva, trazendo consigo histórias, identidades, fragilidades e forças que ficaram inscritas nestas chapas metálicas.
É com enorme honra que apresento IDENTIDADE, Retrato Social 2016–2026 no Museu Nacional Soares dos Reis, uma exposição que reúne uma década de encontros e retratos, construída a partir da diversidade humana que tive o privilégio de conhecer e fotografar.
IDENTIDADE, Retrato Social 2016 – 2026 de Nuno Marcelino
Museu Nacional Soares dos Reis
20 junho a 12 setembro 2026
Entrada livre para residentes em Portugal
Desenvolvida ao longo de mais de uma década, IDENTIDADE, Retrato Social 2016 – 2026 apresenta um conjunto de retratos realizados através do processo pioneiro de colódio húmido sobre chapas metálicas. O projeto constrói um vasto arquivo humano composto por pessoas de diferentes origens, nacionalidades e contextos sociais, explorando o retrato enquanto espaço de presença, memória e construção da identidade.
Recorrendo a uma técnica fotográfica introduzida em meados do século XIX, Nuno Marcelino recupera um processo historicamente associado à origem da fotografia, aproximando a materialidade e a lentidão do processo à diversidade contemporânea dos sujeitos retratados. Cada imagem resulta de um encontro singular, onde o tempo de exposição, a imobilidade e a consciência do ato fotográfico permanecem inscritos na superfície da imagem.
Em diálogo com a coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, a exposição estabelece relações entre diferentes formas de representação da figura humana, cruzando retrato histórico e contemporâneo. Organizados numa extensa composição visual, os retratos coexistem sem hierarquias, formando um corpo coletivo onde diferentes tempos, olhares e presenças se encontram.
Comissariada por Rui Pinheiro, a exposição IDENTIDADE, Retrato Social 2016 – 2026 de Nuno Marcelino ficará patente até 12 setembro de 2026, contando com o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.
07/06/2026
1851.
O ano em que nasceu este processo.
Mais de 170 anos depois, continua a surpreender-me a forma como a prata consegue descrever um rosto.
Não apenas a sua aparência.
Mas a sua matéria.
A pele deixa de ser pele.
Transforma-se em textura, relevo, paisagem.
Quanto mais nos aproximamos, mais a fotografia se expande.
Como se cada linha guardasse uma história.
Como se cada detalhe tivesse esperado todos estes anos para ser visto.
Talvez o colódio húmido não fotografe apenas pessoas.
Talvez fotografe territórios.
Lugares onde o tempo deixa marcas e a luz as torna visíveis.
Como se a fotografia não tivesse sido capturada.
Como se tivesse sido descoberta.
Tintype 4x5 em colódio húmido.
01/06/2026
Há uma coisa curiosa nos processos antigos.
Quanto mais tempo lhes dedicamos, menos nos ensinam sobre fotografia e mais nos ensinam sobre pessoas.
O colódio húmido tem essa capacidade rara de separar o essencial do ruído. Obriga-nos a abrandar, a observar e a confiar no tempo. E o tempo, ao contrário da pressa, acaba sempre por revelar tudo.
Ao longo dos últimos anos tenho conhecido pessoas extraordinárias. Pessoas generosas com o seu conhecimento, com o seu apoio e com a sua presença. São essas que tornam qualquer caminho possível.
E depois existem todas as outras experiências, igualmente importantes.
Porque a dúvida fortalece a convicção. O obstáculo afina a direção. E aquilo que parecia ser um travão acaba, muitas vezes, por ser apenas mais uma razão para continuar.
Talvez por isso goste tanto desta técnica.
A prata não discute, não compete, não explica. Apenas revela.
E quando a imagem finalmente aparece na chapa, tudo o resto perde importância.
Tintype 4x5 em colódio húmido.
23/05/2026
Há rostos que não envelhecem — oxidam.
Como ferro deixado à chuva da cidade.
Como cartazes arrancados das paredes húmidas do Porto depois de uma noite demasiado longa.
Frágil Lapa carrega décadas inteiras no corpo.
Cada piercing, cada sombra debaixo dos olhos, cada marca funda na pele parece guardar restos de concertos, noites sem mapa, amigos perdidos, sobrevivências improváveis. Um arquivo vivo da contracultura portuense. Um dos nomes incontornáveis do punk português desde os anos 80, quando o Porto aprendia a transformar ruína em identidade e barulho em linguagem.
Neste retrato em tintype 4x5, o colódio húmido faz aquilo que sempre fez melhor: não fotografa apenas uma pessoa — revela matéria, tempo e fantasma.
A prata agarra-se à luz como memória química.
As imperfeições da chapa tornam-se parte da verdade.
Nada aqui é limpo. Nada aqui é domesticado.
Há qualquer coisa profundamente simbólica no encontro entre o punk e o colódio húmido.
Ambos nasceram fora do conforto.
Ambos recusam perfeição.
Ambos sobrevivem através da falha, do ruído e da persistência.
Frágil olha de frente, sem personagem, sem pose.
Como quem já atravessou demasiados cruzamentos para precisar de explicar quem é.
E talvez seja isso que mais me interessa nestes retratos:
não congelar uma identidade,
mas revelar as camadas invisíveis que o tempo deixou sobre ela.
Porto.
Prata.
Pele.
Ruído.
Memória.
Tintype 4x5 em colódio húmido.
Alchemy Studio Porto.
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