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The English version of a blog about translation, mainly literary, literature and linguistic with inte

14/11/2024
23/07/2024

QUEM FOI TOLKIEN?

John Ronald Reuel Tolkien (1892–1973), aka, J. R. R. Tolkien, filólogo formado na Universidade de Oxford, obtendo um diploma de primeira classe em junho de 1915, foi duas vezes professor de anglo-saxão (inglês antigo), além de ser um grande estudioso da língua inglesa, trabalhar em várias tentativas poéticas e em suas línguas inventadas, em especial, uma que ele passou a chamar de "Qenya", fortemente influenciada pelo finlandês. Ele ficou conhecido por suas duas obras que foram adaptadas para cinema pelo diretor Peter Jackson: O Hobbit (1937) e O Senhor dos Anéis (1954–1955), dividida em três volumes. Nessas obras, os leitores têm contato com o fictício mundo chamado Terra-média, cuja população envolve outras raças além da humana, como Elfos, Anões, Trolls, Orcs (ou Goblins) e os protagonistas: os Hobbits. Sua literatura injustamente é condenada pelos grandes cérebros da literatura inglesa (ou pelo establishment literário inglês), embora seja adorada pelos leitores mundo a fora.

Ele e sua esposa Edith se casaram em Warwick em 22 de março de 1916. Participou ativamente da Primeira Guerra Mundial, enviado para o serviço ativo na Frente Ocidental para a ofensiva de Somme, mas após quatro meses dentro e fora das trincheiras, tombou perante a “febre das trincheiras”, uma infecção semelhante ao tifo, habitual nas condições insalubres, sendo enviado de volta à Inglaterra no início de novembro, ficando o mês seguinte internado no hospital em Birmingham e se recuperado suficientemente até o Natal, essa foi sua experiência como combatente.

Como um ato piedoso à memória de seus amigos caídos em guerra e estimulado pela reação contra suas experiências de guerra, Tolkien havia começado a dar forma às suas histórias, desenvolvendo o Livro dos Contos Perdidos (publicado postumamente), onde a maioria das principais histórias do Silmarillion aparecem de forma inicial e as primeiras versões registradas das guerras contra Morgoth, o cerco e queda de Gondolin e Nargothrond, e os contos de Túrin e de Beren e Lúthien.

Ao longo de 1917 e 1918, sua doença continuou recorrente, mas quando ele estava estacionado na área de Hull que ele e Edith foram passear na floresta nas proximidades de Roos, sua esposa Edith dançou para ele, dança esta que lhe serviu de inspiração para a escrita do conto de Beren e Lúthien, tema recorrente no seu “Legendarium”. Tolkien pensou em Edith como “Lúthien” e ele mesmo como “Beren”. Seu primeiro filho, John Francis Reuel (mais tarde Padre John Tolkien) já havia nascido em 16 de novembro de 1917. Na assinatura do Armistício foi assinado em 11 de novembro de 1918, Tolkien já estava tentando obter emprego acadêmico e, no exato momento em que foi liberado pelos médicos, acabava de ser nomeado Lexicógrafo Assistente do Novo Dicionário de Inglês (o “Dicionário de Inglês Oxford”), vejam só que fato pouco conhecido mesmo por seus fãs.

Vamos falar um pouco das outras obras de Tolkien além de O Senhor dos Anéis. Entre 1925 e sua partida, Tolkien escreveu e publicou uma série de outros artigos, dentre eles, uma série de ensaios acadêmicos, muitos deles reimpressos em Os Monstros e os Críticos e Outros Ensaios; uma obra relacionada à Terra Média, As Aventuras de Tom Bombadil; edições e traduções de obras do inglês médio, como Ancrene Wisse, Sir Gawain, Sir Orfeo e The Pearl, e algumas histórias independentes do Legendarium, como o Imram, The Homecoming of Beorhtnoth Beorhthelm's Son, The Lay of Aotrou e Itroun - e , especialmente, Farmer Giles of Ham, Leaf by Ni**le e Smith of Wootton Major.

Em sua vida pessoal, ele estava fortemente adaptado ao mundo predominantemente masculino do ensino, da pesquisa, da troca camarada de ideias e publicações ocasionais, possuindo um escasso registro de publicações acadêmicas algo reprovável atualmente devido a avaliação quantitativa de pessoal. Tolkien deu sequência ao desenvolvimento de sua mitologia e suas línguas. Por ele contar histórias aos seus filhos, algumas publicadas postumamente como Mr. Bliss, Roverandom, etc. em seu caderno de provas, ele havia deixado uma página em branco de um caderno de respostas cujo candidato era perfeito, nesta página estava escrito “Em um buraco no chão vivia um hobbit“. Aí ele precisava descobrir do que se tratava um Hobbit, "qual tipo de buraco ele vivia", "por que vivia em um buraco", entre outras questões do gênero. Em 1936, um texto datilografado incompleto chegou às mãos de Susan Dagnall, funcionária da editora George Allen and Unwin (fundida em 1990 com a Harper Collins) que pediu a Tolkien a história completa e terminada para Stanley Unwin, presidente da empresa. Experimentou-o com seu filho de 10 anos, Rayner, que escreveu um relatório de aprovação, e foi publicado como O Hobbit em 1937. Um sucesso imediato, não mais saiu das listas de leituras recomendadas para crianças, então devido ao estrondoso sucesso, o presidente perguntou se havia mais algum material semelhante e disponível para publicação. Eis que nasce a figura do hobbit como a conhecemos. A situação mudou para algo muito mais do que uma história infantil, levando para 16 anos para completar a história altamente complexa de O Senhor dos Anéis, então Rayner Unwin, o filho do presidente, responsável por trazer à luz O Hobbit, esteve profundamente envolvido nas fases posteriores da trilogia dos anéis, lidando de forma exemplar com um escritor temperamental e a um certo momento, chegou a oferecer toda a obra a uma editora concorrente que a recusou devido a sua complexidade e extensão.

A famosa trilogia tornou-se uma espécie de culto, houve um momento absurdamente incrível quando O Senhor dos Anéis foi lançado em uma versão pirata em brochura, em 1965, pondo o livro na categoria de compra por impulso, além da publicidade gerada pela disputa de direitos autorais que alertou milhões de leitores americanos para a existência de algo fora da sua experiência predecessora, mas que parecia falar da sua condição. Em 1968, O Senhor dos Anéis quase se tornou a Bíblia da “Sociedade Alternativa”. Tal fato criou sentimentos contraditórios em Tolkien que ficou extremamente lisonjeado e surpreendentemente tornou-se bastante rico, para seu próprio susto, em contrapartida, concebendo uma ideia de uma grande viagem que era ler O Senhor dos Anéis e ingerir L*D, simultaneamente, uma trip recorrente e famosa, como reportaram Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick suas próprias experiências semelhantes com a aclamada obra fílmica 2001: Uma Odisséia no Espaço. Os fãs começaram a criar problemas crescentes e de naturezas das mais absurdas, como aqueles, especialmente da Califórnia, que telefonaram às 19h. (horário deles - 3h da manhã de Tolkien), para exigir saber se Frodo teve sucesso ou fracassou na busca do anel, ou qual era o pretérito da língua fictícia Quenyan lanta, ou se os Balrogs tinham ou não asas, levando o escritor a mudar de endereço, número de telefone e, consequentemente, de cidade, ele e a esposa se mudaram para Bournemouth, um belo resort, embora pouco inspirador na Costa Sul (o “Sandbourne” de Hardy), conhecido pelo número de seus residentes idosos e abonados.

Na década de 1960, Tolkien passa a ser adotado por adeptos da nascente “contracultura”, principalmente por sua preocupação com as questões ambientais. Em 1997, ele ficou em primeiro lugar em três pesquisas britânicas, organizadas respectivamente pelo Channel 4/Waterstone’s, pela Folio Society e pela SFX, a principal revista de mídia de ficção científica do Reino Unido, entre leitores exigentes convidados a votar no melhor livro do século XX. Observe também que seu nome está escrito Tolkien (não se escreve “Tolkein”, anote-se).

Em 29 de novembro de 1971, Edith morreu e Ronald logo retornou a Oxford. Ronald morreu em 2 de setembro de 1973. Ele e Edith estão enterrados juntos em uma única cova na seção católica do cemitério de Wolvercote, nos subúrbios ao norte de Oxford. (O túmulo está bem sinalizado desde a entrada.) A legenda na lápide diz:


Edith Mary Tolkien, Lúthien, 1889–1971

John Ronald Reuel Tolkien, Beren, 1892–1973

Em 1977, seu filho Christopher Tolkien publica postumamente o aguardadíssimo Silmarillion. Em 1980, Christopher passa a publicar uma seleção de escritos incompletos de seu pai de seus últimos anos de vida, sob o título de Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média. Na introdução desta obra, Christopher Tolkien refere-se ao Livro dos Contos Perdidos, “em si uma obra muito substancial, do maior interesse para quem se preocupa com as origens da Terra-média, mas que exige ser apresentada de uma forma longa e complexa, um estudo, se for o caso” (Contos Inacabados, p. 6, parágrafo 1).

As vendas de O Silmarillion e as de Contos Inacabados mostraram que tinha mercado até para este material relativamente obscuro e decidiram arriscar e embarcar neste “estudo demorado e complexo”, provando ser um empreendimento de sucesso. Os editores de Tolkien mudaram de mãos e nomes várias vezes entre o início do empreendimento entre 1983 e 1997, porém o teste do tempo mostrou longevidade à sua obra e outras publicações póstumas surgiram, como Roverandom (1998), Os Filhos de Húrin (2007), Beowulf (2014), Beren e Lúthien (2017) e, mais recentemente, A Queda de Gondolin (2018).

Fonte: J.R.R. Tolkien: A Biographical Sketch, By David Doughan MBE, available at https://www.tolkiensociety.org/discover/biography/



POR QUE TOLKIEN?

No início dos meus 20 anos, meu gosto por hard rock, rock progressivo e heavy metal me levaram a querer saber mais sobre as bandas e, eventualmente, encontrei inúmeras referências das influências sofridas por bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath, Blind Guardian, Marillion, além de outras, que se embasaram na famosa trilogia de Tolkien para escrever suas letras e mesmo nomear as bandas, acredito que não haja outra obra tão influente no mundo do rock e musical em geral, portanto quando houve o lançamento de A Sociedade do Anel, em 2001, fui correndo aos cinemas, mas não resisti e acabei comprando o livro As Duas Torres e depois, obviamente, O Retorno do Rei, parando para ler A Sociedade do Anel somente por último, e na sequência, O Hobbit. Li tudo errado, fora de ordem e eu era péssimo leitor na época, dormia mais do que lia, mas essa obra foi fundamental para me apaixonar por narrativas de peso e classe, como Tolkien a faz com maestria e traços únicos, ele foi o primeiro escritor a me impressionar após Edgar Allan Poe, então aqui traduzo a razão de homenageá-lo com poemas não traduzidos à língua portuguesa, ao menos não encontrei referências.

Espero que vocês os apreciem tanto quanto eu apreciei fazer a tradução. Gostaria que os leitores tivessem contato com Tolkien poeta e não o bardo da Terra-média.

23/07/2024

Não gosto do Chico Buarque, isso é fato, acho que ele é hipócrita quando faz críticas sociais, pois nunca passou por grandes dificuldades na vida, fala de pobreza, de problemas sociais sérios, de socialismo sem ter passado por isso, tudo sentado confortavelmente em um café em Paris, mas vou ter que abrir uma exceção e concordar com a definição dele sobre a SOLIDÃO.

"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer s**o... Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto e circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma."

Francisco Buarque de Holanda (Poeta, compositor e cantor)

22/07/2024

ESTAÇÕES, por J. R. R. TOLKIEN

Nos prados de salgueiros de Tasarinan na Primavera caminhei.
Ah! A visão e o odor da Primavera em Nantasarion!
E eu disse que isso era bom.
No verão, pelos olmos de Ossiriand, vaguei.
Ah! A luz e a música no Verão pelos Sete Rios de Ossir!
E eu pensei que era o melhor.
Às faias de Neldoreth no Outono cheguei.
Ah! O dourado e o rubro e o suspirar das folhas no Outono em Taur-na-neldor!
Foi além do meu desejo.
Aos pinheiros das terras altas de Dorthonion no inverno, escalei.
Ah! O vento, a brancura e os ramos negros do Inverno sobre Orod-na-Thon!
Minha voz aos céus subiu e cantou.
E agora todas essas terras estão sob a onda,
E caminho em Ambarona, em Tauremorna, em Aldalome,
Na minha própria terra, no país de Fangorn,
Onde as raízes são longas,
E os anos mais grossos que folhas
Em Tauremornalomé.


Tradução: Caio A. Zini

Fonte: https://allpoetry.com/poem/8499919-Seasons-by-J-R-R-Tolkien

tolkien.universe

22/07/2024

GATO, por J. R. R. TOLKIEN

O gorducho gato no capacho pode aparentar sonhar com belos ratos que o temem, ou creme;

Mas livre, ele, quiçá, insubmisso, orgulhoso, em pensamento anda, onde alto bradou e lutou seus parentes macilentos e esbeltos, ou no fundo da toca, no Leste, festejou com feras e homens.

O gigante leão com garras de ferro nas patas, enormes e implacáveis presas na sangrenta mandíbula;

O pardo estrelado e escuro, rápido sobre os pés, que, frequentemente, suave do alto, dá um salto sobre sua carne onde as florestas assomam na escuridão — longe agora elas estão, feroz e livre, e domesticado ele vive;

Mas o gorducho gato no capacho, mantido como um animal domesticado, não se faz de rogado.

Tradução: Caio A. Zini

22/07/2024

TODAS AS FLORESTAS DEVEM PERECER, por J.R.R. Tolkien.

Ó Andarilhos na terra sombria,
não vos desesperai!
Por mais trevosas que possam ser, todas as florestas devem desaparecer, finalmente, e ver o sol aberto acima correr: o sol poente, o sol nascente, o dia findo, ou nascendo.

A leste ou a oeste, todas as florestas devem perecer.

Tradução: Caio A. Zini

Fonte: https://readalittlepoetry.com/2022/09/02/all-woods-must-fail-by-j-r-r-tolkien/

̧ão

22/07/2024

A figura do MAGO na literatura fantástica ainda é algo que atrai muitos leitores jovens e maduros. Podemos citar alguns famosos como MERLIM, talvez o mais famoso, presente nas antigas novelas de cavalaria medievais do Rei Artur, contra sua arqui-inimiga, a Fada Morgana; na foto vê-se GANDALF, o cinzento, mago que pertence à ordem dos Istari, da Terra-Média, a qual pertencem RADAGAST, o marrom, SARUMAN, o Branco e mais dois magos, ALATAR e PALLANDO, os azuis, que são apenas citados e não são parte das sagas. Vemos outros mais modernos e tão famosos quanto, como DUMBLEDORE, das histórias de Harry Potter; GLINDA, do Mágico de Oz; DOUTOR ESTRANHO, da Marvel; JOHN CONSTANTINE, da DC; entre outros, mas eles se confundem com magos, feiticeiros e ilusionistas.

Sabe você qual a diferença entre eles?

Vejamos aqui alguns conceitos aplicados aos nomes designados nas literaturas de língua inglesa e que permeiam nossos próprios conceitos diários:

- WIZARD: um homem que possui poderes mágicos, especialmente em lendas e contos de fadas. Usa capuz ou chapéu pontudo (como bruxas ou magos como Merlin e Gandalf);

- SORCERER: uma pessoa que afirma ou acredita ter poderes mágicos, mas faz uso de feitiços, poções, invocações de entidades, de mortos, como um necromante, é um feiticeiro;

- MAGICIAN: uma pessoa sem poderes mágicos; usa cartola, geralmente, e pratica ilusionismo, não magia, que realiza truques de mágica para entretenimento; uma pessoa com habilidade excepcional em uma área específica.

Lembrando que estes "usuários da magia", se posso assim dizer, podem ser bons ou maus. Não se esquecer dos magos mais antigos do mundo, os tribais e que andam muito presentes nas culturas africanas, americanas e na própria cultura europeia de origem nórdica, sendo Odin considerado um dos mais poderosos, falo aqui da figura do XAMÃ, mas isso é tema para outra postagem.

E aí? Qual seu(sua) mago(a) preferido?

20/07/2024

Logo de manhãzinha ela prepara o café como ele gostava, puro, pouco açúcar. O preparo ela fazia ouvindo músicas que ele ouvia pelas manhãs e que ela aprendeu a gostar, mesclando com aquelas que ela o fez gostar ao longo do tempo, as preferidas dela que ele pedia que ela cantasse junto porque simplesmente amava ouvir seu sotaque e seu ritmo próprios, aquele jeitinho que o fez amá-la em todas as suas células do corpo. Entre os dois sempre houve um mútuo compartilhamento de ideias, de risadas, de histórias da vida, de folias, de alma. Enquanto as músicas tocavam ao fundo, ela dançava e cantava só, como se sentado alí ele estivesse a observá-la e achar graça, comme d'habitude. Café pronto. Ela se senta e se serve em sua mesma cadeira, ao mesmo tempo que observa a dele, vazia, ausente. A data presente era a que eles se falaram pela primeira vez que foi durante a faculdade, em uma conversa despretensiosa e sobre amenidades do curso, então desde esse dia algo nasceu, se desenvolveu e se transformou. Sempre nesta data ela sofre com o vazio deixado por ele, pela falta das conversas, do carinho, dos momentos íntimos, de simplesmente estarem juntos, mesmo que em locais diferentes, de se sentirem telepaticamente.

Deixa a cozinha e vai passear naquele quarto transformado por ele em escritório, onde costumava escrever e trabalhar, às vezes, bisbilhotava um livro, pois tempo para ler era escasso e geralmente ele caía no sono e o livro no chão, levando uma vida para terminá-lo. Ela olha para o livro inacabado que ele deixou por ler sobre a escrivaninha e o abre na página com o marcador, exatamente onde ele parou, e pela enésima vez ela o terminara, fazendo o que ele não pudera, eis que, de repente, um quadradinho dobrado cai da contracapa, era um bilhete que ele fez a ela, declarando seu amor, sabe-se lá de quando, mas interminada, ele era lento a escrever no que tangia aos seus sentimentos por ela. Surpresa e emocionada, lágrimas ela verte e molham o papelzinho, dobra-o novamente e o põe de volta na contracapa.

Lentamente ela se levanta, passa a mão pelos móveis empoeirados que incapaz foi de limpá-los e de mover qualquer simples objeto que ele tenha tocado lá dentro, assim tem sido desde sua partida. Ela olha os quadros com as fotos dos dois em várias viagens que ele mantinha espalhadas pelo pequeno cômodo, momentos felizes e de descoberta, assim ela lentamente se despede e fecha a porta devagarinho, como ela costumava fazer para não atrapalhá-lo. Silêncio.

Ausência, o vácuo deixado pela alma companheira. Luto, a incompreensão da partida da pessoa amada, venerada. Ambos sentimentos se misturam, se complementam na eterna sensação de incompletude, de deslocamento, um vazio imensurável que se faz doer com mais intensidade nos momentos mais solitários do ano. A luz se esmaece e o vento sopra lá fora varrendo as folhas secas no quintal.

Eis aqui o que ele dizia a ela no bilhetinho:

"Morgane, querida mulher, amante, companheira, confidente, amiga de jornada. Saiba o quanto é difícil expressar meus sentimentos, me abrir, mesmo que seja para você, a pessoa que amo e venero mais do que tudo. Adoro ver seus cabelos vermelhos flamejantes ao vento, esvoaçantes, adornando esse lindo rosto anguloso com lábios finos e sorriso ora de menina faceira, com ares de mistério e enigma, ora de menina danada, querendo mais do que dengo, de qualquer forma, me fascina, me acelera o coração e me acende o desejo. Em seus olhos eu vejo uma velha alma de 3.000 anos, assaz inteligente e sensível, que sabe sempre a palavra certa e na hora, mescla uma certa dose de melancolia com uma paixão pela vida, por vezes um paradoxo, amando a folia e o silêncio, todos esses detalhes continuam sendo o segredo do que sinto por você e garanto que se morrer hoje e nos encontrarmos de novo em outra vida, vou te reconhecer, mesmo que seja eu uma mulher e você um homem, seu olhar é a assinatura de sua alma, vou me apaixonar por você quantas vezes nossos olhares se cruzarem, em qualquer universo, realidade ou tempo, somos atemporais, nosso coração bate em uníssono, amalgamados".

05/07/2024 - Caio A. Zini

ELECTRIC HENDRIXLAND - Jimi Hendrix 1st Chapter 05/04/2024

Dear readers who love music. Here's a little experience of mine writing about music, so I chose to write about some Jimi Hendrix songs, my favourite musician and band, The Jimi Hendrix Experience. If you are iterested to take a look at it, please be my guest. Comments, good or bad, are always welcome.

ELECTRIC HENDRIXLAND - Jimi Hendrix 1st Chapter OBS: This article has not been revised, it was written in one shot, so you're going to find some grammar mistakes. My apologies. ...

25/03/2024

¿POR QUÉ LA CIUDAD DE NUEVA YORK SE LLAMA GOTHAM? UN APODO CON UN MILENIO DE HISTORIA.

Cada vez que escuchamos la palabra "Gotham", muchos de nosotros probablemente pensamos en Batman y el universo de DC Comics. Gotham City fue el hogar de Batman y apareció por primera vez en los cómics a partir de 1940. Gotham City, cuya atmósfera y apariencia fueron influenciadas por Nueva York. La infraestructura de la ciudad en realidad toma su nombre de una tienda llamada Gotham Jewelers. Como escribe el cocreador de Batman Bill Finger: "Hojeé la guía telefónica de la ciudad de Nueva York y vi el nombre 'Gotham Jewelers' y dije: 'Eso es', Gotham City".

Sin embargo, la aparición de este apodo neoyorquino se remonta a un número del 11 de noviembre de 1807 de Salmagundi, una revista satírica escrita por el escritor estadounidense Washington Irving, su hermano William y el autor James Kirke Paulding. Salmagundi satirizó la cultura, la política y los residentes de la ciudad de Nueva York. Al describir Gotham, Irving señaló que Gotham era una ciudad “antigua”, “amante de las maravillas” y “más ilustrada” cuyos “habitantes inteligentes prodigan su atención con un discernimiento tan maravilloso”. Irving también recurrió a la sátira en su Historia de Nueva York, cuyo narrador Diedrich Knickerbocker, que da nombre al término para referirse a un nativo de Nueva York, mezcla realidad y ficción para burlarse de Nueva York.

El término "Gotham" en la sátira de Irving no fue elegido de una guía telefónica como Gotham City. La descripción que hace Irving de los residentes de Gotham como “gente engreída y tonta”, según Edwin G. Burrows y Mike Wallace en "Gotham: A History of New York City to 1898", en realidad es paralela a los residentes ingenuos e idiotas de la aldea medieval de Gotham en el condado inglés de Nottinghamshire. El nombre Gotham en realidad significa "hogar de cabras" en inglés antiguo, y el pueblo todavía existe hoy, hogar de aproximadamente 1.600 personas.

Fuente: https://untappedcities.com/.../why-is-new-york-city.../

Tarwa N-Tiniri - Tenere ( Feat. Nukad) (Official Video) 20/03/2024

Amazing songs from the people living in Ténéré (it means desert in the region from Niger to Chade).

Tarwa N-Tiniri - Tenere ( Feat. Nukad) (Official Video) “Tenere“ featuring Nukad is from the new Tarwa N-Tiniri album “Akal“ out on 5 April 2024Your memory feels like home to me,So whenever my mind wanders, it alw...

21/02/2021

INTERVIEW #3 - ABOUT THE BRAZILIAN POET ÁLVARES DE AZEVEDO WITH THE RESEARCHER LUCIANA FATIMA

Leaving the world of translations for an instant, I bring to this third interview the researcher Luciana Fatima who I had the pleasure of meeting her on Instagram after making a post about an excerpt of the work Night in the Tavern, by the great Brazilian poet, Álvares de Azevedo, a poet that was born in São Paulo, but carioca at heart who unfortunately could not complete his law studies at the Law School of USP (University of São Paulo) , better known as the Law School of Largo São Francisco, reaching the 4th of 5 years of classes, but due to his premature death at his 20 years old, whose reasons are still debatable and uncertain, he did not have the opportunity to know whether he would pursue this career or to which he came by vocation, that would be Literature. A spectacular writer who, in very short time of life period, wrote important works that are objects of study until nowadays, among them, the most remarkable are: Lira dos Vinte Anos (Lyre of the Twenty Years Old), Macário and Noite na Taverna (Night in the Tavern), still leaving fragments of poetry and texts that are researched and perhaps they see the light at some future day. Belonging to the school of ultra-Romanticism, the second phase of Brazilian Romanticism, we can include it in the group of the cursed poets because he not only stuck to the ultra-romantic style, he already sailed through symbolist and modernist seas, demonstrating very strong ability for prose, in addition to poetry, being undeniable his literary heritage that passes from generation to generation and keeps his name more alive than ever.

Read the complete interview in the link below:

https:// brazilianinversion. blogspot. com/2021/02/interview-3-about-brazilian-poet.html

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