Time In

Time In

Compartilhar

Educação apoiada pela ciência | Formação sócio-emocional para crianças e adultos

Time In é uma actividade que proporciona ás crianças competências para gerirem de forma eficaz os seus pensamentos, sentimentos e ações. Desta forma, ajuda-as a desenvolverem-se social e emocionalmente, ao mesmo tempo que ajuda crianças fisicamente agressivas (estado de sobrevivência) ou verbalmente agressivas (estado emocional) a se tornarem mais integradas para poderem usar as suas competências na resolução de problemas (estado executivo). Time In provides children with the practical skills they need to manage their thoughts, feelings and actions. By doing this, we help children to develop social and emotionally and children who are physically aggressive (survival state) or verbally aggressive (emotional state) become more integrated so they can learn and use problem-solving skills (executive state).

13/08/2026

Se tens uma criança de 2 anos, provavelmente já reparaste: de repente, ela quer fazer tudo.

Quer escolher.
Quer tentar.
Quer repetir.
Quer fazer sozinha.
E, muitas vezes, quer exatamente aquilo que não pode ter.

Pode parecer que os 2 anos trouxeram mais oposição, mais protestos e mais conflitos.

Por dentro, está a acontecer muito mais do que isso.

O cérebro está a tornar-se capaz de imaginar, antecipar, lembrar, associar e resolver pequenos problemas. O corpo está cada vez mais competente. E nasce uma sensação poderosa de autonomia:

“Eu consigo.”
“Eu quero.”
“Eu não quero.”

Só que a capacidade de querer desenvolve-se muito antes da capacidade de esperar, parar, mudar de plano ou gerir tudo o que acontece quando a resposta é “não”.

E é aqui que nós, adultos, podemos mudar a forma como olhamos para muitos comportamentos desta idade.

Quando uma criança de 2 anos insiste, protesta, chora, foge ou exige fazer sozinha, não precisamos de ignorar o comportamento nem de deixar cair os limites.

Precisamos de conseguir ver o que está a acontecer por baixo dele.

Dar autonomia onde ela já consegue tê-la.
Manter o limite onde ele é necessário.
Ajudar a comunicar aquilo que ainda não consegue explicar.
E emprestar regulação quando o seu sistema ainda não consegue fazer esse trabalho sozinho.

Os 2 anos podem ser intensos.

Também são uma fase extraordinária de descoberta:

“Quem sou eu?”
“O que consigo fazer?”
“Até onde posso ir?”
“E o que acontece quando encontro o outro?”

É muito mundo para descobrir num corpo ainda tão pequeno.

Tenho 2 anos.

Porque educar começa dentro.

Photos from Time In's post 07/08/2026

Há palavras que dão nome a emoções. Outras dão nome àquilo que acontece entre nós.

Amae é uma palavra japonesa associada ao conforto de podermos depender do cuidado de alguém próximo, deixando-nos acolher com a confiança de que essa proximidade será bem recebida.

Na infância, esta experiência encontra um eco muito especial na co-regulação.

Um colo. Uma voz conhecida. Um toque. Um adulto que permanece presente quando uma emoção se torna grande demais.

Através destas experiências repetidas, a criança vai construindo, pouco a pouco, recursos para recuperar o equilíbrio e regular-se.

Antes de a calma poder ser “minha”, muitas vezes foi “nossa”.

🌱 Palavras para sentir por dentro | Palavra #3

Uma série Time IN sobre palavras que tentam dar nome à complexidade da experiência humana.

Já sentiste Amae?
Aquele conforto de poderes baixar a guarda junto de alguém?

Photos from Time In's post 05/08/2026

A proteção constrói-se muito antes de alguma vez ser necessária.

As estratégias deste carrossel podem fazer a diferença. O que lhes dá verdadeiramente força é a forma como passam a fazer parte da vida da criança.

Reservem tempo para brincar com elas.

Façam teatros.

Inventem histórias.

Representem diferentes cenários.

Explorem possibilidades.

Percorram um centro comercial à procura de um ponto de encontro ou de pessoas a quem pedir ajuda.

Criem um código da família.

Repitam.

Voltem a repetir.

O cérebro aprende através da experiência. Cada repetição fortalece as ligações que sustentam uma competência e aumenta a probabilidade de ela estar disponível quando realmente fizer falta.

O medo não é um bom professor.

Quando uma criança entra em alerta, o sistema nervoso concentra-se na sobrevivência. Pensar, recordar informação, tomar decisões e consolidar novas aprendizagens torna-se muito mais difícil.

O jogo faz o caminho inverso.

A segurança cria espaço para explorar.

A curiosidade convida a experimentar.

A repetição transforma uma estratégia numa competência.

É assim que uma regra deixa de ser uma frase decorada e passa a fazer parte da forma como a criança compreende o mundo e cuida de si.

Estas nove estratégias são apenas uma pequena amostra do trabalho que desenvolvemos no Time IN. Ao longo das sessões, corpo, emoções, pensamento e comportamento crescem como partes do mesmo sistema. Cada experiência fortalece as restantes e ajuda a construir recursos internos que acompanham a criança muito para além de uma situação de perigo.

Aproveitem estas ideias.

Adaptem-nas à vossa família.

Brinquem.

Conversem.

Experimentem.

Porque uma competência treinada hoje pode fazer toda a diferença amanhã.

Educar começa dentro.

Photos from Time In's post 04/08/2026

Durante muito tempo, olhámos para o comportamento como o ponto de partida da educação.

Uma birra. Um empurrão. Um choro. Uma recusa.

Mas o comportamento é apenas a parte que conseguimos ver.

Antes dele, já aconteceu muita coisa.

O corpo recebeu informação.
O sistema nervoso respondeu.
As emoções ganharam intensidade.
O cérebro tentou dar sentido ao que estava a acontecer.

É por isso que, no Time IN, dizemos que educar começa dentro.

Começa quando compreendemos que uma criança não aprende apenas através daquilo que lhe dizemos.

Aprende através da forma como se sente.
Da segurança que encontra na relação.
Das experiências que vive repetidamente.

Quando mudamos o olhar, também muda a forma como educamos. O que mudou na tua forma de olhar para o comportamento das crianças ao longo dos anos?

Gostava muito de ler as vossas respostas. 💛

03/08/2026

Quando olhas para o teu filho, o que vês primeiro?

O comportamento?

Ou consegues imaginar tudo o que está a acontecer dentro dele antes mesmo de ele fazer aquilo que vês?

No último post falei-vos da mudança do Time IN. Ao longo dos anos fui percebendo que o comportamento é apenas a parte visível de um processo muito mais profundo.

É esse processo que quero explorar convosco.

Nesta nova série vamos percorrer as diferentes idades da infância e descobrir o que está a acontecer dentro do cérebro, do corpo e do sistema nervoso em cada fase do desenvolvimento.

Porque antes de uma criança conseguir explicar o que sente, o seu corpo já está a comunicar.

Começamos hoje.

Tenho 1 ano.

Porque educar começa dentro.

02/08/2026

O Time IN está a mudar.

A essência permanece: educar começa dentro.

O que ganha agora uma nova forma é a maneira de tornar visível, com mais clareza, profundidade e coerência, aquilo em que sempre acreditámos.

Este é o novo rosto do Time IN.
O primeiro sinal visível de uma transformação que começou por dentro.

Where becoming begins.

Photos from Time In's post 15/07/2026

Continuamos a série Palavras para sentir por dentro.

Há experiências tão humanas que, quando finalmente encontram uma palavra, parecem ficar um pouco mais fáceis de reconhecer.

A palavra de hoje é liberosis.

O desejo de nos preocuparmos um bocadinho menos.
De não anteciparmos todos os cenários.
De não tentarmos segurar cada resultado com as duas mãos.

Às vezes, controlar parece segurança.

Mas viver sempre em alerta também cansa.

E talvez o corpo não esteja a pedir mais respostas.

Talvez esteja apenas a pedir espaço. Pausa. Descanso.

Já sentiste liberosis?

💬 Conta-nos.

Porque dar nome ao que sentimos é uma forma de nos aproximarmos de nós próprios.

Liberosis é uma palavra criada por John Koenig para o projeto The Dictionary of Obscure Sorrows, que dá nome a experiências humanas difíceis de explicar.

Interoceção Autoconhecimento RegulaçãoEmocional

12/07/2026

Há uma diferença enorme entre deixar um bebé a chorar e deixar um bebé chorar.

Quando se diz que não devemos deixar um bebé a chorar, fala-se de não o abandonar sozinho com uma experiência que ainda não consegue regular.

Não significa que o adulto tenha de impedir qualquer choro, fazê-lo desaparecer imediatamente ou descobrir uma solução mágica em trinta segundos.

Um bebé pode chorar ao colo, acompanhado, protegido e compreendido.

Pode chorar porque está cansado, frustrado, assustado, zangado, sobrecarregado ou porque quer algo que não pode ter. E o adulto pode continuar presente sem conseguir, ou sem precisar, de eliminar aquela emoção.

Há aqui outra camada importante.

Quando confundimos responsividade com “o bebé não pode chorar”, o choro transforma-se rapidamente numa espécie de exame à competência parental.

O adulto entra em urgência. Tenta distrair, negociar, ceder ou fazer cessar o som a qualquer custo.

Mas responder ao choro não é obedecer ao choro.

Às vezes, a resposta é alimentar, pegar ao colo ou ajudar a adormecer.

Outras vezes, é manter um limite e dizer, através do corpo e da presença:

“Eu sei que isto é difícil. Não posso dar-te o que queres, mas não te vou deixar sozinho enquanto sentes isto.”

Não deixar um bebé a chorar não significa impedir que chore.

Significa não o deixar sozinho dentro daquilo que está a sentir.

Time IN
Educar começa dentro.

Photos from Time In's post 09/07/2026

Há experiências tão humanas que parecem maiores do que as palavras que temos para as descrever.

E, às vezes, quando finalmente encontramos uma palavra para aquilo que sentimos, acontece algo curioso: deixamos de nos sentir tão sozinhos nessa experiência.

É por isso que hoje nasce uma nova rubrica do Time In.

🌿 Palavras para sentir por dentro

Ao longo desta série vamos explorar palavras que dão nome a emoções, sensações e experiências humanas. Algumas pertencem a diferentes línguas e culturas. Outras foram criadas para dar voz a sentimentos que muitos de nós reconhecemos, mas que nunca soubemos explicar.

A primeira é Énouement.

A sensação de olhar para a vida de hoje e desejar que a nossa versão de há alguns anos pudesse ver onde chegámos.

Talvez não porque tudo esteja resolvido.

Mas porque, entretanto, crescemos de formas que nessa altura ainda não conseguíamos imaginar.

💛 E tu?

Já alguma vez sentiste Enouement?

Conta-nos nos comentários.

✏️ Nota: Énouement é uma palavra criada por John Koenig para o projeto The Dictionary of Obscure Sorrows, uma obra que inventa palavras para experiências humanas comuns que ainda não tinham um nome.

Autoconhecimento Interoceção SaúdeEmocional ParentalidadeConsciente Psicologia

Quer que o seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em Porto?
Clique aqui para solicitar o seu anúncio patrocinado.

Categoria

Endereço


Porto
4100-506PORTO