Depois do primeiro disco gravado e lançado, os dois resolveram expandir os horizontes, em busca de uma coesão que ainda estava por vir.
Cruzamento entre a simplicidade e a beleza de arranjos ousados, com ambiências que remetem ao infinito, ao inesgotável, motivados agora pela introspecção e pelo que de 'invisível' tem a vida. Nascida das cinzas de uma banda de post-rock, a vontade de voltar aos refrões e canções pop juntou Luiz Alberto Moura (vocais e guitarras) e Marcelo Caldas (baixo), conhecidos de longa amizade que atravessou
o oceano e que veio do Brasil para Portugal, na The Invisible Age. O nome remete aos enfrentamentos e questionamentos que a idade vem trazendo, à passagem do tempo inequívoca que, apesar de pesar, não abala a vontade de produzir canções que vão além do próprio corpo e da própria mente. Mudaram a formação, trouxeram mais músicos conectados com os novos caminhos pretendidos pela banda e renasceram. Algo que ficaria num cruzamento entre a simplicidade e a beleza de arranjos ousados, com ambiências que remetem ao infinito, ao inesgotável, motivados agora pela introspecção e pelo que de 'invisível' tem a vida e que passamos por ele todos os dias e não nos percebemos. São mudanças internas que se refletem em composições que se explicam em si mesmas, e que quase deixam as guitarras de lado, pedindo passagem para instrumentos e arranjos que ficam escondidos nas fronteiras preguiçosas e rígidas do 'rock n' roll'. A 'nova' The Invisible Age é um convite para o entendimento da vida dentro de canções que a desafiam, as relações, as contradições e os passos atrás e para frente nesta curta caminhada que fazemos.