Sentir . Entender . Realizar

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Desenvolvimento de competências socioemocionais |
Formação | Consultoria | Coaching S.E.R. surgiu da vontade de contribuir para disseminar o bem estar.

Conceito

Numa sociedade tão complexa e em constante mudança como aquela em que vivemos precisamos, cada vez mais, de possuir um leque de competências que nos permitam fazer face às exigências e incertezas com que diariamente nos deparamos e que, simultaneamente, nos permitam fazer escolhas conscientes, concretizar objetivos pessoais e nos impulsionem para a criação de uma sociedade mais equilibra

23/12/2022

Os constantes estímulos que nos rodeiam e as exigências da vida quotidiana levam a que, com frequência, as nossas interações com os outros sejam prejudicadas pela nossa cedência às distrações.
Quando olhamos e/ou ouvimos alguém, quando nos disponibilizamos para interagir com atenção e interesse por esse alguém, aprendemos mais sobre a pessoa e, muitas vezes, sobre nós, também. Mostramos respeito e, com certeza, ganhamos, também, mais respeito.
Fortalecemos a nossa ligação.

10/08/2022

Quando falamos com alguém, o que realmente importa é o que dizemos e o modo como o fazemos. As nossas intenções, por melhores que sejam, nem sempre são transmitidas e, mais raramente, ainda, percecionadas por quem nos ouve. Na verdade, não são os outros que têm que adivinhar o que temos para comunicar ou que intenções temos por detrás das nossas palavras ou ações. "Somos responsáveis por transmitir à(s) outra(s) pessoa(s) precisamente o que queremos transmitir."





Fonte: Lidar com pessoas difíceis
Harvard Bursiness Review Press

Deus Cérebro Episódio 1 - de 11 Jan 2021 - RTP Play - RTP 14/01/2021

Sem dúvida, uma série documental a ver.
"Do ponto de vista evolutivo, a inteligência com que começamos é uma inteligência afetiva... uma inteligência que vem de reações emocionais, que vem do sentimento e do facto do sentimento governar o nosso comportamento..." (A. Damásio)

"A verdadeira inteligência é a capacidade de antecipar o futuro" (M. Kaku)

Deus Cérebro Episódio 1 - de 11 Jan 2021 - RTP Play - RTP Maquinaria das Emoções - Não é só a tecnologia do século XXI que é exponencial, também o cérebro humano obedeceu à mesma regra no passado, sendo consi

20/09/2020

Tenho estado em silêncio, nesta página. Canalizei atitudes e ações para caminhos que ainda estou a descobrir e a desbravar com curiosidade, abertura e entrega. Houve uma etapa que chegou ao fim, mas...”para cada fim um novo começo”, não é verdade? Eu acredito que sim e há fins que têm mesmo que acontecer ou ser aceites para podermos avançar de peito aberto e leveza na alma. Não sei o que vou estar a fazer daqui a 15 anos. Nem tenho planos concretos para essa distância temporal. Tenho, porém, uma linha orientadora daquilo que quero ser e sentir daqui a 10, 15 anos, suficientemente sólida para me guiar porém, flexível a aprendizagens, crescimento e ajustes. A solidez advém dos meus valores. São eles a minha a minha verdadeira bússola, são eles que orientam as minhas ações e objetivos. Hoje sei que respeitando os meus valores sou emocionalmente mais forte, mais motivada, mais persistente e, ao mesmo tempo, mais serena para lidar com as voltas que a vida dá. (E que voltas ela dá!).

Não precisamos ter sempre e imediatamente uma resposta para o que nos aconteceu e o que vai acontecer a seguir. Não precisamos sempre saber para onde caminhamos quando queremos ou temos que mudar algo na nossa vida. (Coisas surpreendentes e maravilhosas podem acontecer quando olhamos a vida, sem julgamentos e sem entraves ao que possa estar a surgir!) Muitas vezes, nem precisamos compreender, no imediato, porque estamos a agir de determinada forma; O tempo, costuma dizer-se, dá muitas respostas. Então, vamos viver o momento e dar tempo ao tempo e espaço para o “sentir”. Se prestarmos atenção ao nosso ser, veremos que a nossa bússola (os valores) nos vai, de novo, ajustar na caminhada. (Muitas vezes é na mudança que realmente conhecemos o que valorizamos!) Desistir de algo e encetar um novo caminho, nem sempre signif**a perda, ou falhanço. Pelo contrário, é um ajustar do nosso percurso, do qual fazem parte a aceitação, o desapego, a flexibilidade e a aprendizagem.

Estou a (re)ajustar o meu caminho. Sigo saboreando o presente, percebendo a abraçando novas realidades refazendo ou mesmo traçando novos objetivos, sem pressa, alinhados com os meu valores, alinhados com quem quero e escolho ser porque a minha linha orientadora, essa, mantém-se.

20/07/2020

Liderar com inteligência emocional
válido na empresa. na escola. na família.




fonte: Atenção plena na era da Complexidade in Inteligência Emocional, Atenção Plena, HBR Press

14/07/2020

É normal duvidarmos das nossas capacidades e, se por um lado, duvidar nos ajuda a perceber em que aspetos podemos melhorar, por outro, se nos deixarmos f**ar apenas pela dúvida acabamos por nos deixar levar por um padrão de pensamentos e respetiva voz autocrítica que pode deter-nos. Por vezes essa voz é demasiado dura tornando-se uma verdadeira sabotadora do nosso bem-estar emocional, relacional e físico. Autocríticas centradas no erro e no fracasso, tem o poder de ativar em nós o sistema nervoso simpático (responsável pela ativação dos nossos orgãos quando temos que reagir perante uma ameaça) e consequentemente elevam, também, a produção de hormonas do stress. O nosso corpo reage aos nossos ataques da mesma forma que reage aos ataques das outras pessoas. Por isso, quando somos muito duros connosco somos, literalmente, uma ameaça a nós mesmos! Daqui podemos depreender que será mais vantajoso para nós que a nossa voz interior seja positiva, centrada na aprendizagem, no crescimento e na empatia. Falarmos connosco de forma positiva, agradável, como fazemos com alguém de quem gostamos muito, dá-nos alento, apazigua o desconforto emocional e alimenta a nossa resiliência e perseverança. Dizer para nós mesmos várias frases positivas como “aceito-me tal como sou”; “Sou competente em... e...” “Perdoo-me por ter errado”; “Da próxima vez vou saber fazer melhor”, entre outras, ajuda na construção desse discurso interno positivo e no desenvolvimento de uma mentalidade de crescimento* fazendo-nos sentir melhor mas, muitas vezes, é insuficiente para alcançar a mudança desejada e poderá até estar a camuflar uma mentira se não formos ao cerne da questão: “nós”; os nossos valores, crenças, forças e fraquezas. Quando reconhecemos as nossas forças e aceitamos as nossas limitações, estamos, então, capazes de começar a ouvir a nossa voz interior no seu tom crítico e acusador, sem nos identif**armos com ela. Quando nos permitimos aceitar como somos, libertamo-nos das amarras da auto-crítica, f**amos menos dependentes das opiniões dos outros e menos receosos delas, também. Estamos, então, preparados para substituir o discurso do “deita-abaixo” pelo discurso da auto-compaixão, pelo discurso da auto-motivação e superação pessoal. Passamos a encarar os julgamentos dos outros “apenas” como opiniões dessas pessoas (também elas filtradas pelas suas próprias auto-críticas e limitações) as quais, eventualmente, poderão ser encaradas e usadas por nós como sugestões para o nosso processo de melhoria contínua se acharmos que se enquadram no nosso propósito. É quando reconhecemos e abraçamos os nossos limites (sejam eles quais forem) que o nosso processo de libertação e superação começa. Sem o reconhecimento e aceitação de que possuímos limitações (físicas, emocionais, intelectuais) dificilmente poderemos traçar objetivos reais de desenvolvimento e harmonia emocional, pois andaremos sempre escondidos em desculpas, processos de culpabilização e de julgamento perante nós e perante os outros. Aceitarmo-nos como somos tem, ainda, o poder de nos libertarmos da necessidade de criticar os outros!

Este processo de reconhecimento pode trazer dor e desconforto pelo que, igualmente, aqui entram o poder do discurso interno positivo que nos leva a aceitar que também somos feitos de conquistas, possuímos forças (que, muitas vezes, não valorizamos), que possuímos imaginação e poder sobre os nossos pensamentos. Que podemos inspirar-nos nos outros para nos superarmos reconhecendo sempre que “receita” de superação implica adequações à “nossa” matéria prima! Que o sucesso pessoal tem como base o esforço e dedicação e que a principal medida de comparação é connosco mesmo.

* mentalidade de crescimento é um conceito criado pela psicóloga Carol Dweck. Baseia-se na convicção de as nossas capacidades não são fixas e que podemos melhorá-las com prática e dedicação. A atitude otimista está subjacente a todo o processo de progressão individual. O erro também faz parte desse percurso mas é encarado como aprendizagem e motivação de melhoria contínua.

08/07/2020

E a cada desilusão um (re)encontro com a tua essência. Uma nova aprendizagem.

O lembrete desta semana vem a propósito de uma conversa com o meu filho que me disse. "Mãe, por vezes a pessoas desiludem-nos." Achei esta sua "saída" deliciosa mas não podia deixar de debater com ele o que estará na origem da desilusão e, assim, iniciámos uma outra conversa.
Adoro estas conversas.

05/07/2020

A mente cria a nossa história, os seus pensamentos alimentam as nossas dores e traições e, a seguir, demitem-se das suas responsabilidades e "dizem" que não tiveram nada a ver com isso atribuindo as culpas aos outros, aos acasos da vida, às nossas fraquezas... "Quando te queixas tornas-te uma vítima. Abandona a situação, muda-a ou aceita-a. Tudo o resto é loucura" são os pensamentos a engordar em função do alimento que lhe dás.

Lembra-te: és responsável pelos pensamentos e sentimentos que alimentas.

Como alimentas os teus pensamentos? Com o poder que dás aos outros e às circunstâncias da vida ou com o poder, responsabilização, compreensão e compaixão que te dás a ti?

02/07/2020

É-me impossível não sentir um certo orgulho e, também, admiração quando o meu filho (com 11 anos feitos há 15 dias), me diz: “mãe, quando me dizem as palavras (...) e (...) fico tão irritado!! Só não percebo porquê!”
Procurei ajudá-lo a “revisitar” a situação que ele tinha vivenciado para o ajudar a perceber o que tinha acontecido antes daquela situação específ**a e em que estado emocional se encontrava. Depois, explorámos o acontecimento em si - que reações físicas sentia e em que momentos se dava conta delas. De seguida, perguntei-lhe que tipo de pensamentos lhe surgiram quando percebeu que aquelas palavras funcionavam como gatilhos da raiva. Respondeu que não se conseguia lembrar e, então, procurámos perceber que signif**ados associava às palavras e que outras emoções, sensações e pensamentos poderiam estar ligados. Por enquanto, apenas o conseguiu fazer para uma das palavra mas ficou a intenção de f**ar atento aos pensamentos e emoções caso aconteça uma próxima vez. Nesse momento em que assumimos o papel de investigadores emocionais - instiguei o meu investigador júnior a olhar para além das palavras: Que intenção estaria por detrás das palavras? Se a pessoa tivesse usado outra palavra como reagiria? Percebeu que, afinal,uma “simples” palavra pode ativar em nós pontos sensíveis e espoletar reações emocionais que são da nossa responsabilidade e não da pessoa que as proferiu.
Confidenciou-me que o facto de ter percebido essa irritação no momento em que acontecia fez com que conseguisse controlar-se “um bocadinho”. Expliquei-lhe que cada vez que tomamos consciência de algo acalmamos o nosso cérebro emocional impedindo que ele tome literalmente o controlo do nosso corpo e dos nossos pensamentos. “é a inteligência emocional que tu falas não é mãe?” e com isto, de imediato, se acionou em mim o “Gatilho” do orgulho!

Conhecer os nossos pontos sensíveis e perceber porque é que eles são sensíveis abre portas para o autoconhecimento e para a gestão de reações.
E tu, conheces os teus gatilhos? (que pessoas, situações, contextos mexem contigo?)

26/06/2020

A 1ª edição online do curso Inteligência Emocional em parceria com a entidade formadora InFocus chegou ao fim. Sinto-me muito agradecida a este grupo maravilhoso de 20 pessoas que, ao longo de 7 sessões percorreu, comigo, uma parte daquele que é um percurso sem fim: o percurso de sentir, entender e regular emoções.
Muito obrigada, também, à InFocus pelo convite para dinamizar este curso.
Estou de ❤️ cheio!
Obrigada! 🙏

21/06/2020

Permite-te sentir.
É preciso dar às pessoas permissão para sentir e expressar: as tristezas, as frustrações, as irritações, desilusões, os ciúmes, a dor de não ter esperança, mas também as alegrias, as expectativas, o amor e a gratidão... A saúde mental tem um forte impacto na saúde física, no nosso bem-estar. É importante cuidar dela e prevenir porque remediar pode ser tarde demais.
Volto a partilhar um texto que já aqui deixei:
“Isso não é nada!” “Vá lá esquece isso! Não tens motivos para te sentir assim.” “Tens que ser forte”. Cada um tem a sua dor, a sua preocupação ou mesmo várias preocupações que se foram acumulando a ponto de vivermos angustiados já sem sabermos bem porquê. Sentimo-nos uma porcaria, não sabemos ao certo o que temos, como poderemos sair desse estado e, para ajudar “à festa”, não somos compreendidos ou, pior, somos criticados intensif**ando, assim, o nosso mal estar. (Na realidade muitas vezes, a intenção da outra pessoa não é criticar-nos mas é assim que o sentimos.) Por força das circunstâncias, começamos a guardar para nós as nossas dores, a suprimir emoções e a fingir – até podermos – que está tudo bem. Até podermos pois emoções que não são ouvidas, que não são cuidadas transformam-se num lixo tóxico que vai crescendo em nós consumindo força, oxigénio e alento. O cérebro f**a turvo e lamacento e a “parte racional” do nosso cérebro sente cada vez mais dificuldade em ver para além do lamaçal. Ficamos prisioneiros dos nossos pensamentos negativos que, por sua vez alimentam estados emocionais como o medo, a ansiedade e a raiva. Estados onde não devemos demorar-nos muito tempo sob pena de trazermos consequências negativas para o funcionamento do nosso corpo. (Já cantava o Variações “Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga”) No limite, afundamo-nos na podridão dos pensamentos, isolamo-nos das pessoas e, muitas vezes, de nós mesmos.
Como referi atrás, nem sempre é por mal quando alguém procura relativizar ou ignorar o que outrem sente. Muitas vezes isso acontece porque não se sabe sequer o que responder ou como lidar com determinados sentimentos. Porque é difícil, porque não se sabe lidar com as emoções, porque não se quer sofrer com a dor do outro. Existem várias razões. A educação é, talvez, a principal. Fomos educados assim. E continuamos a educar. Ouço, com frequência, serem repetidas às crianças as frases com que iniciei este texto. Não é por mal, eu sei. Mas se os adultos não se sentem bem, as crianças f**am, ainda, mais perdidas no importante processo de aprender a regular as emoções. Se uma criança chora muito porque se aleijou, ou se mostra com medo ou irritada, é importante mostrar-lhes que estamos atentos ao que estão a sentir e convidá-las a falar sobre o que as incomoda, amedronta ou transtorna. Perguntar como se sente em relação a isso resistindo à tentação de julgar emoções. E se não tivermos resposta podemos apenas dizer “estou aqui ”. Válido para crianças. Válido para adultos.

16/06/2020

Esta semana já precisei deste lembrete. Dei por mim com o desabafo "se eu soubesse... se não fosse..." e vem o desânimo, a desilusão, a frustração, a culpa... "e se...?" Desabafei, abracei e ouvi as emoções e lembrei-me da frase que aqui partilho e de como me faz sentido o seu signif**ado.
A vida é feita de escolhas. Mesmo quando muito bem ponderadas, as nossas escolhas podem ter consequências imprevisíveis e dolorosas. (A vida também não seria tão emocionante se fosse tudo previsível e, certamente, a nossa bagagem de aprendizagens seria bem menor). Quando algo corre bem raramente nos questionamos acerca dos caminhos que optámos seguir, mas quando corre mal, lá vêm as emoções que referi atrás (e mais algumas) e o "famoso" "e se..."
A vida é feita de escolhas - volto a repetir esta verdade. Mas é, também, bem verdade que as escolhas que fazemos (mesmo quando escolhemos não escolher) refletem apenas aquilo que para nós era o melhor que podíamos e sabíamos escolher com os conhecimentos que tínhamos no momento em que tivemos que decidir algo. Quando ganhamos consciência disso, quando encararmos com honestidade e responsabilidade as nossas escolhas e o que as originou, e quando aceitamos a vida no momento presente, estamos a dar-nos a oportunidade de crescer e desenvolver competências para traçar novos caminhos, com cada vez mais consciência de "nós" (do que somos, do que valorizamos, do que queremos ser) e de possíveis consequências que possam advir.

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