AngolaNews
Vem fazer parte de novas ideias.
08/01/2021
Trump diz que não irá para a posse de Joe Biden Presidente dos EUA usou o Twitter para dizer que não estará presente na cerimônia de 20 de janeiro
04/09/2020
Começamos setembro. Quer aumentar seu bem-estar? Pense:
01) Cuide da própria vida. Só interfira na alheia a pedido da pessoa ou para evitar uma violência.
02) Se surgir vontade de criticar, prefira ver defeitos em si. Inclua-se. Em caso de dúvida, releia a regra anterior.
03) Leia um trecho de um clássico da literatura todos os dias. Comece com uma poesia boa e insista. Está faltando tempo para ler? Talvez você esteja desrespeitando os conselhos um e dois.
04) Tome mais água, faça mais atividade física e dedique um tempo para relaxar. Um corpo funcional ajuda com os três itens anteriores.
05) Gente feliz não torra! Como metáfora, seu projeto biográfico é um jardim. Já regou as plantas hoje? Já arrancou erva-daninha? Está olhando demais para o jardim vizinho? Foco! Cuidar do seu jardim é tarefa suficiente.
04/09/2020
Não se engane! Quando “aquela pessoa” ficar escandalizada com o que você comprou e invocar que há pobres no mundo, o problema dela não é a miséria mundial, porém o seu sucesso. A inveja vive se mascarando de consciência do bem. A inveja é a impotência envergonhada.
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30/04/2018
Após exame de DNA, Latino descobre que é pai de seu 9° filho Ator postou uma foto junto com Guilherme, o 'novo' filho, em seu Instagram...
Directora exonerada recusa abandonar gabinete
Trata-se de Luzia Fernandes Dias, exonerada há um mês pelo titular da pasta da saúde, que alega que só vai deixar o cargo apôs a sua aposentação.
Os funcionários do Instituto Nacional de Sangue(INS), mostram-se revoltosos com a permanência no cargo da antiga diretora-geral daquela instituição identificada por Luzia Fernandes Dias, que há mais de 30 anos dirigiu àquele órgão adstrito ao Ministério da Saúde, que rejeita abandonar o cargo, depois de demitida em junho último pelo ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo.
“A doutora Luzia foi exonerada do cargo de diretora do Instituto Nacional de Sangue, há 15 de Junho de 2016, conforme consta no Despacho Nº140/GAB.MIN/MS/2016, exarado pelo Ministro da Saúde, mas em sua substituição foi nomeada doutora Dodeth Machado, uma conhecedora da casa em função dos anos de trabalho no INS,” denunciam os funcionários.
Dizem que anciã de 8o anos, especialista Hemoterapia, alega que a sua permanência no INS tem a ver com a morosidade que se verifica na sua a aposentação, reposta que não terá caído bem aos funcionários, que acham que ela está bloquear os trabalhos dos demais responsáveis do Instituto Nacional de Sangue que estão sem gabinete.
Enquanto não for aposentada, alegam os queixosos, Luzia Fernandes, diz que não vai largar a direcção do INS, mesmo sabendo que já foi nomeada alguém que tomou posse e, que há anos trabalhou e partilhou ainda assuntos relacionados com Instituto Nacional de Saúde.
“Mesmo sendo exonerada ainda continua a dar ordem no serviço e em alguns trabalhadores, estando, porém, com a chave do cofre na Instituição e a usar o carro do INS para ir a sua busca em casa mesmo tendo um carro atribuído pelo Ministério da saúde em 2014, situação que tem deixado muitos trabalhadores indignados,” contam.
A também suposta irmã do comandante Geral da Policia Nacional, Ambrosio de Lemos, lhe é atribuída a má gestão do Instituto Nacional de Saúde.” Desde que INS foi fundado nunca teve um único edifício de raiz, para piorar não existe carro de recolha aos trabalhadores. Se não fosse a direcção do Hospital Josina Machel vulgo “Maria Pia”, hoje estaríamos a trabalhar na rua,”desabafou um veteranos que trabalha há muitos anos para aquela unidade de saúde.
Contactada, a medica escusou-se responder a denuncia remetendo o assuntos aos superiores.
Atletas do 4 de Abril têm salários em atraso
O FC 4 de Abril corre o risco de perder por falta de comparência no jogo de sábado frente ao 1º de Agosto, a disputar-se na cidade de Menongue, a contar para a 18.ª jornada do Girabola.
Os atletas observam, desde ontem, uma greve em protesto contra o atraso no pagamento dos salários de Abril, Maio e Junho, apesar de o clube ter anunciado o abandono da prova, alegadamente por dificuldades financeiras.
Depois do jogo frente ao Petro de Luanda, os 17 jogadores recusaram-se a viajar na terça-feira para o Menongue com o técnico João Machado, de modo a pressionar a direcção do clube a liquidar as dívidas.
Os restantes dez atletas, que ficaram de fora do desafio com a formação “petrolífera” por opção técnica, em solidariedade com os colegas, mantêm a greve em Menongue.
“A direcção do clube deve-nos três meses de salários. Temos famílias para sustentar, três meses sem ordenado é muito. Com o elevado custo de vida no país, onde vamos parar?”, disseram, ontem, os atletas contactados pelo Jornal de Angola.
Os atletas sublinharam que só regressam ao trabalho caso for pago, pelo menos, um mês de salário. “Sabemos dos problemas que o clube enfrenta. Não temos outras fontes de rendimento para sobrevivermos. Por isso, solicitámos que nos paguem pelo menos um salário dos três atrasados. Caso contrário, não vamos jogar com o 1º de Agosto”, advertiram.
Por outro lado, Tucho e Carlitos, porta-vozes dos grevistas, deploram o anúncio da desistência da equipa do Girabola. “Estamos preocupados com os salários atrasados. Enquanto a FAF não confirmar oficialmente a retirada da equipa da prova, exigimos os nossos direitos”, salientaram.
Contactado pelo Jornal de Angola, o técnico João Machado confirmou a paralisação do 4 de Abril e espera que a direcção do clube procure resolver o problema o mais rápido possível, a tempo de realizar o jogo com o 1º de Agosto.
“Estamos a viver uma situação menos boa no campeonato. Há a possível desistência da equipa da prova, depois a greve dos jogadores. Espero que resolvam parte do salário em atraso. Sabemos que o clube não goza de boa saúde financeira. O grupo de jogadores está dividido. Aqui estão dez atletas. Em Luanda ficaram os 17 jogadores convocados para o jogo diante do Petro de Luanda”, explicou o treinador.
O FC 4 de Abril ocupa a 14.ª posição do Girabola, com 16 pontos, fruto de três vitórias, sete empates e igual número de vitórias.
21/07/2016
Início Reportagem Biocom produz açúcar para satisfazer mercado
Biocom produz açúcar para satisfazer mercado
A Biocom vai produzir 256 mil toneladas de açúcar até 2020. Uma cifra que vai servir para o consumo de mais de 50 por cento da população. A primeira colheita foi de 24.770 toneladas. Este ano vai ser de 47 mil.
Da produção de cana-de-açúcar no Pólo Agro-Industrial de Malanje, em Cacuso, vão ser extraídos 16 mil metros cúbicos de etanol e 155.000 megawatts de energia eléctrica.
Única na produção de açúcar, etanol e energia eléctrica derivada de cana-de-açúcar, a Biocom possui uma área produtiva de 80 mil hectares.
Para este ano, a colheita deverá atingir mais de 530 mil toneladas de cana-de-açúcar.
Em 2020, com o aumento da capacidade de produção da primeira fase do projecto, vão ser processados 2,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para 256 mil de açúcar, 235 mil megawatts de energia eléctrica e 33 mil metros cúbicos de etanol.
De acordo com o director-adjunto da Biocom, Luís Bagorro, com o aumento da capacidade de produção, o projecto atinge a sua fase de maturidade, o que permite que todas as famílias tenham um quilo de açúcar Kapanda a um preço razoável.
“Sentimos o orgulho em fazer parte do desenvolvimento do país e consecutivamente na diversificação da economia nacional. Com a produção e comercialização do açúcar Kapanda, os angolanos passam a consumir um produto com garantia de qualidade e ao menor preço”, disse, acrescentando que a produção de açúcar nesta primeira fase, que culmina em 2020/2021, vai ser exclusivamente para o consumo interno. “Queremos com a nossa melhoria de serviço garantir ao país uma redução considerável de importação de açúcar”, explicou Luís Bagorro.
Maior investimento privado
A Biocom representa actualmente o maior investimento privado de Angola, fora do sector petrolífero, e é um importante activo de desenvolvimento nacional. Com um investimento de 750 milhões de dólares, é a primeira empresa angolana a produzir açúcar cristal branco, etanol e energia a partir da biomassa ou bagaço da cana-de-açúcar. O processo industrial e agrícola da empresa utiliza tecnologia de ponta.
Localizada no Pólo Agro-Industrial de Kapanda, em Malanje, no município de Cacuso, a Biocom ocupa uma área total de 81.201 hectares, dos quais 70.106 são cultiváveis e 11.095 reservados à preservação da fauna e flora local.
As actividades da empresa englobam duas áreas de produção agrícola e industrial.
Os trabalhos na área agrícola funcionam durante todo o ano e incluem a preparação do solo, plantio/replantio e colheita da cana-de-açúcar, que este ano teve início em Junho e termina em Outubro.
O terreno utilizado para o plantio/replantio precisa de correcções e nutrientes que permitem maior produtividade agrícola. Nesta primeira fase, a plantação de cana-de-açúcar está a ser feita numa área de 42.500 hectares, dos quais 15 mil já se encontram plantados.
Já a actividade industrial funciona em tempo integral durante todo o período de colheita, produzindo açúcar, etanol e energia.
Nos demais meses do ano, a indústria opera com a produção de energia através da queima de cavaco de madeira oriunda do processo de supressão vegetal das áreas da fazenda. Este período também é aproveitado para proceder à manutenção de todos os equipamentos da indústria.
Este regime de operação é típico da indústria de álcool proveniente da cana-de-açúcar em qualquer parte do Mundo e decorre da impossibilidade de colheita no período de chuva.
Biocom em números
Na colheita 2015/2016, a Biocom produziu 24.770 toneladas de açúcar; 10.243 metros cúbicos de etanol e gerou 42.000 megawatts de energia eléctrica. Para o período 2016/2017, a produção vai ser de 47 mil toneladas de açúcar, 16 mil metros cúbicos de etanol e garantir a geração de 155 mil megawatts de energia. Para 2020/2021, quando atingir a capacidade máxima de produção da primeira fase, vão ser produzidos 256 mil toneladas de açúcar, 235 mil megawatts de energia eléctrica e 33 mil metros cúbicos de etanol.
O açúcar produzido pela Biocom é destinado ao consumo do mercado interno. Já o etanol hidratado tem servido a indústria nacional de produtos de limpeza e de bebidas espirituosas, tendo reduzido em mais de 60 por cento as importações. A energia eléctrica é negociada com a Empresa Nacional de Energia de Angola (RNT), estando actualmente a fornecer ao município de Cacuso e parte de Luanda.
A aposta forte em recursos humanos e estruturas físicas tem contribuído significativamente para a continuação da produção agrícola, estudos, pesquisas de laboratório, equipamentos de ponta e mão-de-obra qualificada.
Nesse sentido, conta com o mais moderno laboratório agrícola do país, com capacidade para analisar solos, folhas e adubos, e fornecer informações relevantes para a tomada de decisões técnicas que resultam numa melhor produtividade da cultura da cana-de-açúcar. O laboratório agrícola da Biocom está preparado também para prestar serviços a terceiros.
A empresa mantém o seu próprio viveiro, onde são avaliadas as espécies de cana-de-açúcar mais adequadas às condições climáticas e de solo da região. O viveiro de mudas pré-brotadas da Biocom tem por objectivo acelerar, através da multiplicação rápida, as variedades com alto potencial de produtividade agrícola e alta qualidade da matéria-prima. São 36 as variedades de cana-de-açúcar importadas da África do Sul, Brasil e Índia, das quais dez já se encontram plantadas numa área de 15 mil hectares.
A Biocom é pioneira no uso de técnicas avançadas de manejo da cana-de-açúcar. Este ano, a empresa iniciou a pulverização agrícola, para o controlo de pragas e adubação, com recurso a uma aeronave. Foi a primeira experiência desse tipo em Angola pós-independência.
Potencial de desenvolvimento
A produção em Malanje é multifacetada. Homens e máquinas tiram partido de um potencial de desenvolvimento. No total, 2.125 trabalhadores dão suporte ao projecto que garante uma Angola melhor.
Domingos Ngola, topógrafo e Texeira Pedro, líder de frente, naturais de Cacuso, agarraram a oportunidade de aderir ao projecto.
O espaço onde exercem actividade corrente correspondente a 50 campos de futebol. A experiência na plantação de cana-de-açúcar torna a esperança dos jovens mais acesa. “É um bom projecto. É muito trabalhoso, mas vale a pena”, disse Domingos Ngola, que perdeu a conta do espaço que já marcou em dois anos de trabalho.
Embora parte do trabalho seja desenvolvido por máquinas de alto padrão tecnológico, o humano é importante. Teixeira Pedro sabe bem o que cada uma delas representa para o grupo. “Temos aqui equipamentos com custos acima dos 50 mil dólares e é preciso que quem esteja a manejá-los seja integralmente responsável”, disse.
Na área de corte, carregamento e transporte, Ricardo Guerra orienta mais de 100 pessoas. De nacionalidade brasileira, diz-se orgulhoso da equipa que tem. “São muito jovens e têm mais vontade de aprender e isso ajuda muito a fazer com que tudo corra como planeado”, sublinhou
Ana, Francisca e Susana trabalham na colheita. As três fazem parte do turno da manhã e têm por missão dar o aval aos camionistas que transportam a cana-de-açúcar para a fábrica onde o produto é processado.
Nesta área, as três mulheres preenchem a ficha de ordem de colheita. “É uma área muito importante e de muita responsabilidade, porque é daqui que sai a matéria-prima para a produção do açúcar, etanol e energia eléctrica”, explicou Ana.
Para a colheita de 2016/2017, foram definidos três áreas, cada uma com 200 hectares.
Reinaldo Huambo trabalha há um mês e sente a diferença na sua vida. “É tudo muito diferente. A organização é maior e a responsabilidade também”, referiu.
Produção de açúcar
Toda a produção agrícola tem como objectivo alimentar a indústria instalada numa área de 17 mil hectares para a produção de açúcar, etanol e energia eléctrica. O processo de transformação desses produtos é longo. Ele começa com a colheita da cana-de-açúcar que é 100 por cento mecanizada.
Depois, a cana-de-açúcar é transportada por camiões até à indústria, onde é descarregada, picada e desfibrada. Na fábrica, a matéria-prima passa por um difusor, onde é extraído o caldo para a produção de açúcar e etanol. Nesta etapa, o bagaço é separado e processado nas caldeiras para gerar v***r, que é enviado para as turbinas dos geradores de electricidade. O caldo passa por um tratamento com aquecedores, decantadores e filtros para remover as impurezas. Depois de ser clarificado, o caldo passa por v***rizadores que removem grande parte da água e o transformam em “xarope”, que é por sua vez bombeado para os “tachos” de cozedura para a cristalização do açúcar.
Depois disso, as centrífugas separam os cristais de açúcar do líquido açucarado. De seguida, o açúcar passa pelos secadores para retirar a humidade contida nos cristais. À saída do secador, o açúcar é enviado até ao silo ou armazém, onde é ensacado e depois comercializado a granel.
Comunidade
O incentivo ao desenvolvimento económico e sustentável para a promoção de renda faz parte da política social da empresa. É assim que mais de 300 famílias vêem beneficiando de um programa de agricultura familiar, onde todos os produtos são vendidos directamente à Biocom. A par disso, dirige um projecto de fabricação de sabão neutro a partir do óleo de cozinha usado. Mais de 20 mulheres da comunidade de Cacuso beneficiam do programa e têm a oportunidade de se desenvolverem profissionalmente e contribuir para o sustento das suas famílias.
Luís Bagorro disse que existe também um programa de desporto, educação, cultura e lazer que beneficia centenas de pessoas. A escola Palancas Negras, agregada ao projecto, oferece aulas de judo, jiu-jitsu e também actividades culturais para dezenas de crianças e jovens da região de Cacuso.
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