Artes e Letras
Editora independente, com sede nos Açores, São Miguel.
10/03/2026
É com muita alegria que vos anunciamos o lançamento da nova reedição CADERNO de MITOS PESSOAIS de Leonardo, ed. Artes e Letras. Esta edição inclui poemas inéditos.
LANÇAMENTO: 21 de Março I DIA MUNDIAL DA POESIA
Apresentação da obra: Urbano Bettencourt
Local: LIVRARIA SOLMAR
A sessão conta com a presença do poeta Leonardo.
14/01/2026
Nuno Costa Santos, Arquipélago de Escritores, entrevista Miguel Puim sobre o seu livro “Memórias Históricas de Vila Franca do Campo” .
Arquipélago de Escritores Um programa em que Vila Franca do Campo é protagonista. Conta com uma entrevista ao autor de 'Memórias Históricas de Vila Franca do Campo' (Artes e Letras), Miguel Puim, autor e consultor na área financeira, que tem uma grande paixão pela etnografia açoriana. O oitavo episódio também traz um...
05/12/2025
No Açoriano Oriental, de hoje, a recensão do grande critico literário Vamberto Freitas à nossa "Avenida Marginal (Re)Imaginar Ponta Delgada.
«O 7º volume da Avenida Marginal, tem vindo a ser publicada pela Artes e letras da Livraria SolMar, é o seu maior volume até hoje.(...) São 14 as vozes que, como outros antes deles "tentam" redifinir" Ponta Delgada (...). Ao ler este Avenida Marginal reconheço todos os reparos, admiro as sugestões, partilho a saudade do outro futuro que demora a chegar. Tem aqui ensaios que são pura literatura, como tem alguns que são os mais autênticos atos de cidadania através da palavra bem colocada, do pensamento construtivo e a expressar o desejo de nunca perdermos a cidade às dimensões da ilha, à promessa da sua história (...) Este é outro livro não só da memória como também é um memorial (...).
Um última palavra. A capa de (Re)Imaginar Ponta Delgada é genial. Da autoria da artista Andrea Santolaya (...).
O nosso obrigada.
03/12/2025
O Natal é com um livro no sapatinho! 🎄✨
Este e muitos outros na nossa/vossa Livraria SolMar.
Promoção - Roteiro de Arquitetura dos Açores , agora a 20.00€
03/10/2025
EM BUSCA DE UMA IDENTIDADE
Pedro Arruda
«Vista daqui, desta Avenida Marginal, onde aportam navios de cruzeiro e os turistas se misturam com os transeuntes locais, a cidade, que procura ser uma capital atlântica, interroga-se, tal como nós, sobre o seu presente, sobre quem foi no passado e no que poderá vir a ser no futuro, olhando o amanhã com olhos esperançosos e um quê de imaginação. (...) podemos afirmar com alguma certeza é que a cidade de Ponta Delgada continua a ser um espaço de convergência entre várias identidades, a urbana e a rural, a tradicional e a contemporânea, a local e a global, sendo essa simultaneidade, essa multiplicidade, se quisermos, que é, também, um dos traços do mundo moderno, uma das suas principais singularidades.(...) Ponta Delgada é, enfim, uma cidade em busca de uma identidade que a engrandeça.»
(in) Avenida Marginal, Ensaios (Re)Imaginar Ponta Delgada,, ed. Artes Letras, 2025.
Fotografia, Paulo Goulart - Photography.
01/10/2025
A CIDADE SEM MEDO
(OU 2050: ODISSEIA NO ATLÂNTICO)
Joana Borges Coutinho
«Respiro fundo. Pela janela aberta do meu loft, entra a cor do céu, o cheiro do mar e o som das pessoas e dos pássaros, a chamarem-me para mais uma manhã de abril neste ano da graça de 2050. (...)
Lá ao fundo, perto do parque de mobilidade da orla oeste da cidade, ergue-se a chaminé da antiga Sinaga, hoje centro nevrálgico de educação e de formação profissional e tecnológica,
uma verdadeira cidade futurista dentro da nossa cidade moderna:
conta com pequenos centros de formação especializada e anfiteatros, laboratórios e salas de prototipagem, lojas comunitárias, serviços de reparação e reciclagem e áreas experimentais para testar soluções circulares para os produtos e resíduos que ainda sobram da Era Linear e da primeira globalização.
É lá que estão as minhas netas Francisca e Clarinha, embrenhadas nos seus projetos e perdidas nas suas leituras e aprendizagens da Nova Escola, onde o sucesso é medido ao ritmo de cada criança e onde a felicidade e os valores acompanham as ciências e as letras que constroem os fazedores do nosso futuro coletivo. (...) As antigas ruas da cidade foram substituídas por espaços verdes, esplanadas, estufas comunitárias, jardins terapêuticos e museus botânicos de ar livre. Temos 4 parques de mobilidade na orla da cidade, onde há estacionamento coberto (com produção solar e captação de águas) para os poucos carros que ainda temos na ilha, e vários pequenos terminais de transportes públicos para a cidade e para a ilha. (...) Começaram a surgir movimentos independentes, de olhos postos no bem comum, que rejeitavam os espartilhos das ideologias políticas tradicionais e os alicerces da primeira globalização. Em vez disso, assentavam nos princípios das Bio regiões e da economia social-ecologista (ou a famosa economia do donut).»
(in) Avenida Marginal, Ensaios (Re) Imaginar Ponta Delgada, Artes e Letras Editora, 2025.
Capa: Fotografia, Andrea Santolaya.
25/09/2025
ENTRE O PRESENTE E O AMANHÃ: CRESCER COM
RESPONSABILIDADE
Francisco Monteiro da Silva
«(...) a cidade não pode ser pensada apenas para os turistas. A dependência excessiva do turismo, quando não acompanhada de uma estratégia de desenvolvimento integrada, está a gerar tensões: falta de habitação acessível, descaracterização urbana, pressão sobre os recursos naturais, degradação da qualidade dos serviços e preços inflacionados ou, pelo menos, inacessíveis aos residentes. Curiosamente, nem para os turistas a cidade está verdadeiramente preparada: comércio limitado e com horários desajustados ao fluxo turístico, restauração insuficiente e piscinas naturais como o Pesqueiro, Forno da Cal ou Portinho de São Roque são insuficientes para fazer jus à procura. E para quem chega por mar, as marinas das Portas do Mar e Pêro de Teive têm muito a melhorar.»
MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA
João Mendes Coelho
«A manhã nasce em Ponta Delgada com a mesma arrogância
de um bêbado a reclamar do sol. A luz abundante mais
parece um holofote mal direcionado a descobrir as cicatrizes da
cidade. Um grande grupo de turistas imortaliza as Portas da Cidade
ao nascer do sol, enquanto, a dois quarteirões dali, um local,
andrajoso e sem dentes, vasculha o lixo com a precisão de quem
procura um suspiro de dignidade que lhe abrande a fome. Ou a
ressaca.
Sou psiquiatra. Habito os bastidores da cidade, um submundo
onde o verniz estalado de segredos mal guardados, a verdade
e a doença se revelam por trás das máscaras e de outros sinais,
mais ou menos evidentes. (...) As sintéticas, microscópicas saídas de emergência para o desespero, chegaram com o disfarce de umas belas trips. Baratas, legais, inócuas. Explodiram com a pandemia. E, hoje, ao ver-lhes o rasto de destruição pela cidade, penso na juventude trémula, como ramos de árvore em dias de tempestade, de olhos arregalados, movimentos indisciplinados, picos de agressividade e a paranoia que ameaça sem dó. Numa palavra: um inferno. A modernidade, com a sua pressa ofegante, sequiosa do ter, mais do que do ser, cavalga uma miséria crónica de conhecimento e abundância de traumas, tem o seu preço. E que preço. E rói o pouco que sobra da humanidade destes homens e mulheres.»
(In) Avenida Marginal, Ensaios (Re)Imaginar Ponta Delgada, ed. Artes e Letras, 2025.
17/09/2025
Obrigada à RTP Açores pela atenção para com a nossa Avenida Marginal.
Avenida Marginal: Coletânea de micro ensaios procura repensar cidade de Ponta Delgada I RTP Açores ...nova edição.
16/09/2025
A nossa Avenida Marginal, (Re)Imaginar Ponta Delgada em São Lourenço, Ilha de Santa Maria.
Obrigada ao nosso leitor.
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Ponta Delgada
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