Cleber Neto
Reflexões filosóficas e análise do discurso teórica e prática.
01/01/2021
2020 foi um ano que mudou muito minha vida. Ainda não sei nem dizer quanto.
Foi um ano para o qual eu nada tinha planejado de novo – as metas dos anos anteriores já estavam acumuladas, então eu não precisava de novas; na verdade algumas até perderam sentido, como as de levantamento, já que não havia academias abertas! Adaptei para kettlebells ou sem peso.
Aprendi que o tempo não espera: o que precisa ser feito, deve ser feito logo. Escrevi vários artigos, participei de um dos livros mais importantes do ano. Ainda assim, me dediquei de corpo e alma à minha família e à Deus talvez mais do que todos os anos anteriores somados.
Nunca estaremos prontos.
Jesus, quando começou a operar milagres, transformando água em vinho (daí a importância de beber vinho!), disse à sua mãe: “a minha hora ainda não chegou.” A nossa hora nunca chega se a gente simplesmente não começa aquilo que viemos fazer.
Se está na hora de você estudar, estude. Se apareceu uma oportunidade de escrever, escreva. Se foi um concurso que abriu, faça. Se um amor apareceu, comprometa-se. Um filho que vem, doe-se.
Deus não dá fardo maior do que podemos carregar. Se o fardo está nas suas costas, agradeça e comece a andar. Estou esperando os fardos Deus me dará em 2021, porque nem eu nem vocês vamos parar.
Feliz 2021!
26/12/2020
É difícil encontrar uma super-heroína que o seja por atributos tipicamente femininos. Qual o sentido de uma Capitã Marvel superforte? O erro já começa no nome: capitã…
Natasha Romanoff era uma espiã russa, “melhorada” biológica e intelectualmente ao modo de um Capitão América, mas as semelhanças param por aí. Ela é exímia bailarina e atleta de ginástica, o que já muda completamente a visão masculinizada que temos dos típicos super-heróis.
É no seu lado feminino, porém, que residem seus verdadeiros “poderes”. Recrutada pelos Vingadores, a sua primeira cena é numa posição aparente de total submissão, presa a uma cadeira e sendo interrogada por vários homens que, como sói acontecer, acham que estão no domínio da situação.
Ledo engano engano: era a Viúva Negra quem os estava interrogando, retirando deles tudo que sabiam ao deixá-los confortáveis na ilusória posição de machos-alfa-dominadores-de-mocinhas-indefesas.
Em outro filme, estão todos aterrorizados com a brutalidade be***al do Hulk. Só há uma pessoa capaz de acalmá-lo e fazê-lo voltar à sua humanidade: Natasha Romanoff.
Manipular, humanizar, acalmar. Todas capacidades (ou superpoderes) decorrentes de atributos femininos.
Que bruto resistiria à Viúva Negra?
Marca aqui aquela mulher que te acalma, te humaniza ou que te deixa achar que está mandando em alguma coisa!
20/12/2020
Ele é último czarniano vivo. Ele vivia num mundo perfeito, de gente perfeita, com pais perfeitos. Então ele matou todos, pois, convenhamos, um mundo perfeito é muito chato.
Ele é tão forte que enfiou a porrada no super-homem bem antes do apocalipse. Tiveram que inventar uma luta atrás de um balcão de bar para que ele perdesse pro Wolverine por conta de uma votação de leitores num crossover Marvel vs DC. Ele já foi pro Céu e pro Inferno: insuportável para ambos, ganhou a imortalidade.
Seu emprego de mercenário aproxima-o do Conan. Mas nas suas histórias de violência e humor negro, o respeito aos contratos são mais um elemento do fatídico que domina suas histórias. Como quando Vril Dox o contrata para transportar uma pessoa. E essa pessoa é a professora do jardim de infância do Lobo. E ele não pode matá-la. Ao menos até o término do contrato...
Superforte, não morre, parece integrante do Kiss (ou do Immortal), true metal (tem um implante no cérebro tocando heavy metal 24h), anda numa moto espacial fuderosa, mata por diversão ou por dinheiro, mas será que ele tem alguma qualidade que nos sirva? Sim!
Ele é imparável. Mesmo no além-mundo. Ele simplesmente ri de todas as adversidades.
E ele é moralmente inatingível. O máximo que você vai conseguir fazer é irritá-lo. E você não vai querer isso.
Não parar, não retroceder, não se abater. E mostrar o dedo médio pra quem encher o s**o.
Marque aqui seu amigo que precisa parar de se importar com o que os outros vão falar e que se amarra em tudo que O Maioral gosta.
13/12/2020
Conan da Ciméria
Conan é um personagem criado por Robert E. Howard para ser um bárbaro que viveu no meio de uma civilização moralmente decadente pré-apocalíptica (antes da Atlântida surgir). Foi provavelmente o primeiro autor a situar sua história num mundo fantástico, antes do (hoje) mais conhecido Tolkien e sua Terra Média.
Conan é uma espécie de “bom selvagem” rousseauniano, não “corrompido” pela civilização, mas na verdade ele traz em si inúmeros valores civilizados, como o cavalheirismo (mesmo com meretrizes e escravas!), a lealdade e, pasmem, o pacta sunt servanda! “Quem paga, comanda” e o fato de praticamente jamais deixar de cumprir um contrato (ainda que seja de matar ou roubar) mostram uma pessoa sempre com um grande senso dos seus deveres e com a palavra dada.
Nascido num campo de batalha, tendo os pais mortos na juventude e passado por problemas varias, ele nunca reclama de nada. Aproveita tudo que a vida tem para lhe dar (ou que ele possa tomar). Mas, também, imaginem: um bárbaro mimizento!
De outro lado, mesmo sendo um bárbaro, mesmo sem qualquer espécie de educação formal ou informal que não a dos campos de batalha e as viagens pelo mundo, é inteligentíssimo. A sua inteligência vem, obviamente, da sua imensa capacidade de observação da própria realidade. Ele é incapaz de teorizar sobre ela, mas também não pode ser enganado por alguém que diz que o que é, não é. Ele está “presente” na realidade. Um exemplo de sua inteligência é quando, lidando com seres monstruosos, afirma: “se sangra, eu posso matar”. Quer conhecimento mais empírico do que este? Mais científico!?
(Continua nos comentários)
06/12/2020
O covarde assassino do cabo Cardoso acaba de ser entregue por seus coleguinhas ao efetivo do 2 CPA 14 BPM Villa Kennedy.
Pelo visto ficaram com medo de uma operação no estilo “Tropa de Elite recebendo o Papa”. Parabéns aos envolvidos.
Vamos ver agora o discurso dele e dos defensores dos direitos humanos para justificar o injustificável.
06/12/2020
O meu herói preferido da Marvel é o Wolverine.
O personagem demonstra como uma pessoa é muito mais do que as suas circunstâncias ou a sua história, já que ele não tem circunstâncias - Logan é um cidadão do mundo - e muito menos história, já que sua memória foi totalmente apagada durante o projeto Arma X.
Mesmo com sua memória apagada, ele manteve a sua essência. Logan é daqueles que parecem que não se importam com nada nem ninguém (the original vagabond), mas ele se importa, e muito, e essa é uma de suas principais características.
A história acima foi publicada no Brasil na década de 90 e me marcou profundamente quando ainda adolescente. Wolverine estava com os X-Men no em uma missão quando sentiu um cheiro conhecido vindo do deserto.
Sem falar com ninguém, Wolverine saiu em disparada como um animal. Encontrou Jubileu a ponto de ser executada por uma Sentinela e, mesmo sozinho e sem o famoso adamantium, não hesitou em confrontá-lo como uma fera (the berserker rage – berserker barrage).
Após isso, ele retorna correndo vários quilômetros com a sua amiga nas costas para se reunir com os X-Men. Sua verdadeira missão já cumprida.
Assim como cabo da PMERJ Derinaldo Cardoso dos Santos, que tombou no cumprimento do dever, é da essência dele proteger as pessoas. Há pessoas que simplesmente não podem evitar fazer isso. Ainda que lhes custe a vida. Ainda que ninguém os reconheça por isso. Ainda que policiais no Brasil, como Logan e os X-Men, sejam párias à vista da mídia e de parcela da sociedade.
Dedico o texto de hoje a todos os policiais, alguns meus amigos e colegas, que tombaram no cumprimento do dever ou apenas por serem quem eram: defensores da população.
Compartilhe com amigos e inimigos, vai que eles aprendem alguma coisa.
06/12/2020
O meu herói preferido da Marvel é o Wolverine.
O personagem demonstra como uma pessoa é muito mais do que as suas circunstâncias ou a sua história, já que ele não tem circunstâncias - Logan é um cidadão do mundo - e muito menos história, já que sua memória foi totalmente apagada durante o projeto Arma X.
Mesmo com sua memória apagada, ele manteve a sua essência. Logan é daqueles que parecem que não se importam com nada nem ninguém (the original vagabond), mas ele se importa, e muito, e essa é uma de suas principais características.
A história acima foi publicada no Brasil na década de 90 e me marcou profundamente quando ainda adolescente. Wolverine estava com os X-Men no em uma missão quando sentiu um cheiro conhecido vindo do deserto.
Sem falar com ninguém, Wolverine saiu em disparada como um animal. Encontrou Jubileu a ponto de ser executada por uma Sentinela e, mesmo sozinho e sem o famoso adamantium, não hesitou em confrontá-lo como uma fera (the berserker rage – berserker barrage).
Após isso, ele retorna correndo vários quilômetros com a sua amiga nas costas para se reunir com os X-Men. Sua verdadeira missão já cumprida.
Assim como cabo da PMERJ Derinaldo Cardoso dos Santos, que tombou no cumprimento do dever, é da essência dele proteger as pessoas. Há pessoas que simplesmente não podem evitar fazer isso. Ainda que lhes custe a vida. Ainda que ninguém os reconheça por isso. Ainda que policiais no Brasil, como Logan e os X-Men, sejam párias à vista da mídia e de parcela da sociedade.
Dedico o texto de hoje a todos os policiais, alguns meus amigos e colegas, que tombaram no cumprimento do dever ou apenas por serem quem eram: defensores da população.
Compartilhe com amigos e inimigos, vai que eles aprendem alguma coisa.
29/11/2020
Eu gosto muito de trabalhar com figuras arquetípicas para entender a mim e aos outros. Normalmente usamos a literatura para isso, só que minha memória não é das melhores, então eu gosto de usar personagens de quadrinhos e os Arcanos maiores do tarô.
Um dos meus personagens favoritos é o andarilho Kenshin (Samurai X). Ele foi um assassino “retalhador” (hitokiri battousai) durante o Bakumatsu, defendendo uma espécie de ideologia monarquista revolucionária. Após o período de convulsão social, vendo que toda a matança que ele fez gerou apenas tristeza profunda nele, nas pessoas que ele amava e em muitos outros, virou um andarilho.
Como andarilho, parou de tentar mudar o mundo, de corrigir as falhas abstratas que são tipicamente atacadas pelas ideologias, para simplesmente ajudar o próximo, o mal e a injustiça que ele via em concreto. Para isso, ainda usava toda sua força e sua ira, porém com o voto de jamais matar novamente, colocando-se portanto em uma situação de risco muito maior, já que lutava com uma espada com o fio apenas no dorso (sakabatou) contra pessoas que efetivamente queriam matar a ele e a outros inocentes.
O que nos interessa aqui é ver a mudança de móvel de quando ele era um “guerreiro da justiça abstrata”, para quando ele resolveu ajudar o próximo nas injustiças concretas. Da soberba de achar que sabia o que era melhor para todo o mundo, para o amor aos fracos, oprimidos e injustiçados em concreto.
Agora ele não podia matar, porque fez o voto, mas também não podia morrer, pois as pessoas que ele amava dependiam dele. Eram necessários, portanto, uma força sobrenatural e um móvel mais que sobrenatural.
E aí, qual personagem de quadrinhos, mangá ou anime te inspira? Marca aquele teu amigo nerd (ou não) que vai gostar de saber dessa luta entre ideologia e cristianismo dentro de um mangá ambientado na era Meiji.
Compartilhe também com os inimigos, vai que eles aprendem alguma coisa.
21/11/2020
Aprendi essa verdade ainda novo, do meu amigo e mentor Marcelo Costa. É uma frase incrivelmente rica cujo alcance fui descobrindo ao longo dos anos.
Há o lado mais simples: preparar-se ao máximo para provas aumentarão suas chances de sair vitorioso (enquanto muitos acharão que foi sorte aquele meio segundo à frente do perdedor ou aquele meio ponto que garantiu a última vaga do concurso).
Competições e concursos normalmente têm uma data mais ou menos previsível, de modo que dá para se preparar e chegar na hora da prova com 100% (mentira, a gente sempre acha que não está pronto).
Mas para muitos eventos da vida não há previsibilidade.
Na verdade, muitas oportunidades nem aparecem se não estiver claro para o mundo que você está preparado.
Desde o início do inquérito do fim do mundo eu tenho produzido artigos, vídeos e estava até escrevendo um livro. Uma vez que eu estava preparado, dei a “sorte” de ser convidado para participar do livro.
Outras oportunidades surgiram porque eu estava preparado. Ninguém me chamaria para lives ou para escrever se desde antes eu já não estivesse fazendo algo, “me preparando” (ainda que sem expectativa alguma).
Hoje, olhando pro passado, vejo que muitas oportunidades nem mesmo surgiram na minha vida porque seriam inúteis: eu não estava fazendo nada que criasse a mínima expectativa de que estaria pronto para o desafio.
Agora eu aprendi. Se quero dar a “sorte” de uma grande oportunidade surgir pra mim, o mundo tem que ver que eu estou preparado.
E você? Está preparado para sua grande oportunidade?
Marque os amigos que estão se preparando para a oportunidade de suas vidas.
O hino à bandeira sempre foi o meu preferido. Amo tanto que a única versão que eu aceitava era da minha própria memória, cantada pelo meu avô.
Qualquer versão que eu encontrava era ruim a ponto de ser ofensiva.
Até hoje. Finalmente fizeram uma versão em que o amor à bandeira está presente.
Parabéns aos que amam o pavilhão.
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Volta Redonda, RJ