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como escritora apresento leitura de textos, excertos de meus livros de romances, contos e poemas ... e livros de histórias infantis.
Este segundo volume da trilogia "Marca de Sangue"
18/08/2026
Vendo T0 na Praia da Rocha -- Algarve
5 piso com vista Mar e a 200 metros da Praia.
45,500 m2 + 22,500 m2 = 68 m2
Certificado energético c
Mobilado e equipado
2 mão, bom estado
Garagem incluida
Em condominio fechado
Com 3 piscinas uma delas aquecida
Churrasqueira, jardim, quadra de ténis, comércio lá dentro e nas periferias.
299.900,00€
O proprietário, contacto:
910 244 064...
17/08/2026
Vendo T0 na Praia da Rocha -- Algarve
5 piso com vista Mar e a 200 metros da Praia.
45,500 m2 + 22,500 m2 = 68 m2
Certificado energético c
Mobilado e equipado
2 mão, bom estado
Garagem incluida
Em condominio fechado
Com 3 piscinas uma delas aquecida
Churrasqueira, jardim, quadra de ténis, comércio lá dentro e nas periferias.
299.900,00€
O proprietário, contacto:
910 244 064
14/07/2026
PRIMEIRO CAPITULO
"Convite de anjo"...
Às vinte e duas horas, o meu telemóvel tocou. Era alguém a convidar-me para um almoço, no dia seguinte, ao meio-dia em ponto.
-- Porquê ao meio-dia em ponto? -- perguntei.
-- Para termos tempo de conviver -- responderam do outro lado.
-- Está bem, estarei aí ao meio-dia em ponto -- afirmei.
Para acordar cedo no dia seguinte fechei o livro que estava a ler na cama, recostada a uma grande almofada e deitei-me para descansar, logo adormeci.
Acordei às oito horas da manhã.
Tomei um banho e escolhi um vestido e ainda as sandálias apropriadas. De seguida voltei ao quarto para fazer a cama e arrumar algo que estaria fora do lugar, depois dirigi-me à cozinha, fiz o pequeno-almoço e tomei-o.
Ao aprontar-me ainda mirei o cabelo e o rosto ao espelho de seguida peguei nas chaves do carro e desci no elevador até ao menos um. Usei a abertura das portas com o comando à distancia, entrei no veículo liguei a ignição e sai da garagem.
Era um dia de semana no mês de julho, em que eu estava de férias, num pequeno apartamento, no Algarve.
Já eram onze horas quando olhei o relógio no tablier do carro, mas não setressei ao constatar que o transito estava semelhante ao da hora de ponta. Em segurança
acelerei a viatura para chegar ao destino, na hora marcada, apesar de achar estranho o convite.
A menos de meio percurso do destino, ultrapassei uma viatura enquanto outra vinha no sentido contrário. Nunca o tinha feito antes, apesar dos anos de condução, ainda que entenda ter feito a manobra em segurança. Eu não sabia a razão do veículo à minha frente seguir em tão baixa velocidade. Vim a saber quando depois em casa, recebi um auto para pagar uma coima de sessenta euros por não ter respeitado o sinal de transito com o limite de velocidade de cinquenta quilómetros hora.
O controlo da velocidade tem uma razão de ser, e a mesma é excessiva sempre que o condutor não domina a viatura no espaço livre e visível à sua frente, não foi o caso... só não respeitei o sinal porque não o visualizei.
Se o mesmo foi ali colocado é porque o lugar é suspeito de insegurança, assim sendo nem só devemos respeitá-lo como agradecer a sua colocação.
Cheguei finalmente ao destino.
Era meio-dia quando liguei a informar que estava à porta.
-- Ainda estás em casa e acabaste de acordar -- articulou sem ouvir o que eu tinha acabado de informar. Fiquei confusa, mas logo compreendi que estavam a testar a minha pontualidade.
-- Não, não, estou aqui à tua porta... e ainda falta um minuto para a hora combinada.
Fez-se um silêncio...
-- Abre a porta -- pedi eu junto à mesma.
-- Toca à campainha para poder abrir a porta -- pediu de casa.
As campainhas estavam com avaria. Entrei no prédio depois que um vizinho, ao descer abriu a porta. Agradeci. Ignorei o elevador e subi pelas escadas ao segundo andar.
A receção pareceu-me forçada e o almoço de tanto mistério tinha um propósito: humilharem-me com a imaginária "minha falta de pontualidade".
Não me desmanchei e comportei-me como um ser humano normal -- direi!
Entrei na cozinha olhei em redor e nada de sinal de almoço.
Imediatamente confirmei a minha suspeita. Tinham-me chamado ali para me humilharem.
A minha "pontualidade" seria: do almoço, as entradas.
-- O que mais teriam para apontar à minha pessoa? -- pensei em surdina.
-- O que estás a pensar? -- perguntou-me ele.
-- Não estou a pensar em nada -- respondi com inteligência.
-- Dei conta que não estás confortável -- acrescentou.
Eu disfarçadamente engoli em seco e esbocei um sorriso como resposta.
Podia ter dado uma volta e sair para almoçar em qualquer restaurante, mas resolvi ficar para ver o que tinham planeado.
Não me iriam envenenar. Eu estava alerta. A inveja é tramada, mas não iriam tão longe -- pensei.
O almoço estava por conta da dona da casa que ainda o iria comprar.
O dono da casa, familiar próximo, convidou-me para ir com ele a uma quinta agrícola levar comer aos cães.
Aceitei.
Até podia ter tido receio dado o plano que estavam a preparar para me humilhar, mas com a minha experiência de conduzir no lugar do pendura, não receei. E também essa gente invejosa são análogos apenas de mala-de-mão e de chapéu de palha para tapar o calor da inveja.
Ao voltar da quinta agrícola o almoço estava feito.
Quando faltavam poucos minutos para as catorze horas estávamos os três a almoçar. Um dos dois telemóveis tocou... foi atendido no silêncio... depois quando a conversa subentendia-se inconveniente ela colocou-o em alta-voz para eu a ouvir.
Afinal o que eu ouvi, não me dizia diretamente respeito.
A conversa referia-se a um dia catorze para férias, num hotel de pertença.
"De facto não ouvi diretamente nada de maldoso -- pensei.
Só que a maldade é grande e pelo jeito cega... perante esta ideia, eu refleti.
Só refletindo compreendi o lado da maldade... e refleti, refleti, refleti...e me chegou à ideia, que... Só mesmo gente de mau índole pode ameaçar o convivio de amor entre pais e filhos com manobras maldosas apenas por inveja, ciúme, falta de empatia e amor próprio.
Gente que se dá ao desplante de convídar uma mãe, num convite para almoçar em sua casa, para a humilhar e fazê-la crer que a filha prefere pagar férias nos seus hotéis, do que em paz e sem gastos, no condomínio da sua mãe. Era o que estava ali a acontecer -- pensei em surdina.
Os meus sentimentos estavam misturadas de amor e pertença.
-- Esta gente está a roubar o amor da minha filha? -- interroguei à espera de resposta.
Eu sempre dei liberdade às minhas filhas. Permeti a mim mesma não me meter nas suas vidas, quando casadas.
-- No que estás a pensar -- perguntou ele.
-- Não estou a pensar -- respondi alheia à pergunta.
"Eu tenho apenas uma vida. E é com essa vida que tenho de preocupar-me. Sei que dei vida a dois seres, mas eles cresceram e resolveram guardar segredo, das suas vidas, daquela que lhes deu vida: a sua mãe.
Não vou discordar.
Engana-se quem pensa que eu discordo da liberdade dos filhos.
Mal seria que eu estivesse à espera de quem me deu vida, cuidasse da minha vida. Pois que quem me deu vida, já perdeu a sua na terra."
"Fico feliz e descansada com a independência dos seres humanos. Afinal vivemos em liberdade. Não quero dizer que sejamos alheios ao sofrimento dos outros ou que não tenhamos o dever de ajudar os nossos familiares."
" Eu no mínimo peço respeito e consideração por todos e de todos. Afinal somos civilizados." -- desafiei em surdina sentada na mesa, entre silêncios e toques de garfos nos pratos; depois da maldosa e semi misteriosa chamada telefónica de minha filha. Um outro pensamento surgiu:
" -- Saberá a minha filha que estou aqui a almoçar e que a ouvi em alta-voz? "
Roubarem o amor das minhas filhas eu não admito.
Não gosto de discutir. Nem tomar por meu o que é dos outros, mas esta é a minha filha. É aquele bebé que nasceu entre os sete e os oito meses de dentro de mim. E que mesmo sem a presença do pai, que andava embarcado nos navios mercantes, cuidei com carinho e sabedoria apesar dos meus dezanove anos de idade. E ainda a minha outra bebé de apenas dois anos, que foi tão dificil cuidar e criar as duas sozinha."
"Eu carregava as minhas duas meninas no colo, para a creche, todos os dias para ir trabalhar.
A bebé não pegava no peito, na chucha e nem na tetina. Inquieta, chorava todo o dia.
Foi uma aflição para alimentá-la de colher a colher com o leite que tirava do meu peito.
Vinha agora esta gente que não acompanhou seu crescimento, colocá-la, por maldade e interesse, contra a sua mãe.
Fim do primeiro capítulo.
A saga continua no segundo capítulo.
Direitos reservados
@ . ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️
CAPÍTULO 1
Convite de Anjo
Às vinte e duas horas, o meu telemóvel tocou. Era alguém a convidar-me para um almoço no dia seguinte, ao meio-dia em ponto.
— Porquê ao meio-dia em ponto? — perguntei.
— Para termos tempo de conviver — responderam do outro lado.
— Está bem, estarei aí ao meio-dia em ponto — afirmei.
Para acordar cedo, fechei o livro que lia na cama, recostada a uma grande almofada, e adormeci logo. Acordei às oito da manhã. Tomei um banho, escolhi um vestido e as sandálias apropriadas. Voltei ao quarto para fazer a cama e arrumar o que estava fora do lugar; depois, dirigi-me à cozinha, preparei o pequeno-almoço e tomei-o.
Ao aprontar-me, mirei o cabelo e o rosto ao espelho, peguei nas chaves do carro e desci no elevador até ao piso menos um. Usei o comando à distância para abrir as portas, entrei no veículo, liguei a ignição e saí da garagem. Era um dia de semana em julho e eu estava de férias, hospedada num pequeno apartamento no Algarve.
Já eram onze horas quando olhei para o relógio no tablier. Não me estressei ao constatar que o trânsito estava semelhante ao da hora de ponta. Em segurança, acelerei para chegar ao destino na hora marcada, apesar de achar o convite estranho.
A meio caminho, ultrapassei uma viatura enquanto outra vinha em sentido contrário. Nunca o tinha feito antes, apesar dos anos de condução, ainda que entenda ter realizado a manobra em segurança. Eu não sabia a razão de o veículo à minha frente seguir a tão baixa velocidade. Vim a saber quando, mais tarde, recebi em casa um auto para pagar uma coima de sessenta euros por não ter respeitado o limite de velocidade de cinquenta quilómetros por hora. O controlo da velocidade tem a sua razão de ser, e ela é excessiva sempre que o condutor não domina a viatura no espaço livre e visível à sua frente — não foi o caso. Só não respeitei o sinal porque não o visualizei. Se ali foi colocado, é porque o lugar é suspeito de insegurança; sendo assim, não só devemos respeitá-lo, como agradecer a sua colocação.
Cheguei finalmente ao destino. Eram meio-dia quando liguei a informar que estava à porta.
— Ainda estás em casa e acabaste de acordar — articulou, sem ouvir o que eu acabara de informar. Fiquei confusa, mas logo compreendi que estavam a testar a minha pontualidade.
— Não, não, estou aqui à tua porta... e ainda falta um minuto para a hora combinada.
Fez-se silêncio.
— Abre a porta — pedi eu.
— Toca à campainha para eu poder abrir — pediu a pessoa de dentro.
As campainhas estavam avariadas. Entrei no prédio depois que um vizinho, ao descer, abriu a porta. Agradeci. Ignorei o elevador e subi pelas escadas ao segundo andar.
A receção pareceu-me forçada, e o almoço de tanto mistério tinha um propósito: humilharem-me com a imaginária "falta de pontualidade". Não me desmanchei e comportei-me como um ser humano normal. Entrei na cozinha, olhei em redor e nada de sinal de almoço. Confirmei imediatamente a minha suspeita: tinham-me chamado ali para me humilharem. A minha "pontualidade" seriam as entradas.
— O que mais teriam para apontar à minha pessoa? — pensei em surdina.
— O que estás a pensar? — perguntou-me ele.
— Não estou a pensar em nada — respondi com inteligência.
— Dei conta de que não estás confortável — acrescentou.
Engoli em seco disfarçadamente e esbocei um sorriso como resposta.
Podia ter dado meia-volta e saído para almoçar em qualquer restaurante, mas resolvi ficar para ver o que tinham planeado. Não me iriam envenenar; eu estava alerta. A inveja é tramada, mas não iriam tão longe. O almoço ficaria por conta da dona da casa, que ainda o iria comprar. O dono da casa, um familiar próximo, convidou-me para ir com ele a uma quinta agrícola levar comida aos cães. Aceitei. Até podia ter tido receio dado o plano que preparavam para me humilhar, mas, com a minha experiência de conduzir no lugar do pendura, não temia. Além disso, essa gente invejosa não passa de um adereço, como uma mala de mão ou um chapéu de palha usado para tapar o calor da inveja.
Ao voltar da quinta, o almoço estava pronto. Faltavam poucos minutos para as catorze horas quando nos sentámos os três. Um dos telemóveis tocou e foi atendido no silêncio. Depois, quando a conversa se tornou inconveniente, ela colocou-o em alta-voz para eu ouvir. Afinal, o que ouvi não me dizia diretamente respeito; a conversa referia-se a um dia catorze para umas férias num hotel de pertença.
"De facto, não ouvi nada de maldoso", pensei. Só que a maldade é grande e, pelo jeito, cega. Refleti sobre isso. Só refletindo compreendi o lado da maldade... e refleti, refleti, refleti... até chegar à conclusão de que só gente de mau índole pode ameaçar o convívio de amor entre pais e filhos com manobras maldosas, apenas por inveja, ciúme, falta de empatia e amor-próprio. Era isso que estava ali a acontecer.
Os meus sentimentos estavam misturados de amor e pertença.
— Esta gente está a roubar o amor da minha filha? — interroguei-me, à espera de uma resposta.
Eu sempre dei liberdade às minhas filhas. Permeti a mim mesma não me meter nas suas vidas depois de casadas.
— No que estás a pensar? — perguntou ele.
— Não estou a pensar — respondi, alheia à pergunta.
"Eu tenho apenas uma vida. E é com essa vida que tenho de me preocupar. Sei que dei vida a dois seres, mas eles cresceram e resolveram guardar segredo das suas vidas àquela que lhes deu vida: a sua mãe. Não vou discordar. Engana-se quem pensa que eu discordo da liberdade dos filhos. Mal seria se eu estivesse à espera de que quem me deu vida cuidasse da minha. Pois quem me deu vida, já perdeu a sua na terra."
"Fico feliz e descansada com a independência dos seres humanos. Afinal, vivemos em liberdade. Não quero dizer que sejamos alheios ao sofrimento dos outros ou que não tenhamos o dever de ajudar os nossos familiares. Eu, no mínimo, peço respeito e consideração por todos e de todos. Afinal, somos civilizados", desafiei em surdina, sentada à mesa, entre silêncios e o toque de garfos nos pratos. Um outro pensamento surgiu: "Saberá a minha filha que estou aqui a almoçar e que a ouvi em alta-voz?"
Roubarem o amor das minhas filhas eu não admito. Não gosto de discutir, nem de tomar por meu o que é dos outros, mas esta é a minha filha. É aquele bebé que nasceu entre os sete e os oito meses de dentro de mim. E que, mesmo sem a presença do pai, que andava embarcado nos navios mercantes, cuidei com carinho e sabedoria, apesar dos meus dezanove anos de idade. E ainda a minha outra bebé, de apenas dois anos, que foi tão difícil cuidar e criar as duas sozinha. Eu carregava as minhas duas meninas no colo para a creche, todos os dias, para ir trabalhar. A bebé não pegava no peito, na chucha e nem na tetina. Inquieta, chorava todo o dia. Foi uma aflição alimentá-la, de colher a colher, com o leite que tirava do meu peito. Vinha agora esta gente, que não acompanhou o seu crescimento, colocá-la — por maldade e interesse — contra a sua mãe.
Primeiro capítulo corrigido.
A saga continua no segundo capítulo .
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