G.M Record & Services
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[...] sim, sobre aqueles 15 meticais da taxa de rádio de difusão… Só para vos elucidar: em Maputo, apenas, somos 1.088 milhões de habitantes (segundo o SENSO de 2017). Então, o Estado, através da Rádio Moçambique, arrecada cerca de 16.320 milhões de meticais (aproximadamente a 255 milhões de dólares). E se somarmos com as outras províncias quanto será?
Atenção que esta taxa por vezes é paga duas ou mais vezes. Quando tens viatura é anual e quando tens mais de uma casa.
Indignação e questionário(s):
Se por um lado, aquele valor não serve para que se promova a nossa música e nem para impulsionar ou impor que as rádios-filhas (já que a Rádio de Moçambique é mãe) toquem as nossas músicas, afinal, para que serve?
Nos meus 40 anos de idade, cresci sabendo que a Rádio Moçambique tem o melhor estúdio de gravação do país. Afinal, quem lá grava? Porque até mesmo os que concorrerem ao Ngoma Moçambique - maior parada musical do país - gravam músicas nos seus estúdios. E por falar em Ngoma, deve-se melhorar substancialmente a comunicação e a cultura de resposta - atempada e eficiente. Porque, explico-me, se alguém faz um email para registo da sua música ao concurso, deve receber, penso eu, um email de resposta a explicar, por exemplo, os motivos pelos quais a referida música não foi admitida, em vez de silêncio.
Outro aspecto: porque esta rádio, cheia de sabichões da música e exímios conhecedores das técnicas de produção, não usa estes fundos, pelo menos, para produzir em massa músicas infantis, para abandonarmos a vergonha que assistimos nas festas de crianças a cada dia 1 de Junho?
Mas, afinal de contas, o que fazem com cada centavo que retiram do cidadão moçambicano? Como são capazes de aparecer a falar de que as nossas músicas não têm qualidade se eles próprios não criam? Pergunto mais: será que há um plano para a reintegração de jovens produtores, donos de estúdios privados, depois de já terem uma idade de reforma ou quando já não tiverem idade para trabalhar? Há, por outro lado, um plano de saúde ou dinheiro para ajudar os músicos doentes e incapacitados que passam a vida nas redes a mendigar por ajuda?
In pesadelo
Sidney Mavie
Imperador da GM Records
06/11/2024
01/11/2024
https://youtu.be/8aeRmpp3VEc?si=AwO7DJsSyVmNWyW7
DJ Sidney GM feat. Revolution (Crack & Geefly) - Pobreza Na Riqueza
Prod.Proofless
Album: Compromisso com as Ruas Vol.1
Ano: 2019
DJ Sidney GM feat.Revolution (Crack & Gee Fly) - Pobreza Na Riqueza, [Prod.Proofless -2019] DJ Sidney GM feat. Revolution (Crack & GeeFly) - Pobreza Na Riqueza Prod.ProoflessAlbum: Compromisso com as Ruas Vol.1Ano: 2019
Lendas da unidade Nacional:
Eduardo Mondlane (Moçambique)
e
Pier Dogg (Punhos No Ar)
25/06/2024
....."Que meu aniversário seja repleto de sorrisos, abraços e boas energias"...
Feliz aniversário para mim e que Deus me abençoe
25/06/2024
[...] sim, está cada vez mais claro que há sempre uma mistura (quase) desagradável nos shows/eventos hoje em dia.
Bem, vamos por partes: ser V.I.P, na minha opinião, não deve ser lugar onde se paga para entrar, mas sim para os VIP’s de verdade – pessoas que se podem misturar com as que falam a mesma língua e tem objectivos comuns. Estes, claro, não precisam pagar pelas entradas, mas estão dispostos e merecem pagar boas e caras bebidas e ter óptimo atendimento. Estou a falar, por exemplo, de músicos, _influencer_, artistas, entre outros.
Agora, não se pode misturar esta primeira ala com alguém que por sorte ganhou alguns trocados e já se acha patrão ou V.I.P. Mano, o estatuto de V.I.P. conquista-se, e deve ser por mérito, e não é algo que deve ter preço.
Aqueles lugares nos show’s, onde têm esses armados em patrões deviam-se chamar algo como ‘Rich Gang’. Esse sim é o melhor termo para descrever os locais que são a preferência daquele que têm dinheiro e que não querem se misturar com o povo.
Mas, atenção, estes não podem ter acesso aos V.I.P.’s, mas os V.I.P.’s podem ter acesso a quase todas as alas.
Vamos tentar organizar os nossos shows para evitar ver nossos artistas a serem ridicularizados por alguns fãs que conseguem estar em mesma ala que eles só porque ganharam alguns trocados.
Vamos, aos poucos, dar valor aos nossos artistas pelo que eles representam para nós.
In pesadelo
Sidney Mavie
Imperador da GM Records .desde 2017 pela arte e cultura.
18/03/2024
14/03/2024
Happy B'day my first...
[...] sim, fomos ingénuos desde o início. Se tivéssemos a chance de conhecer antes de decidir talvez nem faríamos Hip-Hop.
Como é possível, hoje em dia, tentar julgar a decisão de uma criança?
Nós, quando começamos a gostar de Hip-Hop, a maioria, tínhamos 15 anos e, com certeza, não sabíamos a decisão que estávamos a tomar. Então, é normal depois dos 30 anos termos a tendência de mudar de ritmo e tentar (re)descobrir novas paixões. Mas, para o meu espanto, os que nos criticam, quando assim o fazemos, são pessoas que deixaram de fazer o que nós continuamos, mesmo com o esforço para trabalhar nos bancos, nos gabinetes governamentais e, como nesses locais tem acesso à Internet das 7h00 às 15h00 ou às 17h00, na sua maioria, criam contas falsas para maldizer dos nossos esforços.
Irmãos, gostávamos também, de ter estado em Labels como de Track Records (Beat Keepa), onde geralmente a abordagem básica é “faça música, mas não esqueça de se formar”, por isso, hoje em dia, os-ex membros da Track são formados, com exceção de poucos.
E nós os outros, que culpa temos por não termos tido um bom encaminhamento?
Epa, parem com isso e aceitem a diversidade cultural!
Sou da opinião de que a nossa maior preocupação deveria se cingir na qualidade da música e não no facto de se ter optado em novo estilo.
Aliás, aí sim, porque, eu também ficaria mal se visse o meu ídolo mudar de estilo ou profissão e, como se não bastasse, fazer mal.
Então, vamos parar de julgar e vamos curtir a música feita pelos moçambicanos independentemente do estilo que escolherem porque estes ainda têm o livro árbitro.
In pesadelo
Sidney Mavie
Imperador da GM Records .. desde 2017 pela arte e cultura
04/03/2024
18/01/2024
Ai esta o PIN...
26/12/2023
https://youtu.be/9kybnusuo-s?si=PVzZvj1zH2H68QxG
Ola, temos encontrou marcado nesta Quarta-feira, 27 de Dezembro, no Diamond Café, entre 15h00 e 20h00.
Para compra do Duplo CD ‘Compromisso com as ruas Vol. 5 e Vol.5.1
Por apenas: 500 mts
Acompanhado de uma EP de bónus/ Free/ Mahala
Em homenagem ao Mestre Duas Caras.
GM Records desde 2017 pela arte e cultura
[...] sim, vocês estão a matar o movimento Hip-Hop, com essa história de colocar valores para a realização de featurings(participações).
Quando isto começou, combinamos que seria por *Amor a Camisola* e, nessa altura, esquecemo-nos que em *Moz faz calor*.
De uns tempos para cá, há uma tendência em querer colocar o Hip-Hop dentro do capitalismo selvagem, onde até aparecemos por ai a dizer que os nossos featuring custam X ou Y.
Amigos, uma coisa é ter featuring com artistas que fazem música comercial e outra coisa, bem diferente, e fazer featuring com artistas do movimento Hip-Hop.
No meio comercial ou em outros estilos musicais está mais do que claro que por estes fazem shows e, na sua maioria ou quase todos bem pagos, é legítimo cobrar por essas colaborações. Não vejo o porquê de não marcar valores altos ou, pelo menos, à altura do seu prestígio.
Entretanto, no movimento está mais que claro que é mesmo por *amor a camisola*, Aliás, para você mesmo o valor que pede ao seu irmão para featuring ou show, sendo você um artista consagrado, quando já fizeste?
Irmão, vamos parar com isso, porque estamos a matar o pouco que nos restou, o nosso movimento está cada vez mais full de capitalistas, que precisam visitar o código de conduta que foi traçado lá nos anos 1995.
Convido-vos a rever a participação e garantir com que os nossos artistas (novos), se sintam orgulhosos em fazer músicas com seus ídolos.
Há uma última coisa, não menos importante. Podemos até usar aquele velho truque: “manda-me sua música para avaliar se dá ou não.” Assim, sempre que receber um não vai denotar que deve trabalhar mais. Deste modo, acredito eu, podemos garantir mais empenho e progressão do nosso movimento que atravessa uma fase lastimável.
E se alguém realmente sente que não está pronto para o *amor a camisola* pode preparar o seu CV e procurar emprego, porque Hip-Hop em Moz não dá mola o suficiente para se viver.
In pesadelo
Sidney Mavie
desde 2017 pela arte e cultura
10/09/2023
10/08/2023
Levou seu tempo, mas o meu artigo agora está online:
”Tahtoisimme olla työkavereita, emme lihanpaloja” - Mosambikin rap-piireissä puhututtavat naisen asema, kaupallisuus sekä alan mutkikas suhde politiikkaan - Maailman Kuvalehti Hiphop on suosituinta musiikkia nuorten keskuudessa Mosambikissa. Alan harvoja naistähtiä katsotaan seksin värittämin silmin, ja maassa käydään keskustelua, onko räppäri viihdyttäjä vai aktivisti. Maailman Kuvalehti vieraili maan ensimmäisessä hiphop-konferenssissa.
[…] sim, chegou o momento de fazermos uma reflexão e reconsiderar alguns aspectos nos nossos shows de Hip-Hop.
Se por um lado temos um show de Pandza ou Marrabenta ou mesmo Kizomba que durante os intervalos ou antes de show tocam tudo que é música, porque o mesmo não acontece com Hip-Hop?
Devemos olhar para o nosso público-alvo como pessoas transparentes, que estão lá para nos ver a actuar 100% Hip-Hop, mas não estão dispostos a dançar 100% Hip-hop do início até ao fim de um concerto. E nós como organizadores devemos pensar na diversidade do produto, pois assim conseguimos atingir dois ninchos e com benefícios económicos adquirido nestes dois grupos de espectadores.
Talvez seja esta uma das fórmulas de colocar nossos shows na rota do público mais alargado, porque de forma clandestina dançamos essas músicas com os nossos familiares.
Vamos de uma vez por todas libertarmo-nos dessa corrente que não nos ajuda em nada só nos torna pessoas falsas, porque não é cruzamento de músicas num show que vai nos fazer ser pessoas fora do padrão.
Vamos pensar nesse assunto sem romantismo e emoção.
In pesadelo
Sidney Mavie
Imperador da GM Records
Desde 2017 pela arte e cultura...
13/05/2023
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