Nara Couto

Nara Couto

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cantora, dançarina, linda e preta

11/06/2026

de quando eu fiz todo mundo pegar 6 horas de viagem, entrar em um barco com ondas bem agitadas, atravessar uma estrada de 4x4 pulando sem parar pra fazer uma única foto nas piscinas naturais de moreré porque só o mar de lá prestava 🌊💙🫣😂

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Cabelo e maquiagem:
Cabelo ( obriagda! )

10/06/2026

Quero te lembrar de algo que talvez você precise ouvir hoje: você tem o direito de f**ar triste.

Tem o direito de se recolher por um momento, de sentir a dor, de reconhecer suas dificuldades e respeitar seus próprios processos.
Mas não faça da tristeza uma morada permanente.
A vida continua seguindo seu curso, os dias passam, os ciclos mudam e o tempo não espera que estejamos prontos para seguir. Em algum momento, precisamos reunir nossas forças e dar mais um passo.

Acredito que nascemos para ser resilientes. Não porque somos obrigados a ser fortes o tempo todo, mas porque existe dentro de nós uma capacidade extraordinária de recomeçar, aprender e nos reinventar diante dos desafios.

Tenho vivido essa reflexão durante minha jornada no curso de Eerindilogun com a Iya Ifasola mais do que aprender sobre as ferramentas e os conhecimentos necessários para
compreender esse portal ancestral, tenho recebido ensinamentos (como esses) valiosos sobre a sabedoria da vida. Cada aula amplia minha visão, fortalece meu entendimento e me mostra que o conhecimento verdadeiro não transforma apenas a mente, mas também a forma como encaramos nossa própria caminhada.

Sentir é humano, permanecer caído não é destino.

03/06/2026

Quarta que Danca é minha emoção ✨

Comecei o quarta que dança em 2017 porque eu precisava que a dança volta-se para o meu corpo de uma forma descontraída, afetuosa e sem cobranças.

E em consequência disso reverberou de uma forma tão bonita entre nós!

Tem um tempo que não faço mais porque senti que estava caindo em um formato que eu aprecio mas não faz parte da minha caminhada atual na dança, como pesquisadora e artista.

Segundo semestre o quarta que dança terá um novo caminho ou talvez um caminho mais antigo e mais profundo de mim mesma.

Por enquanto, segue uma reunião dos que foram divididos com vocês em outros momentos.

Cheiro ❤️

01/06/2026

Esse conteúdo nasce de um texto de Iya Ifasola , mas também encontra morada em muitas reflexões que carrego na minha própria caminhada.

Com a Iya Ifasola , aprendemos que todos os caminhos começam, terminam e continuam em Orí. Gratidão Iya por compartilhar sua sabedoria ancestral com tanta generosidade.

Leiam e acompanhem ❤️✨

Photos from Nara Couto's post 25/05/2026

Eu não acredito na ideia de “voltar para casa” quem me conhece sabe! ainda assim, em cada país do continente africano que caminhei, algo em mim com uma força tão bonita, reconhece intimidade, presença e pertencimento. Não como metáfora afetiva, mas como realidade viva. Me emociono a cada lembrança.

O continente africano que encontrei é sofisticado, contemporâneo, múltiplo, tecnológico, espiritual, intelectual e profundamente humano.

Existe uma tentativa histórica de separar África de sua diáspora, como se o oceano pudesse interromper continuidades civilizatórias, mas alguns reconhecimentos acontecem para além da lógica.
Eles vivem no corpo, na pulsação, na maneira de olhar o mundo, de compreender o coletivo, o tempo, o sagrado e a criação.

em cada gesto, em cada polifonia, em cada silêncio compartilhado, enxergo uma África impossível de ser reduzida as narrativas estreitas que durante séculos tentaram defini-la.

Minha presença nesses territórios e tudo que venho absorvendo ao longo desses anos, literatura, cinema, moda,música, artes plásticas… São experiência de aprendizagem, troca e reposicionamento interno. Um exercício contínuo de escuta diante de culturas que seguem sustentando, apesar das violências históricas.

Hoje celebro o continente africano dentro da sua total complexidade.

Honro sua maternidade civilizatória.
Respeito sua existência plural.
Agradeço as permanências que atravessam o Atlântico e continuam nos ensinando outras possibilidades de humanidade.

Viva o continente África.

14/05/2026

Carrossel dos meus momentos felizes em Cabo Verde 🇨🇻 🌊✨🥹

Cabo Verde não é só um país, é sentimento, profundidade, movimento, morabeza…
Um lugar onde a música nasce naturalmente no jeito de falar, de viver, de sentir, onde a música nasce no vento, no mar, na distância e na alma.
Em Cabo Verde eu senti e entendi que música não serve apenas para ouvir, ela serve para lembrar, resistir, amar e alegrar.
Nas ilhas, a música não f**a no palco, ela mora nas casas, nos bares, nas esquinas.

Cabo Verde tem essa força rara de transformar saudade em canção, partida em poesia…

Talvez por isso “sodadi” doa tão bonito.

Porque quem visita Cabo Verde nunca vai embora por inteiro.

“N ta sinti sodadi di terra, di música, di alma.” 🇨🇻

13/05/2026

“ Existem ausências que fazem parte da experiência humana” 🌊💙

Vamos nos curar de dentro pra fora?

Photos from Nara Couto's post 10/05/2026

Existe um Odu que fala sobre as grandes Mães como forças que sustentam a vida mesmo quando ninguém percebe.

E acho bonito pensar nisso porque a ancestralidade feminina muitas vezes funciona assim: silenciosa, invisível, mas profundamente presente.

Nem sempre é fácil reconhecer e valorizar nossas ancestrais. Às vezes porque não conhecemos suas histórias, às vezes porque herdamos dores, silêncios e ausências que atravessaram gerações.

Muitas dessas mulheres viveram mais para sobreviver do que para serem lembradas. Ainda assim, foram elas que mantiveram a vida em movimento.

Quando penso no culto às ancestrais, não penso apenas em ritual. Penso também em memória, em respeito e em consciência. Em perceber que existe força em nós porque muitas mulheres vieram antes, resistiram, cuidaram, protegeram e abriram caminhos mesmo sem reconhecimento.

E por mais difícil que esse processo possa ser, reconhecer a ancestralidade feminina é algo profundamente fortalecedor.

Porque muda a forma como nos vemos.

Faz entender que não começamos do zero, que carregamos dentro de nós experiências, sabedorias e forças muito antigas.
Honrar as Grandes Mães também acontece nas pequenas coisas: quando uma mulher decide se curar, quando rompe ciclos de dor, quando aprende a se valorizar e sustenta sua própria voz. Cada escolha consciente fortalece não só quem veio antes, mas também quem ainda virá depois.

talvez seja isso que as ancestrais nos ensinam: ninguém caminha sozinho. Existe sempre uma memória de força nos sustentando, mesmo quando ainda estamos aprendendo a reconhecê-la.

Uma homenagem a elas a nós 🍃

1 foto: minha avós dona GILDETE e Dona Lindaura
2 foto dona Lindaura ( eu sou a cara dela 😅)
3 foto Mainha Vera Verônica
4 foto Eu, quando tudo era mato 😌

30/04/2026

Que alegria comemorar o dia Internacional da dança dançando!✨

é o lugar que me forjou como artista, a dança é o meu profundo.

Obrigada pela aula pró ! 26 anos aprendendo com a senhora!🥹💙

Viva a dança!

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