Farpasonline
Factos, Autonomia, Rigor, Patriotismo, Averiguação, Subsídio. Um jornalismo credível que pauta pela investigação e averiguação dos factos.
07/05/2021
Procura-se familiares desta idosa, está no banco de socorros do Hospital Central de Maputo desde o dia 4. Ajude a localizar a família, partilhando.
Não sabemos se já foi localizada pelos seus familiares.
Fonte: Livenews48
21/04/2021
Saiu! Saiu! O primeiro casal no Reality Show - F**A EM CASA!
Parabéns aos nossos pombinhos!
O PRIMEIRO CASAL DO F**A EM CASA REALITY SHOW
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Doppaz Começou a fazer confusão No Reality Show F**a em Casa!
21/04/2021
TEMPESTADE “JOBO” AMEAÇA EVOLUIR PARA CICLONE E INFLUENCIAR O TEMPO EM CABO DELGADO
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), está a fazer acompanhamento de uma depressão tropical a norte de Madagáscar que se formou no dia 19 de Abril de 2021 e evoluiu para tempestade tropical moderada denominada “JOBO”.
Em nota enviada à redacção da Miramar, o INAM indica que o sistema meteorológico tem fortes probabilidades para atingir o estágio de ciclone tropical, amanhã, dia 22 de Abril de 2021.
Este sistema, ainda de acordo com o INAM poderá influenciar o estado de tempo a norte da província de Cabo Delgado (distritos de Palma, Nangade e Mocimboa da Praia), com ocorrência de chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas severas e ventos com rajadas fortes.
O INAM continua a monitorar esse fenómeno e apela a população para que acompanhe os avisos difundidos.
Fonte: TV Miramar
21/04/2021
PRESIDENTE DO CHADE IDRISS DEBY ITNO MORRE EM COMBATE CONTRA INSURGENTES
Um alto comandante militar informou que o Presidente chadiano, Idriss Deby Itno, foi morto após mais de três décadas no poder.
"O presidente da república, chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas, Idriss Déby, acabou de dar seu último suspiro, defendendo a integridade territorial no campo de batalha. É com grande tristeza que informamos o povo do Chade da morte na terça-feira, 20 de abril de 2021, do marechal do Chade", declarou um oficial do Exército.
O anúncio na televisão e na rádio veio poucas horas depois que as autoridades eleitorais o declararam o vencedor da votação de 11 de Abril, abrindo caminho para que ele permanecesse no poder por mais seis anos.
Mais detalhes desta notícia, acompanhe na edição de hoje do Fala Moçambique.
Fonte: TV Miramar
19/04/2021
AZAGAIA REVELA QUE JÁ SOFREU AMEAÇA POR POLÍTICOS.
Segundo o rapper que se encontra no programa Moçambique em Concerto na rubrica "paredão" Azagaia revelou que já sofreu ameaça por políticos após lançar a sua música "povo no poder"
Azagaia disse chegou de responder por motivos dessa música.
Gabriel Júnior
"Azagaia de alguma vez já se sentiu ameaçado"?
Azagaia
Sim já me senti ameaçado, a minha vida como moçambicano já é uma ameaça.
Porque temos falta de energia, hospital. então quando um político me ameaça já é uma ameaça.
Fonte: TV Sucesso
15/04/2021
Nota Informativa - FarpasOnline
Bom dia a todos os nossos seguidores nesta página.
Em primeiro queremos agradecer pelo vosso apoio incondicional o que tem nos motivado bastante para continuar com esta página.
Em segundo dizer que está nota não quer dizer o fim da existência do FarpasOnline apenas queremos explicar o motivo que foi contra a nossa vontade que nos forçou a deletar os nossos últimos conteúdos. Tivemos algumas denúncias que nunca tivemos na página e o Facebook está a analisar todo o nosso trajeto até aqui.
No passado dia 14 recebemos uma notif**ação dizendo que estamos a violar as políticas do Facebook mais sem especif**ar qual era a violação ou conteúdo que violava tal política. Sendo assim nos foi informado que poderíamos perder algumas qualidades na página.
Então para não termos problemas futuramente eliminamos todo conteúdo da página para começar do zero com conteúdos exclusivos pois não queremos deixar de informar os nossos seguidores sobre o que está acontecendo no mundo e principalmente no país.
Em breve voltamos com grandes notícias do mundo e de Moçambique, apenas estamos a aguardar a verif**ação do Facebook para sermos liberados.
Traremos muitas novidades...
Pedimos nossas sinceras desculpas pelos danos causados a todos vocês e nos vemos muito em breve.
Administração do Farpasonline
Banco central não sabe o que fazer sobre crise cambial de Moçambique - Castel-Branco
O economista Carlos Castel-Branco considerou hoje que o banco central de Moçambique não sabe o que fazer para inverter a depreciação do metical, defendendo que é a sociedade civil que tem de forçar novas políticas económicas.
"O banco central não sabe o que fazer, não está a tocar nas questões de fundo, e está apenas a tomar algumas medidas clássicas para conter o valor da queda e a fuga de capitais, mas os mecanismos que estão a ser usados incidem apenas sobre as coisas pequenas", disse o economista.
Em entrevista à Lusa em Lisboa, Carlos Castel-Branco criticou o governador do banco central de Moçambique, Ernesto Gove, pela incapacidade em atacar as causas de fundo da depreciação da moeda local, que desvalorizou de 38 meticais por dólar em julho para 70 meticais em dezembro e chegou a cair quase 30% em apenas duas semanas.
"Há uns dias perguntaram ao governador o que fazer, e ele respondeu que deveríamos criar uma lista negativa de importações, ou seja, as importações que não são prioritárias e que devíamos deixar de comprar, exemplif**ando com a quinquilharia e o fogo-de-artifício tradicional nesta épocas do ano", disse o economista.
Ora isso, continuou, "não perturba a balança de pagamentos de Moçambique, o que perturba são os mega-investimentos, alguns dos quais não têm qualquer valor social, como a ponte de Catemba, o aeroporto de Nacala e a Ematum, que em conjunto representam um terço da dívida externa" do país.
O tema da dívida pública e a sua relação com a crise cambial moçambicana, diz o coordenador do Grupo de investigação sobre Economia e Desenvolvimento no Instituto de Estudos Sociais e Económicos de Moçambique na entrevista à Lusa, não é novo: "Durante a administração (do ex-Presidente Armando) Guebuza foi recusado e quem falou do assunto foi parar ao tribunal", diz o académico, referindo-se ao processo movido contra si pela Procuradoria-Geral da República por causa de um texto muito crítico do governo publicado em dois jornais.
"Em setembro do ano passado, fiz uma série de intervenções em que apelava a que a questão da dívida pública entrasse no debate de campanha eleitoral e que os candidatos se posicionassem sobre a questão, sobre como gerir o problema, mas a discussão foi recusada por todos os partidos, com o argumento de que a dívida pública é assunto para intelectuais e não afeta a vida das pessoas", lamenta.
O episódio da recusa de debate serve de mote para Castel-Branco lamentar a falta de consistência das políticas públicas seguidas no país há anos: "Se o metical desvaloriza 28% em duas semanas, o Governo não vai dizer que a resposta é renegociar os contratos [de empréstimos internacionais e de dívida pública], o metical está a explodir nas mãos, é cortar cartões de crédito, aumentar taxas diretoras do banco central", diz.
Em Moçambique, o que o Governo está a fazer é "um plano de austeridade que não se chama plano de austeridade, que ataca as possibilidades da economia investir, sobretudo de investir de forma diversif**ada pelas Pequenas e Médias Empresas (PME), as mais afetadas, porque as grandes empresas não dependem da economia de Moçambique, só estão presentes na economia de Moçambique e só dependem dos recursos", acrescenta.
Com as medidas que estão a ser tomadas, "o banco central só vai piorar o ambiente para as PME, tornando-as mais inviáveis ainda", diz Carlos Castel-Branco, concluindo partilhar das preocupações dos empresários, que dizem que "cortar importações, subir taxas diretoras, aumentar as taxas de reservas dos bancos são coisas que não promovem a produção, só protegem o sistema financeiro".
Lusa – 17.12.2015
PR moçambicano diz que intermediários são problema para obtenção da paz
O Presidente de Moçambique disse hoje que está a usar todas as vias possíveis para alcançar a paz no país, acusando intermediários de quererem ganhar importância e não transmitirem as mensagens correctamente às respectivas lideranças.
"Os intermediários, devido à importância que pretendem ganhar neste processo, por vezes, não transmitem fielmente as mensagens emitidas pelas partes", afirmou Filipe Nyusi, num encontro com o corpo diplomático sem apontar nomes nem mencionar directamente a crise política com a oposição da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana).
"Continuaremos a encurtar o caudal dos intermediários para conseguirmos encontros directos com as lideranças envolvidas", declarou o chefe de Estado no encontro de fim de ano com os diplomatas acreditados em Maputo, considerando que a paz é "o dossier mais importante para os moçambicanos".
Filipe Nyusi assegurou que o Governo está a trabalhar na paz "usando todas as vias possíveis de diálogo" e mostrou-se confiante de que "a vontade comum sairá vitoriosa e vencerá sobre a desconfiança".
No discurso sobre o estado da nação, na quarta-feira no parlamento (sem a presença dos deputados da Renamo, que abandonaram a sala do plenário), o Presidente da República reiterou a sua disponibilidade para se avistar com o líder do maior partido de oposição, Afonso Dhlakama, para superar a actual crise política.
No mesmo dia, Dhlakama, que não é visto em público desde que a polícia cercou e invadiu a sua casa na Beira, a 09 de Outubro, numa operação de recolha de armas da oposição, disse por telefone a jornalistas e membros do seu partido, reunidos num hotel em Maputo, que tenciona controlar a partir de Março as seis províncias no centro e norte do país onde reivindica vitória eleitoral.
Os pronunciamentos dos dois líderes seguiram-se ao chumbo pela maioria da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) no parlamento, a 07 de Dezembro, da proposta de revisão pontual da Constituição, submetido pela Renamo, visando a criação de autarquias provinciais, como forma de ultrapassar o que o maior partido de oposição considera ter sido uma fraude nas eleições gerais de 15 de Outubro de 2014
Além da proposta de revisão da Constituição, a Frelimo já tinha chumbado em Abril um projeto de lei da Renamo prevendo a criação das autarquias provinciais.
Na quarta-feira, Dhlakama assegurou que voltou a Sadjundjira, na Gorongosa, uma das principais bases da Renamo e onde já passara quase dois anos, durante a última crise política e militar com o Governo, entre 2013 e 2014, e apenas mostrou disponibilidade para retomar o diálogo com Filipe Nyusi após assumir o controlo das seis províncias no centro e norte do país onde reivindica vitória eleitoral.
Delegações da Renamo e Governo mantinham um diálogo de longo-prazo em Maputo, com mediação de personalidades da sociedade civil e líderes religiosos, e que foi entretanto suspenso pelo líder da oposição, alegando que não havia progressos.
Foram os mesmos mediadores que acompanharam a saída de Dhlakama da Gorongosa, onde estivera escondido durante duas semanas, depois de a 25 de Setembro a comitiva do líder da Renamo se ter envolvido numa troca de tiros com as forças de defesa e segurança na província de Manica.
Logo após a saída do seu refúgio para a sua residência na Beira, a 09 de Outubro ocorreu a operação policial que culminou na captura de armas da oposição e em novo desaparecimento de Dhlakama, alegadamente de volta para a Gorongosa.
Lusa – 18.12.2015
Presidente moçambicano vai ter de escolher entre crise económica e crise militar, avisa politólogo
O analista moçambicano José Jaime Macuane considera que o Presidente de Moçambique vai ser confrontado em 2016 com uma escolha entre a crise económica e a crise militar, defendendo que dificilmente conseguirá gerir as duas ao mesmo tempo.
O docente de Ciência Política e investigador da Universidade Eduardo Mondlane espera, em entrevista à Lusa, que 2016 seja "um ano com um alto nível de incerteza", atendendo ao choque externo que a sua economia enfrenta e à ameaça do líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Afonso Dhlakama, de tomar o poder nas seis províncias no centro e norte do país onde reivindica vitória eleitoral, após o que alega ter sido uma fraude nas eleições gerais de 2014.
"Como decisão estratégica, o chefe de Estado precisa ver qual a crise que consegue gerir a curto-prazo", assinala Macuane, lembrando que Moçambique tem pouco controlo sobre o actual choque externo, que, associado a problemas estruturais da sua economia, não faz prever resultados positivos tão cedo.
Nesse sentido, "a estratégia mais óbvia seria concentrar-se na questão militar", observa o académico, até porque se tornaria mais fácil gerir depois a crise económica, traduzida por forte desvalorização do metical face ao dólar, com impacto nos preços das importações, disponibilidade de divisas e inflação.
Perante o "ajuste de contas" que Dhlakama parece insinuar para 2016, Macuane não se arrisca a prever o comportamento da Renamo e sobretudo do seu líder, que já fez outras ameaças no passado, mas reconhece que "a possibilidade de um confronto militar é mais alta", mesmo depois de o chefe de Estado, Filipe Nyusi, ter parado o desamamento compulsivo da oposição.
Apesar disso, "esgotou-se a possibilidade de um acordo ou mudança institucional que possa albergar o que a Renamo exige", afirmou Macuane, recordando que "ninguém podia, por exemplo, prever que ia haver uma acção militar contra o seu líder e desarmá-lo da forma como foi feito na Beira".
Desde o início do seu mandato, em Janeiro de 2015, Nyusi promete envidar todos os esforços para resolver o impasse político, num discurso mais inclusivo por comparação com o seu antecessor.
"Mas pelos vistos isso não aconteceu", refere o académico, questionando a capacidade de liderança do chefe de Estado.
Os incidentes envolvendo a comitiva de Dhlakama em Setembro em Manica e a operação de desarmamento, a 9 de Outubro na Beira, da guarda do líder da oposição (que não é visto em público desde então) faz supor, segundo Macuane, "um poder paralelo" e a ideia de que o Presidente "não está a controlar" as forças de defesa e segurança.
"O ponto crítico está na liderança e como [Nyusi] conduz os processos políticos e as forças [de defesa e segurança] se alinham com a perspectiva do chefe do Estado, refere o comentador político, sustentando que, neste momento, "parece haver um certo desalinhamento".
José Jaime Macuane sugere ainda que não se olhe para a crise entre Governo e Renamo como uma questão homogénea, argumentando que outro ponto crítico está, novamente, na capacidade de liderança de Nyusi no seu partido, onde também parece faltar consenso em relação à abordagem a ter com a oposição.
"O grande desafio é que o chefe de Estado consiga da sua base de apoio concessões daqueles que podem ter uma visão divergente em relação à paz e só aí estará em condições de ver a latitude que tem para negociar com a Renamo", defendeu.
Nyusi chegou à presidência da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) em Março mas herdou os principais órgãos do partido maioritário da direcção anterior, chefiada pelo ex-Presidente Armando Guebuza.
"Tudo leva a crer que ainda existem forças dentro da Frelimo que constituem um contrapeso muito importante para ele [Nyusi]", assinala o académico, além de a própria base regional de apoio do actual Presidente, assente na província de Cabo Delgado e suas figuras histórias da luta de libertação, também terem, elas próprias, possivelmente outra perspectiva na gestão de assuntos como a paz.
Lusa – 20.12.2015
Guebuza diz que pronunciamentos de Dhlakama são habituais
O ex-Presidente da República, Armando Guebuza, defende que o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, devia atender aos apelos para o diálogo com o Presidente Filipe Nyusi, visando encontrar soluções para os problemas que, eventualmente, tenha.
Guebuza falava aos jornalistas Sexta-feira à margem da habitual recepção do fim do ano, oferecida pelo Presidente da República, na qual tomaram parte membros do corpo diplomático, do governo e do Estado, empresários, entre outras forças vivas da sociedade moçambicana.
O antigo estadista reagia, assim, aos pronunciamentos feitos por Dhlakama, na quarta-feira, dizendo que ele se encontra em Santunjira, província central de Sofala, a preparar-se para governar, a partir de Março do próximo ano, as seis províncias do centro e norte de Moçambique, onde alega ter ganho nas presidenciais de 15 de Outubro de 2014.
Dhlakama fez estes pronunciamentos em teleconferência no dia que reapareceu após algum tempo desconhecendo-se o seu paradeiro. Sem precisar a forma como pretende materializar a sua intenção, o líder da Renamo ameaçou recorrer à força no caso de as Forças de Defesa e Segurança tentarem impedi-lo. Disse ainda que ninguém irá desarmar a Renamo e que já fechou as portas ao diálogo com o Governo.
Em relação a estes pronunciamentos, Guebuza disse ser hábito de Dhlakama dizer coisas e, por isso, tem vindo sempre a prometer e sem resultados do género.
“É hábito dele dizer coisas que são impossíveis de realizar, por isso tem vindo, sempre, a prometer e não vemos resultados dessa natureza. Os esforços que estão sendo feitos para haver um diálogo com o Presidente Nyusi, ele devia atender, deixar de falar de longe e vir falar para encontrar soluções para os problemas que ele, eventualmente, tenha”, disse Guebuza.
Guebuza aproveitou a oportunidade e comentou a respeito do discurso do Presidente Nyusi na Assembleia da República, o parlamento moçambicano, sobre o estado geral da Nação. Disse ter sido uma apresentação brilhante, pois apresenta as dificuldades dos moçambicanos. Disse tratar-se, igualmente, de uma intervenção que, ao mesmo tempo, encoraja-nos para vencermos os desafios que temos pela frente.
folhademaputo
Cientistas descobrem planeta potencialmente habitável 'perto' da Terra
Cientistas australianos identif**aram um exoplaneta potencialmente habitável a 14 anos-luz da Terra - distância relativamente curta no espaço.
Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul descobriram que o planeta, que tem mais de quatro vezes a massa da Terra, é um dos três que orbitam a estrela-anã Wolf 1061.
"É uma descoberta particularmente animadora pois todos os três planetas têm uma massa baixa o bastante para serem potencialmente rochosos e de superfície sólida. E o planeta do meio, Wolf 1061c, está na zona (chamada de) 'Cachinhos Dourados', onde pode ser viável a existência de água em estado líquido - e talvez até vida", afirmou um dos autores do estudo, Duncan Wright.
A estrela-anã Wolf 1061, que os três planetas descobertos orbitam, é relativamente fria e estável. Os planetas têm orbitas de cinco, 18 e 67 dias.
As massas são pelo menos 1,4, 4,3 e 5,2 vezes a da Terra, respectivamente.
O planeta maior f**a de fora do limite da área habitável e provavelmente também é rochoso, enquanto que o planeta menor está perto demais da estrela para ser habitável.
Gliese
Robert Wittenmyer, que também participou da pesquisa, disse à BBC Brasil que a descoberta da super-Terra é tão importante quanto à de outro planeta potencialmente habitável fora de nosso Sistema Solar, Gliese 667Cc.
Anunciado em fevereiro de 2012, o Gliese 667Cc é outro planeta da classe super-Terra, uma classe de planetas com o tamanho entre os de planetas rochosos como Terra e Marte e os gigantes gasosos Júpiter e Saturno.
O Gliese 667Cc tem cerca de 4,5 vezes a massa da Terra, demora 28 dias para completar a órbita em volta de sua estrela e está a 22 anos-luz.
Pequenos planetas rochosos são abundantes em nossa galáxia, e sistemas com muitos planetas também parecem ser comuns. No entanto, a maioria dos exoplanetas rochosos descobertos até agora estão a centenas - ou até milhares - de anos-luz.
Atmosfera
Wittenmyer afirmou à BBC Brasil que a equipe de cientistas só poderá analisar a atmosfera do planeta quando ele passar em frente à estrela.
"Vamos usar nosso telescópio Minerva para procurar por trânsitos em fevereiro, quando a estrela poderá ser observada de novo. Se (o planeta) transitar (em frente à estrela) será a melhor chance, pois (o sistema) está tão perto (da Terra)."
O cientista afirma que, caso eles consigam observar o planeta em trânsito em frente à estrela Wolf 1061, eles poderão medir seu raio, densidade e atmosfera.
A equipe da Universidade de Nova Gales do Sul conseguiu fazer a descoberta observando a estrela-anã com instrumentos específicos do Observatório Europeu do Sul em La Silla, no Chile.
"Nossa equipe desenvolveu uma nova técnica que melhora a análise de dados deste instrumento preciso, construído para a caça de planetas, e nós estudamos mais de uma década de observações da Wolf 1061", disse o professor Chris Tinney, chefe do setor de Ciência Exoplanetária da universidade australiana.
"Estes três planetas bem do nosso lado se juntam ao pequeno porém crescente grupo de mundos rochosos potencialmente habitáveis orbitando estrelas próximas mais frias que nosso Sol", acrescentou.
"É fascinante observar a vastidão do espaço e pensar que uma estrela tão próxima de nós - um vizinho próximo - pode ter um planeta habitável", afirmou Duncan Wright.
bbc
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