Alberto Zuze

Alberto Zuze

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Jornalista, escritor e mestre de cerimónias 🎤

Photos from Alberto Zuze's post 08/12/2025

Uma revolução na ciência: testemunhei a criação de bioplásticos que curam o planeta
Partilho a minha recente experiência no Council for Scientific and Industrial Research (CSIR), em Pretória. Tive o privilégio de estar ao lado do Dr. Sudhakar Muniyasamy, um cientista cuja dedicação está a redefinir o combate à poluição plástica e a colocar a África do Sul na vanguarda da sustentabilidade global.
A maioria de nós vê o plástico como um problema insolúvel: materiais que demoram mais de um século a decompor-se, deixando um rasto de microplásticos nos nossos solos e oceanos. Mas o Dr. Muniyasamy e a sua equipa no CSIR não viram um problema; viram uma oportunidade monumental baseada em recursos locais.
Criar polímeros de biomassa, a partir de resíduos agrícolas (Pagás), restos de maçã e lixo orgânico, que têm o mesmo desempenho que os plásticos convencionais, mas com uma diferença crucial: degradam-se totalmente em apenas alguns meses.
Sudhakar, apresentou, à margem da World Conference of Science Journalists (WCSJ2025), um projecto que promete redefinir o combate à poluição plástica na África do Sul e, potencialmente, no resto do mundo.
Segundo o especialista, o trabalho centra-se na identificação dos plásticos convencionais que não são reciclados e acabam por contaminar lagos, rios e zonas costeiras.
Muniyasamy explica que a equipa está a criar novos polímeros de biomassa capazes de ter o mesmo desempenho dos plásticos convencionais, mas com uma diferença crucial: são totalmente biodegradáveis.
“O plástico comum leva mais de 100 anos para se degradar. As nossas alternativas podem decompor-se naturalmente no solo ou na água sem deixar microplásticos”, afirma o cientista.
Entre as aplicações já em desenvolvimento estão sacos biodegradáveis, utensílios de uso doméstico e, sobretudo, plásticos agrícolas, usados para coberturas de plantação. Hoje, esses materiais são produzidos com plástico tradicional, que após a colheita fragmenta-se e gera micro e nanoplásticos que se acumulam no solo.
A solução proposta pela equipa é um polímero agrícola derivado de biomassa natural. Após dois ou três meses de uso em plantações como tomates e abóboras o material degrada-se completamente, transformando-se em matéria orgânica incorporada ao solo.
Para validar a tecnologia, o grupo utiliza uma instalação de te**es ambientais, onde mede o tempo de degradação no solo e em água marinha, assegurando que o novo bioplástico cumpre critérios de eficácia e sustentabilidade.
Com 18 anos de experiência na área, Muniyasamy acredita que os bioplásticos agrícolas e domésticos poderão reduzir drasticamente a poluição plástica na região.

Londres preside a 14.ª Conferência Mundial de Jornalistas Científicos - Jornal Notícias 07/12/2025

Londres preside a 14.ª Conferência Mundial de Jornalistas Científicos

A cidade de Londres foi oficialmente escolhida para presidir a 14.ª Conferência Mundial de Jornalistas Científicos (WCSJ-2027), conforme anunciado pelo presidente da Federação Mundial de Jornalistas de Ciência, Ben Deighton, no encerramento da WCSJ-2025.

Londres preside a 14.ª Conferência Mundial de Jornalistas Científicos - Jornal Notícias A cidade de Londres foi oficialmente escolhida para presidir a 14.ª Conferência Mundial de Jornalistas Científicos (WCSJ-2027), conforme anunciado pelo presidente da Federação Mundial de Jornalistas de Ciência, Ben Deighton, no encerramento da WCSJ-2025.

Conferência Mundial termina com apelos à inclusão científica - Jornal Notícias 07/12/2025

Conferência Mundial termina com apelos à inclusão científica

A Conferência Mundial de Jornalistas Científicos (WCSJ 2025) encerrou esta sexta-feira, em Tshwane (África do Sul), com pedidos para reforçar a justiça social, inclusão científica e combate à desinformação.
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Conferência Mundial termina com apelos à inclusão científica - Jornal Notícias A Conferência Mundial de Jornalistas Científicos (WCSJ 2025) encerrou esta sexta-feira, em Tshwane (África do Sul), com pedidos para reforçar a justiça social, inclusão científica e combate à desinformação.

Photos from Alberto Zuze's post 05/12/2025

Uma homenagem poderosa ao legado de Nelson Mandela

Hoje, 5 de dezembro, data em que Nelson Mandela nos deixou, tive a honra de vivenciar uma homenagem extremamente especial ao seu legado.
Junto a um grupo de colegas de outros continente, estive diante da maior estátua de Mandela do mundo, um colosso de 9 metros erguido nos Union Buildings, em Pretória. Ali, neste que é um dos maiores símbolos de reconciliação da África do Sul, a força da sua mensagem de união é palpável.
A visita, guiada por Kevin Govender da União Astronômica Internacional, destacou o profundo valor simbólico desta obra: Inauguração: 16 de dezembro de 2013, Dia da Reconciliação, marcando o fim do luto nacional após o funeral de Mandela.
Posicionamento: Em frente ao local onde tomou posse em 1994, substituindo a estátua de um general associado às políticas pré-apartheid.
A Postura: De braços abertos, em claro contraste com o icónico punho erguido, simbolizando acolhimento, diálogo e união.
Kevin Govender sublinhou a relevância contínua do local: "Quem viveu o apartheid sabe o quanto foi duro. Mas foram os 'Born Frees' que nos lembraram que ainda há muito por fazer." A estátua é um lembrete físico e constante do papel inspirador de Mandela na construção de pontes num país ainda desafiado pelas desigualdades.
Estar ali foi mais do que uma visita; foi um momento de profunda reflexão. Ao longo dos anos, a estátua tornou-se um espaço onde sul-africanos depositam flores e celebram o Dia da Reconciliação. É um testemunho de que a democracia foi conquistada, mas ainda está em construção.
Diante daquele gigante de bronze, senti novamente a força do legado de Mandela, um legado de perdão, diálogo e justiça que nos desafia a todos:
O que já alcançamos, e o quanto ainda falta para o ideal de igualdade que ele abraçou por toda a vida?

Bioplásticos sul-africanos aceleram fim da poluição - Jornal Notícias 02/12/2025

Bioplásticos sul-africanos aceleram fim da poluição
O investigador Sudhakar Muniyasamy, do CSIR em Pretória, apresentou na World Conference of Science Journalists (WCSJ 2025), um projecto que aposta na criação de bioplásticos feitos de resíduos agrícolas e orgânicos, capazes de substituir o plástico convencional que polui rios, lagos e solos.

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https://www.jornalnoticias.co.mz/destaque/bioplasticos-sul-africanos-aceleram-fim-da-poluicao/https://www.jornalnoticias.co.mz/

Bioplásticos sul-africanos aceleram fim da poluição - Jornal Notícias O investigador Sudhakar Muniyasamy, do CSIR em Pretória, apresentou na World Conference of Science Journalists (WCSJ 2025), um projecto que aposta na criação de bioplásticos feitos de resíduos agrícolas e orgânicos, capazes de substituir o plástico convencional que polui rios, lagos e solos.

África do Sul acolhe Fórum Mundial de Jornalismo Científico - Jornal Notícias 01/12/2025

Arranca hoje, em Pretória, África do Sul, a World Conference of Science Journalists (WCSJ 2025), o maior encontro global dedicado ao jornalismo científico. Pela primeira vez realizada em África, a conferência reúne jornalistas, investigadores, académicos e editores de vários países.

África do Sul acolhe Fórum Mundial de Jornalismo Científico - Jornal Notícias Arranca hoje, em Pretória, África do Sul, a World Conference of Science Journalists (WCSJ 2025), o maior encontro global dedicado ao jornalismo científico. Pela primeira vez realizada em África, a conferência reúne jornalistas, investigadores, académicos e editores de vários países.

30/11/2025

Representação de Moçambique no WCSJ 2025

É com grande honra que anuncio a minha selecção pelo Department of Science, Technology and Innovation (DSTI) da África do Sul para participar na World Conference of Science Journalists (WCSJ 2025), onde terei a responsabilidade de representar Moçambique entre os participantes internacionais.

A conferência terá lugar de 1 a 5 de dezembro de 2025, precedida pelo SADC Science Journalism Training Workshop, no dia 1 de dezembro. O programa inclui debates e sessões dedicadas a temas centrais do jornalismo científico, tais como comunicação em ciência, desinformação, mudanças climáticas, saúde pública, inovação tecnológica e inteligência artificial e ética na ciência.

Agradeço ao DSTI e à organização do WCSJ 2025 pela confiança e pela oportunidade de reforçar o contributo de Moçambique no desenvolvimento do jornalismo científico na região SADC.

Photos from Alberto Zuze's post 19/11/2025

PÓS-FACTUAL, PÓS-DIGITAL: PREPARADO PARA O FUTURO DO JORNALISMO CIENTÍFICO

Com grande entusiasmo e satisfação, relembro minha participação no Workshop de Formação em Jornalismo Científico da SADC / Science Forum South Africa, realizado em Pretória, África do Sul, em dezembro do ano passado.
Foi uma experiência incrivelmente rica que superou as expectativas, tanto a nível profissional quanto pessoal.
Coloco como destaques da experiência:
• Imersão em Temas de Ponta: Aprofundei meus conhecimentos sobre as novas tendências e os desafios cruciais do jornalismo científico, com foco especial em fenómenos actuais como as Mudanças Climáticas e o impacto transformador da Inteligência Artificial (IA) na nossa profissão e na sociedade.
• Networking Global e Africano: Tive a oportunidade de interagir e trocar experiências valiosas com colegas jornalistas de diversos países de África e do mundo.
• Crie rede de contactos que é fundamental para fortalecer a cobertura científica na nossa região e além.
A formação proporcionou aprendizagens essenciais para aprimorar as técnicas de comunicação de temas complexos de forma clara e rigorosa. A conclusão foi marcada pela honra de receber um Certificado de Participação oficial.
• Uma Viagem de Aprendizagem: A deslocação a Pretória não foi apenas para o workshop, mas também serviu para conhecer a África do Sul e a sua dinâmica, enriquecendo minha perspectiva sobre a ciência e a inovação no continente.
O jornalismo científico é mais do que nunca uma função de utilidade pública, actuando como um "super verificador de factos" para combater a desinformação (fake news) e o charlatanismo. É fundamental que, como jornalistas, estejamos equipados para capacitar o público a tomar decisões informadas.
Fico feliz em ver que a próxima edição deste evento crucial o SADC Science Journalism Training Workshop — já está marcada para 1 de Dezembro deste ano (que já é o próximo mês!).
Obrigado à SADC e a todos os parceiros (UNESCO-ROSA, NRF-SAASTA, SU, SASJA, ASSAf, HSRC, entre outros) pela iniciativa contínua em fortalecer a nossa comunidade.

Photos from ActionAid Mozambique's post 17/11/2025
28/10/2025

Estou com parte das moedas da Numicoin Gallery, a maior comunidade numismática de Moçambique! 💰
Muito obrigado pelo presente, .thebuilder 🙏
Sigam a página no Instagram 👉.gallery futuro maior museu de moedas do mundo! 🌍✨

25/09/2025

É Tempo de Ouvir:
Um Apelo à Consciência em Tempos de Chuva

Com a aproximação da época chuvosa, o risco de inundações volta a assombrar várias regiões vulneráveis do país. É nesta altura que as autoridades, com base em dados meteorológicos e conhecimento técnico, emitem alertas e apelam às populações que residem em zonas de risco para que abandonem temporariamente os seus lares. Infelizmente, em muitos casos, esses apelos são ignorados, com consequências trágicas. Este artigo é um apelo direto à consciência de todos: é urgente levar a sério os avisos e seguir as orientações das autoridades.

Ninguém gosta de deixar a sua casa. O lar é o lugar onde guardamos os nossos pertences, as nossas memórias, a nossa história. A relutância em abandonar esse espaço é compreensível. No entanto, quando a vida está em risco, é preciso priorizar o essencial. Nenhum bem material vale mais do que uma vida humana. As inundações são fenómenos naturais imprevisíveis, que muitas vezes ganham força e causam destruição em minutos. A permanência em zonas de risco não é apenas uma decisão pessoal é um risco coletivo que pode mobilizar recursos de resgate, pôr em perigo outras vidas e sobrecarregar um sistema já limitado.
As autoridades não emitem alertas por capricho. Por trás de cada pedido de evacuação há técnicos, engenheiros, meteorologistas e profissionais da protecção civil que analisam dados e cenários com seriedade. Ignorar esses alertas é desvalorizar o trabalho de quem dedica a vida à segurança pública.

Além disso, é importante que a sociedade como um todo adopte uma cultura de prevenção. Em vez de reagir após a tragédia, devemos agir antes que ela aconteça. A preparação comunitária, o cumprimento das orientações e a solidariedade entre vizinhos podem salvar vidas. Cada gesto de responsabilidade individual contribui para a proteção coletiva.

Portanto, com a aproximação das chuvas, deixamos aqui um apelo firme: ouça as autoridades, proteja a sua vida e a da sua família. Sair a tempo pode parecer um sacrifício, mas é, na verdade, um ato de coragem e sabedoria. A natureza é imprevisível, mas a nossa resposta não precisa ser. Que este ano seja diferente. Que sejamos mais prudentes, mais atentos, mais unidos.
Porque vidas não se recuperam — previnem-se.

Alberto Zuze

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