DoSanto
Site de cultura e moda de temática afro-brasileira.
O culto de matriz africana ou afro-brasileira, e o Candomblé e a Umbanda em particular, empresta a seus devotos maneiras de pensar e modos de vida cotidianos: o vestir, o comer, o falar, tudo é influenciado pela religião. A DoSanto vem materializar este modo de vida do Povo do Santo na forma de roupas e acessórios que expressem esta cultura, com a pesquisa de materiais, formas, cores e símbolos, deixando para trás o terreno raso do estereótipo e voltando-se à riqueza do arquétipo dos Senhores das Cabeças dos Seres Humanos, os Orixás.
Os antigos mitos iorubanos contam que Oxaguiã era um grande guerreiro, mas toda vez que acabava uma campanha de guerra, o deus iorubá só pensava em voltar para o seu povo. Seu pensamento ia longe, e ele sofria com a saudade, até que ele decidia voltar para Elejibô.
Antes de partir, ele sempre deixava uma tarefa para o povo. Na estrada, imaginava como seu povo teria alcançado o progresso, realizando as tarefas que ordenara.
O povo de Elejibô recebe seu rei com alegria. Fazem festa! Oxaguiã está feliz em ver seu povo.
Seu reino progrediu. Os aldeãos contam as novidades. Levam seu rei para ver o muro que ele mandou eles construírem antes de partir para a guerra. Ele faz pressão sobre o muro, que não resiste ao teste de Oxaguiã. Oxaguiã faz seus filhos reconstruírem o muro. De formas diferentes. Ensina técnicas novas. Eles refazem todo o trabalho. Sem reclamar.
Quando acabam a obra, chamam seu rei para ver o resultado. Mas o muro não resiste. Oxaguiã põe o muro abaixo. Novamente. Eles refaziam todo o trabalho. Oxaguiã derrubava o muro.
Novamente.
Foram muitas as tentativas, mas uma vez os filhos do rei terminaram a obra, e Oxaguiã foi conferir o resultado. Ele testa a firmeza do muro. O muro resiste. O Deus vivo comemora o sucesso de seu povo.
Estão em festa, felizes. Sem saber que iriam entrar para a história como grandes construtores da humanidade.
Para além das lendas, ao sul da atual Nigéria, os antigos povos africanos ergueram Yanuwo,
a grande muralha do atual Benin. Com 16 mil quilômetros de extensão, Yanuwo perde apenas para a grande muralha da China.
Epa Baba!
Epa Orisha!
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fala de Ogum e veste .brasil
Do ponto de vista antropológico, Ogum ocupa um lugar central na formação das sociedades iorubás. Senhor do ferro, da metalurgia e das tecnologias que transformam a natureza, ele simboliza a passagem de uma humanidade que apenas habita o mundo para uma que o constrói. Seu culto está ligado ao surgimento das ferramentas, da agricultura e da guerra organizada, dimensões fundamentais para a consolidação de comunidades complexas na África Ocidental. Não por acaso, há indícios de que Ogum tenha sido a primeira divindade cultuada entre os iorubás, justamente por representar o domínio técnico que garante sobrevivência, expansão e ordem social. Mais do que um orixá guerreiro, Ogum é a própria ideia de civilização, aquele que abre caminhos físicos e simbólicos para a vida coletiva existir.
Mas Ogum também revela uma ética profunda sobre responsabilidade e consequência. Seus mitos mostram que a mesma força que constrói também pode destruir, e é nesse equilíbrio que reside sua potência. Pensar Ogum é refletir sobre ação, escolha e compromisso com o coletivo. Se você quiser se aprofundar nessas leituras e compreender como a filosofia dos orixás dialoga com o nosso presente, o meu livro “Na Trilha dos Orixás” está disponível e propõe esse mergulho entre ancestralidade e vida contemporânea.
Ogun, conhecido como "o grande asiwaju", o que vem na frente, o que abre os caminhos, é o orixá primogênito na criação do universo. Foi agricultor, caçador, guerreiro e ferreiro. O ferro é seu elemento.
Sua cor é o azul escuro ou o verde. Seu dia a terça-feira. Sua ferramenta o ada, uma espada.
Ogum cria a forja
Ogum foi consultar Ifá, pois queria saber como poderia se tornar rei de sua aldeia, e Ifá lhe indicou que fizesse uma oferenda.
Passado algum tempo e não tendo Ogum conseguido o que queria, ele retornou a Ifá, que lhe recomendou que refizesse a oferenda. Depois, deveria esperar a próxima chuva e procurar um lugar onde a água tivesse carregado a escavado a terra. Ali deveria pegar a negra areia fina resultante da erosão e colocá-la no fogo.
Ogum fez a oferenda e queimou a areia, que, para sua surpresa, se transformou em ferro depois de esfriar. Era o material mais duro que ele conhecia, mas era maleável enquanto estava quente. Primeiro Ogum forjou um tenaz com o ferro, que é um alicate que serviria para retirar o ferro ainda quente do fogo. Agora seria mais fácil de manejar a massa incandescente e forjar outras ferramentas. E ele assim fez.
Com as ferramentas de Ogum a vida material ficou mais fácil, e todos prosperaram. Já se podia derrubar uma mata mais facilmente. Já se podia arar a terra mais facilmente. Tudo graças às ferramentas de Ogum.
Daquela época em diante, Ogum ficou conhecido como Ogum Alagbedé, o ferreiro, e prosperou muito. Era Aquele que Transforma a Terra em Dinheiro.
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Nosso xirê com as estampas DoSanto de Exu a Oxalá.
Axé!
Em pleno Domingo de Páscoa, em programa de audiência máxima da população brasileira, canta "Meia Noite", de contraegun braço e brinco de cabaça, e traz a figura da pomba gira para dançar à tarde na sala da família brasileira.
"Tem que respeitar"
Meia Noite
(Jenni, Fraga, Dash, Dan, Marcelinho, Anitta)
No fim do dia
Noite guia (é)
Sumo na fumaça
É porque tem fogo na barra da minha saia
Bate o vento e o tempo fecha, não me abala
Pemba e pimenta na ponta da minha fala, fala
No pé do ouvido
Me chama pra fazer (uh-uh-uh)
No pé do ouvido
Me chama pra ser seu amor
Depois da meia-noite, eu vou sair
Porque a rua é logo ali, o meu lugar é lá
Deixa ela passar
Prepara pra eu chegar, aceita
Tem que respeitar
Deixa ela passar
Porque quem não deixa se arrepende e quer voltar
Aceita, respeita
(No pé do ouvido)
Me chama pra fazer (uh-uh-uh)
No pé do ouvido
Me chama pra ser seu amor
Depois da meia-noite, eu vou sair
Porque a rua é logo ali, o meu lugar é lá
Deixa ela passar
Prepara pra eu chegar, aceita
Tem que respeitar
Deixa ela passar
Porque quem não deixa se arrepende e quer voltar
Aceita, respeita
Depois da meia-noite, eu vou sair
Porque a rua é logo ali, o meu lugar é lá
Deixa e
O vídeo está disponível gratuitamente na GloboPlay (https://globoplay.globo.com/v/14496630/)
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Veja aqui nosso xirê, de Exu a Oxalá, nas estampas de Orixá da DoSanto.
Axé!
Veja o nosso xirê, de Exu a Oxalá, nas nossas camistas com estampas de Orixás.
Axé!
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Telefone
Endereço
Realengo, RJ
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