Promura

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PROMURA é uma ONG que trabalha para defender os direitos humanos das Mulheres e Raparigas

A Associação de Protecção a Mulher e Rapariga, PROMURA é uma organização não-governamental Moçambicana sem fins lucrativos de âmbito nacional, criada em Cabo Delgado a 08 de Março de 2019, oficializada a 18 de Fevereiro de 2021 com delegações em Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Niassa. Trata-se de uma associação de carácter social e humanitário que se estabeleceu como uma organização feminista pa

Photos from Promura's post 21/05/2026

𝐏𝐑𝐎𝐌𝐔𝐑𝐀 𝐜𝐚𝐩𝐚𝐜𝐢𝐭𝐚 𝐚𝐜𝐭𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐭á𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐞 𝐢𝐧𝐬𝐭𝐢𝐭𝐮𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐭𝐚𝐥𝐞𝐜𝐞𝐫 𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐭𝐞çã𝐨 𝐝𝐞 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐞 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧ç𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐐𝐮𝐢𝐬𝐬𝐚𝐧𝐠𝐚

A Associação de Proteção à Mulher e Rapariga (PROMURA), organização que actua no combate à Violência Baseada no Género (VBG) no Norte de Moçambique, continua a reforçar mecanismos comunitários de proteção no âmbito do projecto S**C – Sistema de Proteção e Alerta Comunitário para Combate e Prevenção da VBG, implementado em seis comunidades do distrito de Quissanga.
Com o objectivo de fortalecer a proteção e a resiliência de deslocados internos, retornados e comunidades anfitriãs em Cabo Delgado, a PROMURA realizou, de 12 a 15 de Fevereiro, uma formação dirigida a Gestores de Casos, Facilitadores Comunitários, Supervisor Distrital e actores governamentais locais.
A capacitação abordou temas ligados aos Direitos Humanos, Proteção à Criança, Gestão de Casos, SMAPS, VBG, Salvaguarda, PSEA, Abuso Infantil, Feedback Comunitário e Reunificação Familiar.
Os resultados do pré e pós-teste demonstraram uma melhoria significativa das competências dos participantes, registando uma evolução de 41%, passando de 40% para 81%.
O projecto S**C é implementado pela PROMURA com financiamento do OCHA, através da Estratégia de Alocação Padrão do ESA HF Moçambique.

**C

Photos from Promura's post 20/05/2026

𝗠𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝟲𝟬𝟬 𝗺𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿𝗲𝘀 𝗲 𝗿𝗮𝗽𝗮𝗿𝗶𝗴𝗮𝘀 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗺 𝗮𝗰𝘁𝗶𝘃𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗻𝗮𝘀 𝘀𝗲𝘀𝘀õ𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗻𝘀𝗶𝗯𝗶𝗹𝗶𝘇𝗮çã𝗼 𝗱𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗷𝗲𝗰𝘁𝗼 𝗦𝗣𝗔𝗖

A continua a reforçar a proteção e resiliência de deslocados internos, retornados e comunidades anfitriãs no distrito de Quissanga, através do projecto S**C – Sistema de Proteção e Alerta Comunitário para Combate e Prevenção da Violência Baseada no Género (VBG).
No âmbito das actividades do projecto, foram realizadas campanhas de sensibilização sobre Violência Baseada no Género (VBG), PSEA, Saúde Sexual e Reprodutiva, Gestão de Casos e Mecanismos de Denúncia, alcançando cerca de 771 participantes, dos quais 598 são mulheres e raparigas.
As sessões contribuíram para o fortalecimento do conhecimento sobre VBG, mecanismos comunitários de denúncia, vias de encaminhamento e promoção de mudanças positivas de comportamento nas comunidades.
O projecto é implementado pela PROMURA, com financiamento do OCHA, através da estratégia de alocação padrão da ESA HF Moçambique.

**C

Photos from Promura's post 20/05/2026

𝗤𝘂𝗶𝘀𝘀𝗮𝗻𝗴𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘂𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗷𝗲𝗰𝘁𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗯𝗮𝘁𝗲 à 𝗩𝗶𝗼𝗹ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗕𝗮𝘀𝗲𝗮𝗱𝗮 𝗻𝗼 𝗚é𝗻𝗲𝗿𝗼 (𝗩𝗕𝗚)

Entre os dias 09 e 13 de Dezembro de 2025, a PROMURA apresentou, no distrito de Quissanga, o projecto S**C – Sistema de Proteção e Alerta Comunitário para o combate e prevenção da VBG.
A iniciativa visa reforçar a proteção das mulheres, raparigas e populações afectadas pelo conflito, através da sensibilização sobre Direitos Humanos, VBG e PSEA, fortalecimento dos serviços integrados de proteção e promoção do empoderamento económico das sobreviventes.
O Governo Distrital de Quissanga saudou a chegada do projecto e manifestou total disponibilidade para cooperar na redução dos casos de VBG no distrito, tendo identificado como prioritárias as comunidades de Quissanga Praia, Tandanhangue, Namange, Linde, 19 de Outubro e Manicane.
O projecto é implementado pela PROMURA, com financiamento do OCHA, através da estratégia de alocação padrão da ESA HF Moçambique.

**C

Photos from Promura's post 14/05/2026

05 de Maio de 2026, a Associação de Protecção à Mulher e Rapariga (PROMURA) deu o pontapé de saída ao projecto Mulher, Paz e Segurança na comunidade de Natove, localizada na vila-sede de Ancuabe.

O projecto resulta de um consórcio constituído pelo Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), em parceria com o CISP, a ADPP e a PROMURA, no âmbito da promoção do envolvimento da sociedade civil na implementação da Agenda Mulher, Paz e Segurança. Liderado pelo IMD e financiado pela União Europeia, o projecto terá a duração de três anos, decorrendo de 01 de Janeiro de 2026 a 01 de Janeiro de 2028, nos distritos de Chiúre, Ancuabe e Montepuez.

A actividade inaugural, realizada na comunidade de Natove, contou com a participação de três líderes comunitários, uma matrona e mais de 35 mulheres e raparigas da comunidade.

Como parte das acções iniciais, foi igualmente criado um Clube de Direitos das Mulheres, composto por 25 mulheres e raparigas, com o objectivo de promover a sensibilização, o empoderamento e a defesa dos seus direitos.

Juntas, continuamos a construir comunidades mais seguras, inclusivas e promotoras da pa

Photos from Promura's post 14/05/2026

A PROMURA realizou com sucesso a apresentação pública do Projecto 𝑴𝒖𝒍𝒉𝒆𝒓, 𝑷𝒂𝒛 𝒆 𝑺𝒆𝒈𝒖𝒓𝒂𝒏ç𝒂 (𝑴𝑷𝑺) nos distritos de Ancuabe (05 de Maio de 2026), Chiúre (06 de Maio de 2026) e Montepuez (07 de Maio de 2026), marcando o início oficial da implementação desta importante iniciativa na província de Cabo Delgado.
O projecto, implementado no âmbito do consórcio liderado pelo 𝙄𝙣𝙨𝙩𝙞𝙩𝙪𝙩𝙤 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝘿𝙚𝙢𝙤𝙘𝙧𝙖𝙘𝙞𝙖 𝙈𝙪𝙡𝙩𝙞𝙥𝙖𝙧𝙩𝙞𝙙á𝙧𝙞𝙖 - 𝙄𝙈𝘿, em parceria com o 𝑪𝑰𝑺𝑷, 𝘼𝘿𝙋𝙋 e a 𝙋𝙍𝙊𝙈𝙐𝙍𝘼, é financiado pela 𝐔𝐧𝐢ã𝐨 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐞𝐢𝐚 e terá a duração de três anos (2026–2028), visando promover o envolvimento da sociedade civil na implementação da Agenda Mulher, Paz e Segurança.
Os encontros contaram com a participação activa de representantes das instituições do Estado, organizações da sociedade civil, líderes comunitários e provedores de serviços. Durante as sessões, foram seleccionadas por consenso as comunidades de intervenção: Nasivarre, em Chiúre, e Lindi, no Posto Administrativo de Mapupulo, localidade de Massingir, em Montepuez e Natove em Ancuabe.
As sessões foram dirigidas por autoridades governamentais distritais, com destaque para a presença dos Secretários Permanentes, que manifestaram total abertura e acolhimento ao projecto, reforçando o compromisso institucional com a promoção da paz, protecção e empoderamento das mulheres e raparigas.
Seguimos firmes no compromisso de construir comunidades mais seguras, inclusivas e resilientes.

Photos from Promura's post 30/04/2026

Encerramento do Projecto PROTEGE em Macomia

O distrito de Macomia foi palco de um momento marcante com o encerramento oficial do Projecto PROTEGE, implementado pelo consórcio composto pela Plan International, Helpcode e PROMURA.

A cerimónia reuniu representantes do governo distrital, parceiros, líderes comunitários e membros da comunidade beneficiária, num ambiente de partilha, reconhecimento e celebração dos resultados alcançados.

Ao longo da implementação, o projecto gerou impactos significativos, destacando-se:
• Maior sensibilização das comunidades sobre a protecção da criança
• Envolvimento activo de pais e cuidadores na promoção de ambientes seguros
• Reforço da articulação entre estruturas locais e parceiros humanitários

As autoridades governamentais presentes reconheceram publicamente o contributo do PROTEGE, sublinhando o seu papel na promoção da estabilidade, coesão social e bem-estar das comunidades.

Mais do que um encerramento, este momento simboliza a consolidação de aprendizagens, o fortalecimento de capacidades locais e o compromisso contínuo com a protecção da criança. Foi igualmente reforçada a importância da continuidade das boas práticas e da apropriação comunitária para garantir a sustentabilidade dos resultados alcançados.

26/03/2026
26/03/2026

É JÁ AMANHÃ!

Junte-se a nós, amanhã, dia 26 de Março, às 14h00, para uma reflexão importante sobre o papel do engajamento masculino na prevenção da violência contra as mulheres em Moçambique.
Data: Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
Hora: 14h00 às 16h00.

Link Zoom: Join Zoom Meeting
https://us06web.zoom.us/j/86869173249?pwd=Inj2ALwV22DbBUjFMcwLCR7DNJpFn5.1
Meeting ID: 868 6917 3249
Passcode: 234862

24/03/2026

*Masculinidades e Feminicídio em Moçambique: A Urgência de Romper com o Patriarcado*

Por: Gilberto Macuácua Harilal

Moçambique vive uma crise que não pode ser ignorada. O feminicídio e a violência sexual e baseada no género deixaram de ser excepções para se tornarem parte da nossa realidade social. Só no primeiro semestre de 2025 foram registados mais de nove mil casos de violência, mil e duzentas denúncias de violação sexual muitas envolvendo crianças e mais de quarenta feminicídios em apenas nove meses. Estes números não são estatísticas frias: são vidas interrompidas e comunidades traumatizadas.
A raiz está num modelo de masculinidade que ensina homens a controlar e punir, sustentado por um patriarcado que legitima a violência. Quando um homem mata uma mulher, não é simplesmente um crime individual: é a reafirmação de um sistema que desde cedo lhe disse que a vida dela vale menos. A impunidade agrava tudo. Processos que não avançam e famílias sem respostas enviam uma mensagem clara: a vida das mulheres não é prioridade.
Os impactos são devastadores. Socialmente, as crianças crescem traumatizadas e a confiança nas instituições desaparece. Economicamente, o país perde produtividade e reduz a participação das mulheres na economia. Culturalmente, reforçam-se narrativas que perpetuam desigualdades incluindo pela via da religião. Se nada mudar, *Moçambique enfrentará décadas de trauma e violência reproduzida pela frente.*

*Mas há sinais de resistência.*
O Observatório das Mulheres lançou uma vigília permanente contra os feminicídios em Maputo. O movimento “Por Elas Pela Vida” articulou com o Tribunal Supremo para exigir celeridade nos processos. Comunidades nas cidades de Maputo e Matola organizaram marchas e vigílias, transformando dor em acção colectiva. Na região, para além de Moçambique através da ADC Género, Rede HOPEM e ASCHA, países como África do Sul e Zimbabué já implementam programas de masculinidades positivas, envolvendo homens em debates sobre igualdade e prevenção da violência.

O caminho está traçado: fortalecer a justiça, expandir mobilizações comunitárias, incluir programas de masculinidades positivas nas escolas, articular-se com iniciativas

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