Basicamente a ideia do SWAP é criar uma organização estudantíl que promova cursos não profissionalizantes aonde os alunos se tornam os professores.
sem falar nos intercambistas que muitas vezes encontram nessa situação uma barreira para se integrar com os alunos brasileiros. Constatamos também, por experiência própria, que as aulas eletivas comuns a diversos departamentos são a mais nítida causa para essa integração e é esse tipo de atividade interdisciplinar que queremos expandir e fortalecer, visto que no confronto de perspectivas diferentes, há um enorme potencial de geração de ideias e debates construtivos. A proposta
Inspirados pela Folks Milano, uma organização estudantil sem fins lucrativos reconhecida pela Politecnico di Milano, decidimos propor a replicação do seu modelo aqui na nossa universidade, descobrimos também que o mesmo já é feito em diversas universidades europeias. Sua atividade se resume a organização de cursos de pequena duração, ou até aulas avulsas, nos quais os alunos se tornam os professores e ensinam diversos conteúdos nos quais sejam fluentes/excelentes, normalmente referentes a sua cultura, como por exemplo aulas de conversação em línguas estrangeiras e culinária dos seus respectivos países. Os alunos estrangeiros se integrariam muito mais fácil e rapidamente, além de prover os demais alunos com diversas opções pouco convencionais de aulas. A organização
Assim como a DCE, o SWAP seria uma associação sem fins lucrativos composta apenas por estudantes, associada com a universidade apenas operacionalmente, preservando suas entidades jurídicas independentes. A organização teria uma estrutura absolutamente simples, sendo composta apenas pelos alunos que dariam aulas e um coordenador, esse coordenador seria eleito democraticamente ao fim de todo período através de uma votação na qual todos envolvidos com a organização poderiam votar, são esses; os alunos que assistem as aulas, os alunos que dão as aulas e o coordenador atual, assim como qualquer professor da faculdade que deseje participar (da votação somente, não da candidatura). O atuação do coordenador seria composta das seguintes atividades:
- A avaliação das propostas para aulas, que poderiam ser criadas por qualquer aluno da faculdade. Dependendo do assunto seria necessário pensar em alguma métrica adequada para julgar a capacidade do aluno de conduzir a aula.
- A apresentação das propostas positivamente avaliadas para a faculdade, que reteria o poder de vetar qualquer aula, sem explicação necessária, fazendo conjuntamente a solicitação de salas caso requisitadas e de horas complementares para oferecer aos participantes.
- A divulgação das aulas oferecidas através da página no Facebook e o cadastramento dos alunos interessados, frisando que as aulas teriam um limite máximo de participantes. Observações:
O que os alunos ganhariam por coordenar a organização ou por dar aulas? Primeiramente vale ressaltar que o aluno com quem conversamos que participou da Folks Milano relatou que os professores tinham uma grande satisfação ao dar aulas, especialmente pela facilidade que elas geraram para os mesmos se enturmarem. Os coordenadores por sua vez podem enxergar nessa oportunidade uma forma de melhorar o seu currículo, dado que esse tipo de atividade acadêmica é bem vista por universidades de ponta no mundo inteiro assim como por diversas empresas. Embora isso não ocorra na Folks Milano, acreditamos que a cultura acadêmica seja mais valorizada na Europa que no Brasil, e por isso acreditamos que para atrair mais alunos da PUC-Rio, horas complementares poderiam ser oferecidas ao coordenador, aos professores e talvez até aos alunos, logicamente em proporções diferentes e mediante a aceitação da faculdade. Os alunos envolvidos ganhariam créditos de eletivas ao realizar as aulas? Não, as aulas não entrariam na grade da universidade e portanto não poderiam disponibilizar esses créditos, acreditamos porém que a disponibilização de horas complementares a serem cadastradas ajudariam a aumentar o engajamento dos alunos. Qual seria o papel da PUC-Rio na organização? A Universidade basicamente faria as seguintes funções;
- Autorizaria as propostas de aulas ou não, tendo poder absoluto nesse âmbito.
- Disponibilizaria salas para a realização das aulas e possivelmente ofereceria horas complementares para a org. Como poderia ser garantida a qualidade das aulas dadas? As aulas seriam referentes a cultura e não a aspectos técnicos, fazendo com que não seja absolutamente necessário o conhecimento didático pedagógico, além disso as aulas seriam dadas por 2 professores, permitindo que os mesmos se ajudassem facilitando o bom andamento da aula. A ideia é que as aulas sirvam ou para reforçar e revisar habilidades já aprendidas ou para introduzir os alunos em algum assunto ou cultura diferente, além de obviamente integrar os alunos. Diferentemente das aulas dadas pela faculdade que servem para capacitar profissionalmente os alunos, algo que nossas aulas jamais almejariam fazer, justamente por acreditar que esse papel seja exclusivo da universidade e de seus legítimos professores. O estilo participativo das aulas criaria uma dinâmica diferente que acreditamos poder ser muito produtiva para os alunos. A natureza não profissionalizante das aulas faria difícil avaliar a qualidade das aulas, o que provavelmente indicaria isso seria a aceitação da organização na universidade, aulas eficientes e interessantes aumentariam a procura por aulas, ao par que sua falta de qualidade faria o contrário. Antes de serem aceitos como professores, os alunos se candidatando teriam que provar sua capacitação no assunto a ser explorado na aula, embora nas aulas de conversação a naturalidade do seu país pode ser qualificação suficiente, para assuntos diversos, bom senso teria que ser utilizado para encontrar métricas a fim de provar o conhecimento dos interessados, trabalho que seria feito pelo coordenador e posteriormente apresentado a Universidade para aprovação