Projeto Bicho-Folha
O Projeto Bicho-Folha é um projeto de extensão universitária da Unesp, campus de Assis. Tem como
11/08/2023
Os peixes elétricos da Bacia Amazônica são muito diversificados, sendo compostos por bagres (catfish), enguias, raias, etc. Todos, obrigatoriamente, possuem um órgão elétrico.
⁉️ O que é esse órgão?
No geral, se trata de uma especialização de células musculares em elétricas, podendo ocorrer também com neurônios.
⁉️ Funcionamento:
Nos pulsadores (enguias elétricas), ocorrem descargas intensas de aproximadamente 500V, com uma frequência de pulsar baixa e, por vezes, inconstante. Já nos onduladores, a descarga é fraca e constante, criando um campo elétrico ao seu redor. Ambos precisam de comandos do sistema nervoso para realizarem as descargas elétricas.
⁉️ Alimentação:
A maior parte dos peixes elétricos é carnívora, variando a dieta de insetos e crustáceos até peixes relativamente grandes.
‼️ Curiosidade:
Os campos elétricos ajudam na localização e reconhecimento do ambiente. Assim, algumas espécies "enxergam" no escuro através de sua eletricidade.
REFERENCIAS:
BULLOCK, T. H. et al. Aspectos do uso da descarga do órgão elétrico e eletrorrecepção nos Gymnotoidei e outros peixes amazônicos. Acta Amazônica. 549-573, 1979.
18/07/2023
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30/05/2023
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19/01/2023
A hidrocoria é a dispersão de frutos, sementes ou unidades vegetativas por meio da água. Esse tipo de dispersão tem grande importância na distribuição espacial, tamanho e riqueza de espécies, principalmente em comunidades ribeirinhas e pantanosas de plantas. As ações do homem somadas às alterações climáticas resultam em condições que ameaçam a hidrocoria e sua importância nos ecossistemas.
A imposição de barreiras físicas, por exemplo, prejudica a ocorrência deste fenômeno. Por outro lado, o aumento de inundações repentinas é vantajoso para as plantas, por representar mais oportunidades de dispersão.
E você, já tinha ouvido falar em hidrocoria? Conta para a gente nos comentários!
Figura da capa: © Fenkie Sumolang, via Dreamstime.
Figura final: © Jardim Botânico Municipal de Bauru, via J. B. M. De E Bauru Blogspot.
As demais figuras creditadas na imagem.
Referências:
NILSSON, C., et al. 2010. The role of hydrochory in structuring riparian and wetland vegetation. Biological Reviews, Cambridge Philosophical Society, vol. 85, p. 837-858.
PIJL, L. Principles of Dispersal IN Higher Plants. Edição 1. Springer-Verlag Berlin Heidelberg, 1969. p. 19-76.
19/01/2023
12/01/2023
O bicho da vez é a Cobra-Cipó🐍
Esta espécie brasileira pertence à ordem Squamata, lagartos e cobras, e à família Colubridae, possuindo ampla distribuição em algumas regiões brasileiras e em outros países da América do Sul. Além disso, podem ser encontradas habitando galerias em ambientes naturais, florestas costeiras, florestas tropicais, e florestas subtropicais mesofíticas decíduas, ou seja, que apresentam queda de folhas em estações específicas do ano.
Quando precisam predar algum animal para sua alimentação, essas serpentes elevam a parte superior do corpo, em seguida, inflam e achatam o pescoço, abrindo a boca para executar o bote.
Um dos membros do nosso projeto já pôde trabalhar com esta espécie. Ele registrou ela se alimentando de um sapo, na hora não parecia nada demais, mas ao perguntar para um amigo para identificar a cobra, ele notou que ninguém havia visto esta espécie de serpente se alimentando daquela espécie de sapo e juntos escreveram e publicaram um artigo sobre. Ficou interessado? Leia o primeiro artigo nas referências.
Você já encontrou essa espécie por aí? Conte para a gente nos comentários :)
📍Referência
Almeida, L D S; De Almeida, L H; Pedrozo, M & Moroti, M D T; 2018. Chironius bicarinatus (Two-headed Sipo) Diet. Herpetological Review 49 (4): 750. Disponívem em: http://reptile-database.reptarium.cz/species?genus=Chironius&species=bicarinatus. Acesso em: 20 set. 2020.
Imagem: Miguelrangeljr CC BY-SA 4.0
20/12/2022
Os animais são importantes dispersores de frutos e sementes! A dispersão feita por eles é chamada zoocoria que pode ser por carregamento, espalhamento ou ingestão e defecação ou regurgitação das sementes. Um exemplo é a endozoocoria que tem grandes resultados na germinação de sementes no ambiente - estudos feitos com mico-leão-preto mostram que, quando o animal ingere a semente, a sua passagem pelo trato digestório auxilia na quebra da dormência. A dispersão é fundamental para a colonização e o estabelecimento das plantas em novos habitats!
E aí, você já tinha ouvido falar nesses tipos de dispersão??
Foto 1. Tucano se alimentando por Renato Capello, via Wikimedia Commons.
Foto 2. Gralha azul por Miriam Souza, via Wikimedia Commons.
Foto 3. Saruê comendo manga por Cristofer Martins, via Wikimedia Commons.
Foto 4. Sementes de Polyalthia simiarum dispersas por civetas na Reserva Pakke Tiger, Índia por Nandini Velho, via Wikimedia Commons.
Foto 5. Sementes espinhosas com ganchos em uma cabra por Sridhar Rao, via Wikimedia Commons.
Foto 6. Dispersão de sementes de dente-de-leão por Alex Valavanis, via Wikimedia Commons.
Referências:
Alcolea, Mirela. Dispersão de sementes pelo mico-leão-preto, _Leontopithecus chrysopygus_ (Primates, Callitrichidae) em um fragmento de Mata Atlântica. 2016. 1 CD-ROM. Trabalho de conclusão de curso (bacharelado - Ciências Biológicas) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Instituto de Biociências de Botucatu, 2016. Disponível em: .
Dispersão. Anatomia Vegetal. Uberlândia, [s.d]. Disponível em:. Acesso em: 30 de novembro de 2022.
Stefanello, Daniel et al. Síndromes de dispersão de diásporos das espécies de trechos de vegetação ciliar do rio das Pacas, Querência - MT. Acta Amazonica [online]. 2010, v. 40, n. 1 [Acessado 13 Dezembro 2022], pp. 141-150. Disponível em: . Epub 06 Maio 2010. ISSN 1809-4392. https://doi.org/10.1590/S0044-59672010000100018.
03/12/2022
No post de hoje iremos falar sobre o ramo da biologia que estuda os peixes, a ictiologia. Vamos conhecer um pouco mais sobre?
Os peixes sem mandíbulas, representados pelas lampreias e peixes-bruxas, possuem uma boca de formato circular, semelhante a uma ventosa com dentes ao seu redor; suas mandíbulas possuem uma grande capacidade de sucção capaz de abrir feridas em outros animais; já seu corpo lembra o formato de um verme alongado e não apresenta escamas.
Os peixes cartilaginosos, representados pelas arraias e tubarões, geralmente possuem um tamanho grande, o que acaba aumentando a chance de capturar peixes menores e reduz a vulnerabilidade a possíveis predadores; outra grande característica é a sua grande mobilidade. Ao contrário de seus primitivos, os cartilaginosos atuais evoluíram para possuir uma grande mobilidade e menor gasto energético. Uma curiosidade sobre a sua predação é que seus dentes possuem uma substituição rápida, ou seja, são continuamente repostos.
Os peixes ósseos são o grupo mais numeroso e diversificado, podendo variar de habitat aquático marinho ou de água doce. Como eles são um grupo grande, não é possível citarmos uma característica que os define como um todo, logo, iremos citar as características gerais. Sua pele é coberta por escamas ósseas, elas não são substituídas se forem perdidas; possuem uma bexiga natatória para flutuação (em alguns casos usam para
respiração aérea); seus dentes ao contrário dos peixes cartilaginosos não são repostos e possuem tamanho e função variados.
Os peixes são uma importante fonte de alimento para o consumo humano e o mercado de peixe movimentou cerca de 400 bilhões de dólares em 2020. Em 2019 o mercado brasileiro produziu 579 mil toneladas de peixes (por piscicultura), porém cerca de 60% dessa produção corresponde a Tilapias, uma espécie exótica! Logo se faz necessário o avanço nos estudos de ictiologia no país, para compreendermos o impacto dessa produção nos ecossistemas brasileiros. Visando um desenvolvimento sustentável e eficiente.
Fontes:
FAO, FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS. The state of world fisheries and aquaculture Sustainability in action. Roma, 2020. 244p.
23/11/2022
As plantas apresentam inúmeras adaptações para proporcionar o sucesso das suas sementes. Algumas dessas características permitem com que os biólogos classifiquem seus frutos e sementes em quatro grandes grupos: as anemocóricas, carregadas pelo vento; as zoocóricas, carregadas pelos animais; as hidrocóricas, carregadas pela água; e as autocóricas, carregadas por um mecanismo da própria planta!
As plantas anemocóricas podem ser caracterizadas pelas sementes muito pequenas (como as orquídeas), frutos com papus plumosos (como o Dente-de-leão), com frutos alados (como o Araribá) ou sementes aladas (como o Jequitibá-rosa).
Existe uma enorme diversidade de padrões e de formatos. Você já viu um fruto ou semente com essas características pela sua cidade? Conta para a gente!
Foto 1. Dente-de-leão por Alexa Fotos, via Pixabay.
Foto 2. Fruto e sementes de Jequitibá-rosa, via Árvores do Brasil.
Foto 3. Frutos de Araribá por João Medeiros, via Wikimedia Commons.
Foto 4. Dente-de-leão por Strh, via Pixabay.
Referências:
CAMARGO, Paulo HSA et al. Fruit traits of pioneer trees structure seed dispersal across distances on tropical deforested landscapes: Implications for restoration. Journal of Applied Ecology, v. 57, n. 12, p. 2329-2339, 2020.
DER WEDUWEN, Dagmar; RUXTON, Graeme D. Secondary dispersal mechanisms of winged seeds: a review. Biological Reviews, v. 94, n. 5, p. 1830-1838, 2019.
ESCOBAR, Diego FE; SILVEIRA, Fernando AO; MORELLATO, Leonor Patricia C. Timing of seed dispersal and seed dormancy in Brazilian savanna: two solutions to face seasonality. Annals of Botany, v. 121, n. 6, p. 1197-1209, 2018.
-Folha
17/11/2022
📌 Amanhã! Bicho Folha na I Feira de Artes e Cultura da PEI Mendonça, em Maracaí (SP)! Agradecemos o convite! 💚
16/11/2022
Conhecendo o Lobo-guará, símbolo do nosso Cerrado! 🦊
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FONTES:
Paula, R. C. et al. Avaliação do estado de conservação do Lobo-guará Chrysocyon brachyurus (Illiger, 1815) no Brasil. Biodiversidade Brasileira, 3(1), 146-159. (2013)
Zrzavý, J. et al. Phylogeny of the Caninae (Carnivora): Combining morphology, behaviour, genes and fossils. Zoologica Scripta, 47:373–389. (2018)
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