Aguinaldo Domingos
Estudante Universitário | Ex- Secretário para os Assuntos Sociais e Ambientais da Associação dos Estudantes I.T.S - Kalawenda| Intérprete Musical | Isaías 29:5
Lute! Cresça! Evolua! Mas não atropele, não oprima, não diminua ninguém. Jamais esqueça a matéria prima sobre a qual foste criado: o BEM.
O nosso orgulho deve repousar na certeza de que sempre apresentamos ao mundo a melhor versão de nós mesmos. As vezes vitoriosos, as vezes caídos, mas jamais resignados.
“A Vida nem sempre deve ser um jogo do toma lá dá cá... A seu tempo, a vida devolve a cada um o Estatuto que merece...
Nem tudo merece sua resposta, nem tudo merece sua profundidade.”
— Aguinaldo Domingos✍🏽
Seguimos juntos!
26/12/2025
No princípio, Verbo Vivo
Verbo que era Deus
Veio ao mundo pequenino
Veio para os Seus
Por Seu sangue, sacrifício
Nos fez filhos Seus
Pecadores redimidos
Salvação nos deu
Quem Deus libertar
Livre enfim será
Em Seu imenso amor
Condenação não há
Graça, maravilhosa graça
Sou salvo pela graça
Seu sacrifício na cruz do calvário
Me trouxe perdão
Verbo Vivo, Jesus Cristo
A Glória de Deus
Sem demora, vem depressa
Nos levar aos Céus
De: Julia Vitória, Hananiel Eduardo e Gustavo Silva
💬 | Toda vez que canto esta canção, com a carga devocional e o significado que ela transmite, minha essência se comove: O Verbo Se fez carne, e habitou entre nós”.
O Verbo Vivo, despiu-se de Sua Omnipotência para se vestir de carne humana… O Menino que fez tremer um imperador romano foi recebido num estábulo, num “curral” - O Menino recém-chegado ministrou ao mundo a maior aula de humildade alguma vez comtemplada por olhos humanos.
Este não é um momento comum. Vivemos tempos em que o oportunismo busca ofuscar o puro significado desta época. O Natal não é o resumo das grades de cerveja que consumimos ou das panelas que confeccionamos; mas é a oportunidade de reaprender a amar na prática, a cada dia. É a anamnese interior [exame de consciência] franca e sincera que cada um faz para identificar seus erros e corrigi-los com humildade.
Em suma, é a chance anual de voltarmos a sermos “humanos”.
- Aleluia, aleluia! Já nasceu o Salvador! Que Ele encontre também um estábulo simples e humilde dentro dos nossos corações para nascer!
Seguimos juntos…
16/12/2025
A celebração dos Direitos Humanos é um reconhecimento sério de que todos os seres humanos são Livres e Iguais, que o ser humano não é apenas um conjunto de carne e osso… Cada ser humano merece: Dignidade e Respeito.
Num mundo em que o debate sobre direitos humanos ainda enfrenta diversos desafios, é crucial continuar a difundir esta consciência humanista que protestou contra o Nazism°, o fasciam°, a escravidão e qualquer ideologia que colocou diversos seres humanos a uma subclasse da existência humana. Estamos aqui para dizer NÃO EXISTEM SUB-HUMANOS! E todos, independentemente das suas diferenças, devem ser tratados com o mesmo respeito e dignidade legítimas.
Nossa certeza é sólida: Uma injustiça praticada contra o mais simples dos seres humanos, é uma ameaça aos direitos de Todos os seres humanos.
Seguimos juntos!
Hoje, 10 de Dezembro, assinalamos o Dia Internacional dos Direitos Humanos, lembrando que a dignidade não é privilégio, é direito de todo o ser humano. Contudo, sabemos que, em demasiados lugares, essa promessa ainda não é uma realidade. Há quem viva sem liberdade, sem justiça, sem protecção, sem sequer o reconhecimento pleno da sua humanidade.
Enquanto alguém, no nosso País ou em qualquer parte do mundo, vir os seus direitos violados, nenhum de nós pode considerar-se verdadeiramente livre. A violação dos direitos de um é a violação dos direitos de todos. E quando toleramos a injustiça que recai sobre outrem, abrimos espaço para que um dia a injustiça possa recair sobre nós.
Por isso, devemos lutar, exigir e denunciar. Lutar pelos nossos direitos e pelos direitos de todos. Exigir que as instituições protejam. Denunciar cada abuso, cada silêncio, cada indiferença. A impunidade nunca pode ser maior que a solidariedade.
Que este dia nos recorde que defender os direitos humanos é tarefa diária. E que, enquanto houver alguém privado da sua dignidade, todos temos um dever a cumprir.
12/12/2025
Porquê as imagens mais comuns do nosso continente são de homens com armas nas mãos... Ao ponto de muitos carregarem armas no coração e na mente? Porque razão quando crianças, escolhemos brincar com soldadinhos de plástico?
In "O Homem Armado. Um retrato africano?"
Por: Aguinaldo Domingos
Talvez o africano se sinta mais poderoso com uma arma nas mãos do que com um papel e uma lapiseira … é sobre a nossa sensação de poder… Porque acreditamos que o poder nasce do metal frio de uma arma e não do calor criativo de uma ideia. A arma promete poder imediato; o pensamento exige construção.
Durante décadas, a imagem do homem armado, foi imprimida à força nas mentes de incontáveis gerações africanas...
E quando uma imagem domina, ela infiltra-se na identidade, o adolescente viu na arma referência, desde então, todo objeto ao seu alcance foi convertido em arma; a política muniu-se da calúnia, da difamação e da lei da força. Assim, muitos passaram a associar a própria existência à capacidade de impor medo,
como se o respeito fosse consequência da força e não do Caracter.
A arma é um símbolo de poder exterior.
A lapiseira, ao contrário, representa o poder interior:
o poder de criar sentido, de influenciar consciências, de Modificar a Realidade!
A arma destrói;
a ideia inaugura.
Talvez; África não foi capaz de oferecer no Imaginário das Crianças a oportunidade de sonharem com um futuro futuro de Heróis de Bata Branca, de livros na mão. Pelo contrário: o homem armado era tudo o que a criança africana podia ver... Tivemos poucos Arquitetos da Paz, capazes de dizer: “Nem mais um tiro! Precisamos preservar os homens vivos.” Presidente José Eduardo dos Santos.
África não precisa apenas de desarmamento material; precisa de um Rearmamento Moral, capaz de criar homens moralmente sólidos. Lúcidos o suficiente para entender que: Armado está aquele que pensa; desarmado está aquele que depende de um gatilho para se sentir existente.
África é hoje um canteiro de obras, muito se fala sobre a construção de infraestruturas mas a reconstrução da dimensão humana deste continente, é talvez uma das tarefas mais urgentes do nosso Tempo.
Quando germinarmos homens moralmente sólidos, a arma perderá a sua aura.
Porque o poder deixará de ser um peso metálico [uma garrafa... um objeto] nas mãos, e voltará a ser luz dentro de uma Mente.
Seguimos juntos!
Momento de Eternidade:
A assinatura do acordo de paz entre o Rwanda e a RDC, em Washington D.C., representa uma Luz de Esperança no horizonte turvo da nossa história. Nossos olhos estão cansados de ver corpos africanos reduzidos a carne de canhão; cansados de ver homens, mulheres, crianças e idosos rotulados como Deslocados de Guerra ou Refugiados. É a narrativa contínua de um continente onde a dignidade humana é constantemente violada.
Este Acordo de Paz pode oferecer descanso às milhões de vidas que este conflito desfigurou, mesmo diante do desprezo da Imprensa Internacional.
É sensato que África reflita profundamente sobre onde quer chegar, sobre o seu lugar no mundo e sobre as lições históricas que tornaram outras civilizações prósperas: a Unidade na Diversidade.
Para além da assinatura, Rwanda e RDC precisam curar as feridas do seu passado comum, para que a dignidade do povo ferido seja restituída e para que não caiamos novamente numa paz líquida, frágil e instável.
Angola, Quénia, os Estados Unidos e outros países envolvidos surgem como pilares de um esforço coletivo para curar e estancar mais uma das muitas hemorragias que atravessam o corpo de África, abertas pelas guerras que nela se repetem.
Seguimos Juntos!
11/11/2025
Às vésperas das comemorações dos 50 anos de Independência Nacional, decidi fazer uma travessia pela memória comum de um País que carrega meio século de história. Revivi, através de documentários que apresentam sem “analgésicos”, uma das guerras mais longas e dolorosas da história moderna: a Guerra Civil Angolana.
Fi-lo com a intenção de compreender a Biografia desta Pátria, na memória do que um dia fomos e do que nos tornamos hoje — em respeito ao velho adágio: “A história não é um monumento a ser venerado, mas um texto a ser constantemente relido.”
A geração à qual pertenço, tem olhos que não viram a guerra na sua forma real e ouvidos, muitas vezes, indisponíveis para escutar. Assistir à história da guerra que os “pais, avós” viveram, acarreta um impacto emocionalmente diferente em relação ao ver outros conflitos ao redor do mundo (igualmente lamentáveis).
É profundamente marcante ver Rostos Angolanos em contexto de guerra; ouvir, através de registos, os lamentos de pais e mães angolanas no nosso português, o típico choro angolano no caos da guerra; ver jovens angolanos na forma de soldados.
Captar as imagens, os rostos da Juventude de óntem (a Força Motriz do passado que lutou e sobreviveu à guerra) em comparação com os rostos da Juventude do presente.
Rever esses documentários, essa história gravada sem vieses políticos ou estratégicos, é impactante sobretudo porque nos obriga a olhar para o Detalhe Humano da guerra, a compreender a Psicologia que há por trás de uma geração marcada pelo conflito.
O último Discurso sobre o Estado da Nação, proferido por Sua Excelência o Presidente da República, João Lourenço, contempla, ao mais alto nível, esta consciência histórica.
As lágrimas que escorreram do rosto do Chefe de Estado diante da Nação revelam o peso histórico de uma geração que viu demais, sofreu demais e que, ainda assim, acreditou.
Naquele instante, o poder revelou o que raramente mostra: o seu lado mais humano.
Por isso, a Juventude que anseia servir amanhã deve estar ciente de que a história de Angola tem um volume pesado… Uma ligeira colisão de ideais, uma pequena fricção entre as esferas da classe política, evoluiu para uma guerra que ceifou incontáveis vidas, destruiu infraestruturas, dilacerou a economia e humilhou o povo angolano.
Neste momento cerimonial, de celebração dos 50 anos de Independência Nacional, precisamos ressuscitar e dar sentido prático aos hinos, melodias e canções dedicadas ao que é de todos nós.
Precisamos, de facto, encontrar a nova Angola na união das sete cores, provando que a Unidade na Diversidade é possível.
Mais do que um momento de júbilo, é um momento de meditação nacional, que nos pede uma postura mais de alma do que de corpo - capaz de imprimir uma doutrina social que respeite a diversidade
É o momento de recordarmos a corrupção e a impunidade como o segundo maior golpe da nossa história, depois da guerra, e de manter viva a máxima:
“Ninguém é suficientemente rico que não possa ser punido, ninguém é pobre demais que não possa ser protegido.”
— Presidente João Lourenço.
É o momento de cada um ser emissário da união e da reconciliação, de adicionarmos uma página nova à gramática moral de uma nação que quer ser construída com a força de todos os seus filhos.
Viva a Liberdade. Viva a Diversidade. Viva a Justiça. Viva a Paz. Viva a Independência Nacional. Viva Angola.
E Pluribus Unum
Que Deus abençoe Angola.
Seguimos juntos!
01/10/2025
É mesmo para reflexão…
🎗️| A dor psíquica nem sempre nasce da solidão ou da pobreza.
Às vezes, ela nasce onde menos esperamos:
Numa sala de aula.
Num púlpito político.
No ambão de uma igreja.
No ambiente onde deveríamos encontrar acolhimento, mas encontramos pressão, julgamento ou controle.
“Escolas, igrejas e partidos políticos — que deveriam formar consciências —
também podem ser fontes de doenças mentais.”
— Dr. Augusto Cury
Se não aprendermos a nos conectar conosco mesmos,
acabamos vestindo máscaras e interpretando papéis.
Nos tornamos “funcionários da aparência” e estranhos de nós mesmos.
Enquanto não aprendermos a: Mapear nossos traumas,
Refletir sobre nossas limitações,
Reciclar nossos comportamentos,
… Corremos o risco de nos tornar pequenos "deuses neuróticos":
Querendo sempre ter razão.
Precisando controlar tudo e todos.
Educar a mente é mais do que decorar conteúdos.
É aprender a duvidar de si, a acolher a dor alheia,
e a entender que não há saúde mental onde reina o ego.
Neste Setembro Amarelo, a reflexão é clara:
Não terceirize o cuidado da sua mente a nenhuma instituição.
O maior templo que você pode cuidar é o seu mundo interior.
Seguimos juntos.
🎗️| A humanidade avança com velocidade impressionante:
Criamos tecnologias para falar com o mundo inteiro,
mas ainda tropeçamos nas conversas que deveríamos ter com o nosso próprio coração.
“A humanidade ainda está na sua infância emocional — no máximo, numa pré-adolescência.”
— Dr. Augusto Cury
Vivemos na era digital, mas com "almas analógicas".
Falamos sobre política, economia e desporto…
Mas não sabemos dialogar com os nossos medos, impulsos e vazios.
Somos capazes de programar máquinas,
mas não conseguimos programar um minuto de silêncio para entender o que estamos sentindo de verdade.
Estamos mais conectados que nunca; mas cada vez mais desconectados de nós mesmos.
Não sabemos como nos interiorizar.
Não aprendemos a mapear nossas feridas emocionais.
Muito menos a tratar nossas mazelas, impulsividades e ansiedades.
Este Setembro Amarelo nos lembra:
A dor que ignoramos hoje, pode nos paralisar amanhã.
A emoção que abafamos, cedo ou tarde grita.
E o coração que negligenciamos, pode se tornar um terreno de solidão, mesmo cercado de pessoas.
A verdadeira tecnologia do futuro não está apenas nos aparelhos que cabem na palma da mão.
Está na capacidade de compreender a mente,
cuidar das emoções,
e valorizar a própria vida.
Seguimos juntos. E vivos.
🎗️| Estamos cercados de notícias, tecnologias, cargos e diplomas...
Mas, ao mesmo tempo, está cada vez mais difícil encontrar mentes saudáveis.
“A educação, da primária ao doutoramento, nos bombardeia com milhões de dados do mundo de fora…
Mas quase nada nos ensina sobre o mundo de dentro.”
— Dr. Augusto Cury
Memorizamos datas históricas, aprendemos fórmulas, teorias e sistemas...
Mas não aprendemos a lidar com a ansiedade,
com a discriminação,
com a pressão emocional,
com a solidão silenciosa.
A educação que forma profissionais, mas ignora o ser humano por trás do diploma, está incompleta.
Somos ensinados a conquistar o mundo exterior ...
Mas não a cuidar do planeta mente!
Somos autores da nossa própria história.
E merecemos ser o gestores das nossas próprias mentes.
Seguimos juntos.
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