CERD - Centro de Estudos de Riscos e Desenvolvimento
Organização de pesquisa, não-governamental e sem fins lucrativos, vocacionada ao estudo de riscos globais e desenvolvimento sustentável.
01/05/2026
A todas e todos os colaboradores do CERD, aos nossos parceiros e a todos os trabalhadores deste belo país, endereçamos um Feliz 1 de Maio.
Hoje celebramos o trabalho como pilar do desenvolvimento e da resiliência em Moçambique.
A Equipa,
CERD
19/03/2026
🌍 Debate de Ideias | Mulheres de Influência Hoje: Olhares Cruzados 🇲🇿🇫🇷
O que significa, hoje, ser uma mulher de influência? Para além dos números de seguidores, gostos e partilhas, que impactos reais estão a ser produzidos por mulheres na sociedade?
No dia 27 de março, convidamo-la(o) para um momento de reflexão e diálogo com mulheres influentes de Moçambique e de França.
📍 Centro Cultural Franco-Moçambicano
🕒 A partir das 14h
Será um espaço de partilha entre diferentes percursos, experiências e visões.
✨ Junte-se a nós e participe nesta conversa necessária.
📢 Partilhe com a sua rede e ajude-nos a ampliar esta reflexão.
Em janeiro de 2025, o Director Executivo do CERD, Elídio Mendes Araújo, advertiu que a maior guerra que Moçambique enfrentaria seria de natureza ambiental, travada contra a natureza e os efeitos das mudanças climáticas.
Araújo, mantém esse posicionamento e defende uma reestruturação da arquitectura do Estado e criação de um Ministério exclusivo para pensar o Ambiente, dotado de autonomia política, financeira, técnica e estratégica.
O sector do Ambiente não pode continuar diluído entre outros sectores, como a terra, a agricultura, as pescas ou o desenvolvimento rural. No contexto do Antropoceno, o ambiente constitui um eixo central da segurança e da resiliência territorial, e Moçambique precisa ter isto em consideração se quiser sobreviver ao século de desastres "naturais".
"Do risco à resiliência; da reflexão à acção"
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A Equipa
̧ambique
Há precisamente um ano, aquando da estruturação do actual Governo, chamamos a atenção para o facto de ser incompreensível que, face às vulnerabilidades geo-climáticas do país, Moçambique não disponha de um ministério exclusivo para o Ambiente.
Sublinhámos, na ocasião, que a história de Moçambique é largamente marcada por desastres ditos “naturais” e que a mais dura e persistente guerra que o país enfrentaria não seria a de Cabo Delgado, contra o terrorismo, mas sim, de forma inevitável, a que seria travada contra a natureza e os efeitos das mudanças climáticas.
23/01/2026
🚨 A sua ajuda conta!
̧ambique
Há precisamente um ano, o Director Executivo do CERD, Elídio Mendes Araújo, na sua intervenção por ocasião da tomada de posse do Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, sublinhou a necessidade da manutenção de um diálogo permanente com os actores políticos na oposição, sobretudo face à polarização perniciosa que caracteriza(va) o país.
Acrescentou, ainda, que esse diálogo deveria contemplar a reforma dos órgãos de gestão eleitoral, a concepção de um modelo de desenvolvimento mais inclusivo e a promoção efectiva da justiça social, enquanto meios indispensáveis para a consolidação da estabilidade social e política em Moçambique.
"Da reflexão à acção; do risco à resiliência."
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A Equipa
15/12/2025
No dia 12 de dezembro de 2025, o Director Executivo do CERD, Elídio Mendes Araújo, participou na palestra sobre "Violência Digital contra Mulheres e Raparigas", realizada pela AMJIGE, no âmbito do projecto "Virtual Mais Real", e ministrada pelo Professor Doutor Dércio Tsandzana e pela Engenheira Informática Benilde Nhanala.
Na sua intervenção, contribuindo para o enriquecimento do debate, sublinhou que o mundo digital tem reconfigurado profundamente as relações humanas, incluindo dimensões da intimidade romântico-sexual. Ora, o amor deixou de confinar-se aos espaços físicos, passando a expressar-se igualmente através de novas formas de interacção digital com a partilha de conteúdos íntimos (sexting/nudes e cybers**o).
Estas práticas, frequentemente forjadas no seio de dinâmicas emocionais intensas, têm resultado numa exposição crescente das mulheres nas redes sociais da internet, configurando graves violações de direitos das mulheres e raparigas no espaço digital.
Nestes termos, Araújo defendeu a necessidade de uma reflexão colectiva sobre como viver este “novo normal” da intimidade romântico-sexual, mitigando os riscos associados e assegurando que o digital não reproduza nem amplifique violações dos direitos das mulheres e raparigas.
"Da reflexão à acção; do risco à resiliência"
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A Equipa
03/12/2025
Elídio Mendes Araújo, Director Executivo do CERD, participou no Workshop sobre "Desenvolvimento Local, Ambiente e Recursos Naturais em Moçambique", realizado no Campus Universitário da UEM.
Na ocasião, Araújo apresentou a comunicação intitulada:
“Da transnacionalização à territorialização da acção climática: dinâmicas escalares e reconfiguração do poder no Sul Global”.
O evento foi organizado pelo Centro de Estudos Africanos (CEA-UEM) e pela Associação Franco-Moçambicana de Ciências Humanas e Sociais (AFRAMO-CHS).
"Da reflexão à acção; do risco à resiliência"
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01/12/2025
“PAY FOR PLAY” E A ILUSÃO DO “HIV NEGATIVO”: A NOVA CARTOGRAFIA DOS RISCOS SE***IS NA ERA DOS LIKES.
A geografia contemporânea do risco sexual deslocou-se dos espaços físicos para os ecossistemas digitais, onde plataformas como Instagram, TikTok, Telegram e OnlyFans se tornaram arenas de exposição corporal e de negociação implícita de s**o.
Nesses ambientes, filtros, “likes” e mensagens privadas produzem uma cartografia invisível de práticas mercantilizadas, frequentemente marcadas por relações assimétricas de poder envolvendo mulheres e homens mais velhos, casados e com maior capacidade económica.
O fenómeno intensifica-se quando mulheres já inseridas nesse circuito passam a recrutar jovens em situação de vulnerabilidade, promovendo a promessa de um estilo de vida glamoroso e ocultando os riscos reais: elevada exposição a infecções sexualmente transmissíveis, traumas, violência, dependências financeira e emocional, risco acrescido de HIV e, sobretudo, a perda progressiva da capacidade de dizer não.
Em paralelo, emerge entre muitos jovens um “fetiche preventivo”, a crença de que métodos biomédicos e contraceptivos substituem o pr********vo, alimentando uma ilusão de segurança que redefine a cartografia dos riscos se***is.
A análise completa encontra-se disponível em:
cerdmoz.org/pay-for-play-e-a-ilusao-do-hiv-negativo-a-nova-cartografia-dos-riscos-se***is-na-era-dos-likes/
Autor: Miguel Osorio, Pesquisador Associado, CERD.
“Pay for Play” e a Ilusão do “HIV Negativo”: A Nova Cartografia dos Riscos Se***is na Era dos Likes – CERD – Centro de Estudos de Riscos e Desenvolvimento “não é namoro… é uma forma de encobrir a prostituição, você compra e vende s**o” (Gunnarsson & Strid, 2021). Enquanto políticas globais se articulam para erradicar o HIV até 2030, uma epidemia silenciosa avança entre juventudes urbanas em contextos de baixa e média renda: a glamoriza...
24/11/2025
No dia 30 de Outubro de 2025, Elídio Mendes Araújo, Director Executivo do Centro de Estudos de Riscos e Desenvolvimento (CERD), participou, na qualidade de orador, na Conferência sobre Economia Azul e Protecção dos Oceanos, realizada na cidade de Maputo. O evento foi co-organizado pela INCLUSÃO, em parceria com o CERD e diversas organizações da sociedade civil, contando com o apoio da Embaixada da França em Moçambique e da Organização Internacional do Trabalho.
Em sua intervenção, sublinhou a existência de uma relação dupla e indissociável entre os oceanos e o clima. Por um lado, os oceanos funcionam como o maior regulador climático do planeta; por outro, são simultaneamente vulneráveis e profundamente afectados pelas mudanças climáticas.
A título ilustrativo, e de acordo com o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas, a temperatura média dos oceanos duplicou desde 1993 como resultado directo do aquecimento global. Assistiu-se, igualmente, fenómenos de salinização e acidificação, bem como à perturbação crescente dos ecossistemas marinhos, afectando gravemente os estoques pesqueiros e, consequentemente, os meios de subsistência das populações.
Não obstante esta interconexão, a fragmentação entre a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS, 1982) e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC, 1992) limita os esforços globais de mitigação às mudanças climáticas e de protecção oceânica. Isto traduz-se no facto de que a UNCLOS regula o mar sem integrar devidamente o clima, enquanto a UNFCCC aborda o clima centrando-se essencialmente no espaço terrestre.
Daí que Araújo defendeu que o nexo clima-oceano é crucial para solucionar o problema. Em outras palavras, sem uma governação oceânica eficaz, não haverá estabilidade climática; e sem estabilidade climática, os oceanos não poderão continuar a desempenhar o seu papel protector.
Por fim, destacou que enquanto o nexo clima-oceano for relegado, países como Moçambique, com 2 700 km de costa e cidades litorais densamente povoadas, verão a “bênção” de possuir a terceira maior linha costeira do continente tornar-se numa “maldição”, como já advertia Chemane em 1997.
18/11/2025
JUVENTUDE MOÇAMBICANA NA VANGUARDA DO FUTURO SUSTENTÁVEL, JUSTO E INCLUSIVO
🇲🇿🇧🇷🇫🇷 O Fórum Nosso Futuro: Brasil–França, Diálogos com a África, realizado em Salvador da Bahia, Brasil, entre os dias 5 e 8 de novembro, constituiu igualmente uma plataforma privilegiada para conhecer e interagir com outros jovens moçambicanos engajados em diversos domínios da vida do país - social, político, ambiental, entre outros.
Integrar a delegação moçambicana, composta por jovens académicos e activistas, reforçou em mim a convicção de que os rótulos frequentemente atribuídos à juventude como supostamente passiva, alheia aos desafios do seu tempo ou perdida nos prazeres imediatos da existência (s**o, álcool e festanças) não reflectem necessariamente a realidade. Ou, pelo menos, não podem ser generalizados.
A juventude moçambicana não é homogénea, razão pela qual pesquisadores como Tsandzana utilizam o termo "juventudes", no plural, para evidenciar as heterogeneidades no interior deste segmento populacional. Particularmente, corroboro esta perspectiva: em Moçambique existem juventudes com trajectórias, perspectivas e agendas distintas. Portanto, há uma parte não negligenciável da juventude moçambicana profundamente consciente do seu papel na construção de um país mais justo, mais inclusivo, resiliente e sustentável.
Assim, participar e observar outros jovens moçambicanos envolvidos activamente em arenas internacionais, debatendo problemas globais, dando visibilidade aos desafios nacionais e locais, moldando perspectivas e estabelecendo contactos para viabilizar projectos entre Moçambique, Brasil e França, nos domínios do ambiente e de género, foi idubitavelmente mais uma prova de que a juventude está na vanguarda da edificação do futuro que almejamos.
Agradecemos ao Institut français pela organização do fórum, à da França no Brasil pelo convite e à de au Mozambique E mbaixada da França pelo apoio e confiança depositada na juventude moçambicana para integrar espaços de discussão e construção de soluções para os grandes desafios do nosso tempo.
O caminho é longo, certamente, mas está a ser trilhado com a convicção colectiva de jovens que acreditam na possibilidade de reinventar o futuro, como destacou o Presidente Emmanuel Macron na cerimónia de abertura do Fórum.
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231, Alto-Maé, Praça 21 De Outubro
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