SEPE RJ - Oficial
✏️ Sindicato Estadual dos Profissionais
da Educação do Rio de Janeiro
Sepe-RJ | Na luta desde 1977 Afinal, o antigo Cep é ou não é nosso sindicato de fato?
Com o direito de sindicalização para o funcionário público, conquistado na nova Constituição, em 1988, abriu-se uma certa confusão em nossa categoria. O termo "sindicato" significa a entidade que representa os interesses de uma dada categoria de trabalhadores. Na história do Brasil, no entanto, o Estado procurou, desde Vargas, controlar e domesticar os sindicatos, intervindo na sua vida cotidiana, controlando suas finanças, cassando suas diretorias quando necessário. Isso não impediu, de qualquer forma, que alguns sindicatos oficiais conseguissem, na prática, uma certa autonomia e representassem de maneira autêntica suas categorias, como o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e outros, inclusive no Rio de Janeiro. Quanto à proibição de sindicatos oficiais de funcionários públicos, o argumento(fascista) se baseava na pretensa neutralidade das estruturas do Estado: se o Estado não é patrão, se ele não é adversário dos trabalhadores, por que razão os funcionários públicos precisariam de um sindicato? Para protege-los contra quem? Pois bem, antes mesmo que fôssemos atacados pelas bombas do governador Moreira Franco, em 1986, esta argumentação já havia sido completamente desmoralizada e ridicularizada. Durante anos, portanto, os professores públicos possuíram associações que, na prática, se construíram como sindicatos livres da tutela do Estado: este é o caso do Sepe/RJ. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação se legitimou no dia-a-dia das lutas travadas pelos educadores do Rio de Janeiro. E a sua história revela um pouco dos passos que a categoria deu até conquistar legalmente seu sindicato. Em 1977 era criada a Sociedade Estadual dos Professores (Sep), que, em 24/07/79. se fundiu com a União dos Professores do Rio de Janeiro (Uperj) e com a Associação dos Professores do Estado do Rio de Janeiro (Aperj), criando o Cep - Centro de Professores do Rio de Janeiro, uma entidade que se tornou referencial de luta e organização dos educadores fluminenses. O ano de 1979 foi um marco na história do Sepe, quando conseguiu conquistar um piso salarial equivalente a cinco salários mínimos, numa greve considerada histórica para o movimento. Nesse período, o governador Chagas Freitas mandou fechar a entidade, mas não conseguiu calar nossa voz nem frear nossa ação. Em 1986, novo marco na luta do sindicato. Em greve, 25 mil professores, no Maracanãzinho, conquistaram um plano de carreira que regulamentava o enquadramento por formação, progressão e controle, pela categoria, da aplicabilidade do plano. Em razão da exclusão dos aposentados nesse plano, surgiu a primeira comissão de aposentados do Sepe que, junto à direção do sindicato, ampliou a luta e conseguiu, em 1987, a almejada paridade. Em 1987, depois de várias discussões em anos anteriores, foi aprovada, no dia 30 de outubro, no terceiro congresso da entidade – a ampliação do quadro de sócios, incluindo os demais profissionais de educação que não eram professores. A entidade passou a se chamar, então, Cepe – Centro Estadual dos Profissionais de Educação. O novo Cepe, já em 1988, dirigiu a primeira greve conjunta do magistério e dos funcionários administrativos no Rio. A partir de cinco de outubro de 1988, com a nova Constituição Federal, os funcionários públicos passaram a ter direito à sindicalização. O então ainda Cepe realiza, em dezembro de 1988, sua primeira Conferência de Educação, aprovando, a partir desta data, chamar-se Sepe – sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, decisão esta referendada no IV Congresso, em 1989. Hoje, possui todos os documentos necessários ao reconhecimento do seu caráter sindical.
📣 Rodrigo Santos, representante dos 1.650 profissionais de apoio inclusivo há mais de dois meses e meio desligados por empresa que prestava serviço à Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro - Seeduc RJ, denuncia a irregularidade no tratamento da Secretaria aos direitos trabalhistas da categoria.
O Sepe vem recebendo denúncias sobre a falta de profissionais de apoio escolar para estudantes da Educação Especial da rede estadual. O contrato com a empresa que disponibilizava cuidadores para alunos com autismo e outras deficiências terminou em julho. Enquanto o governo estadual demora para resolver a situação, famílias relatam que estudantes estão sem o acompanhamento necessário para alimentação, higiene, locomoção, comunicação e participação nas atividades escolares.
O Sepe exige uma solução para a demanda destes trabalhadores. Também defende que o atendimento seja estruturado por meio de servidores públicos concursados, com condições de trabalho e formação adequadas, garantindo continuidade e qualidade no serviço público. É responsabilidade do governo estadual assegurar a presença de profissionais suficientes nas escolas e não permitir que estudantes com deficiência sejam prejudicados pela falta de planejamento e pelos atrasos administrativos.
30/09/2026
📣 Reportagem do portal do Jornal O Globo de hoje (30/09) apresenta uma série de denúncias a partir de investigações e auditorias efetuadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governador em exercício Ricardo Couto em contratos da gestão do ex-governador Cláudio Castro, em especial na SEEDUC, sob a gestão da ex-secretária Roberta Barreto. Segundo a matéria, o GSI estima que até R% 1,6 bilhão em contratos de obras e serviços da Secretaria de Estado de Educação contenham indícios de fraude e, até mesmo, de formação de cartel.
Segundo o Globo, com base em informações do governo estadual os contratos foram suspensos para reavaliação. A suspeita é de que 95% das 1.241 escolas estaduais tenham contratado obras de forma irregular, segundo o Gabinete de Segurança do governador em exercício.
A reportagem mostra que entre os indícios de atos ilícitos há dispensas de licitação – uma prática recorrente durante a gestão de Barreto à frente da SEEDUC e alvo de diversas investigações do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público Estadual, como no caso das compras de livros paradidáticos – para reformas na unidades escolares, os quais, pelos valores envolvidos, não poderiam ter sido feitas. Desde 2022, uma resolução do então secretário Alexandre Valle criou um teto de R$ 880,00 para despesas de emergência.
Ainda de acordo com a reportagem do Portal do Globo, as investigações e auditorias apontam para a suspeita de existência de um cartel em vários contratos analisados, um suposto esquema de cartas marcadas para vencedores tocarem reformas em unidades educacionais.
Um dos exemplos apontados mostra uma escola cívico-militar de Realengo, que deveria ser inaugurada no início de 2026, mas no local só existe refugo de obras espalhado.
(...)
🌐 Leia matéria completa: https://seperj.org.br/o-globo-devassa-na-seeduc-em-contratos-de-obras-na-gestao-claudio-castro-roberta-barreto-apontam-para-formacao-de-cartel-contratos-sem-licitacao-e-interferencia-de-politicos/
📣 Profissionais da Educação da rede estadual realizaram ato público nesta terça-feira (29), em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para cobrar o atendimento da pauta de reivindicações que vem sendo negociada com o governador em exercício, Ricardo Couto. A manifestação também denunciou a aprovação, pela Alerj, de projeto de autoria do então governador Cláudio Castro que autorizava a retirada do Rioprevidência de recursos provenientes de royalties e participações especiais do petróleo.
Dezenas de profissionais participaram da manifestação. A categoria está em estado de greve e reivindica o atendimento de uma pauta econômica, além de questões de caráter pedagógico.
ATUALIZAÇÃO:
A reunião desta terça-feira, 29, foi desmarcada. O Sepe está buscando nova data.
No dia 7 de outubro, será realizada uma paralisação de 24 horas, com assembleia geral, em local a confirmar, às 11h, e ato público no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ/RJ), às 14h.
Relato de uma experiência de escuta em um colégio da rede estadual
Com:
> Daniela Couto (Professora de História e Sociologia da rede estadual)
> Cléber Gonçalves (Professor de Geografia, especialista em ciências políticas e públicas)
> Felipe Salvador Grisolia (Professor Adjunto do Instituto de Psicologia da UERJ)
Terça-feira, 29 de setembro, 19 horas
TV Sepe
29/09/2026
📣 Profissionais da Educação da rede estadual realizaram ato público nesta terça-feira (29), em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para cobrar o atendimento da pauta de reivindicações que vem sendo negociada com o governador em exercício, Ricardo Couto. A manifestação também denunciou a aprovação, pela Alerj, de projeto de autoria do então governador Cláudio Castro que autorizava a retirada do Rioprevidência de recursos provenientes de royalties e participações especiais do petróleo.
Dezenas de profissionais participaram da manifestação. A categoria está em estado de greve e reivindica o atendimento de uma pauta econômica, além de questões de caráter pedagógico.
ATUALIZAÇÃO
A reunião desta terça-feira, 29, com o governador foi desmarcada. O Sepe está buscando nova data.
No dia 7 de outubro, será realizada uma paralisação de 24 horas, com assembleia geral, em local a confirmar, às 11h, e ato público no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ/RJ), às 14h.
📣 Historiador e jornalista, Hiran Roedel participou da mesa "Ditadura Nunca Mais: Ainda estamos aqui!", no 45º Encontro de Aposentados(as) da Educação, debatendo os desafios da conjuntura atual e a memória da ditadura militar.
29/09/2026
📣 Mais uma operação policial no Complexo da Maré, no início da manhã de ontem (28/09)) deixou pelo menos 16 pessoas baleadas e pelo menos três homens mortos, após diversos tiroteios e apreensão de grande quantidade de armamento e dr**as. Por causa desta operação, informações da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro dão conta que 41 escolas municipais não abriram ontem. Também fecharam as portas 4 unidades de saúde básica na região.
Das 13 pessoas feridas a bala durante a operação policial e os confrontos com os traficantes locais, dois adolescentes, de 15 e 12 anos ficaram feridos e foram atendidos em hospitais públicos da região.
O Sepe lamenta a perda de vidas e os confrontos em localidades mais carentes que sempre resultam em ferimentos e, muitas vezes na morte de inocentes. Mais ainda quando se trata de jovens em idade escolar que tombam em meio aos tiroteios que acontecem neste tipo de operação, muitas vezes mal planejadas e em horários de circulação da população a caminho do trabalho ou das escolas.
28/09/2026
📣 Nós, profissionais da Educação Pública da Rede Municipal do Rio de Janeiro, reunidos em Assembleia, no dia 26 de setembro de 2026, reafirmamos nosso compromisso com a classe trabalhadora, com a escola pública, com os direitos sociais e com a democracia.
Nas eleições de 4 de outubro, estarão em disputa diferentes projetos de sociedade e, consequentemente, diferentes concepções sobre o papel da educação, do Estado e dos direitos individuais. Por isso, posicionamo-nos contra o avanço da extrema direita e de projetos autoritários que ameaçam conquistas democráticas e sociais.
Defendemos a eleição de Lula na atual conjuntura, pois isso significa garantir que a organização dos movimentos sociais, o livre direito à manifestação, a participação política e a liberdade de expressão, bem como o ambiente escolar como espaço de pluralidade, conhecimento e formação cidadã continuem em vigor.
Defendemos que a escola deve permanecer pública, laica, tornar-se de fato inclusiva, comprometida com a ciência, a cultura e o pensamento crítico e movida pela gestão democrática. O trabalho educativo não pode ser reduzido à obediência ou ao cumprimento mecânico de metas. Assim, rejeitamos o modelo de escolas cívico-militares, projeto da extrema direita.
Além disso, a transformação de profissionais da educação em alvos políticos e o discurso da “doutrinação” criam um ambiente de intimidação incompatível com a educação democrática. A escola precisa poder discutir desigualdade, racismo, violência, diversidade e direitos humanos com base no conhecimento e no diálogo.
A liberdade de ensinar e aprender é condição para uma educação verdadeiramente crítica.
Assim, a defesa da escola pública está ligada à defesa dos trabalhadores que a constroem. Defendemos concurso público, carreira, salários dignos, respeito à jornada, liberdade sindical, direito de greve e condições adequadas de trabalho. Rejeitamos a transformação da educação em mercado, a precarização do serviço público e a transferência de responsabilidades do Estado para interesses privados.
(...)
🌐 Leia o manifesto na íntegra: https://seperj.org.br/manifesto-da-assembleia-da-rede-municipal-de-educacao-rj-contra-a-extrema-direita-e-o-autoritarismo-defendemos-a-eleicao-de-lula-no-1o-turno/
25/09/2026
CARTA ABERTA AOS CANDIDATOS E À POPULAÇÃO DO ESTADO DO RIO
Por uma Educação Pública, democrática, inclusiva e valorizada: direito do povo, dever do Estado!
📑 O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE-RJ) apresenta aos candidatos ao governo e ao parlamento e, também, à população do Estado do Rio de Janeiro, esta carta aberta na qual trazemos os principais desafios para que a educação pública seja de qualidade e para todos em nosso estado.
📗 Conheça as propostas para superar a crise da Educação Pública.
👍Vote em candidatos que defendam esta plataforma.
(Atualizada em 28/09/2026)
25/09/2026
📣 No dia 26 de setembro, às 10h, estava marcada uma Plenária Estadual dos funcionários da FAEP/FAETEC, no Auditório Marco Tulio Paolino, na sede do Sepe Central.
O Sepe comunica que a reunião foi cancelada.
Aguarde novas informações!
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