YuYu

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✨ Escrevo o que muitos sentem, mas não sabem dizer.
🎤 Poetisa | Declamadora | Criadora de conteúdo
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21/02/2026

Factos sobre a Universidade que você não sabia♥️♥️♥️♥️

19/02/2026

Uma conversa com as minhas amiguinhas ❤️❤️

31/01/2026

Chegou ao fim

Não houve briga, nem falta de vontade. Houve um esgotamento quieto, desses que não fazem barulho, só encerram. Um dia a gente percebe que continuar já não acrescenta, apenas cansa.

Houve entrega, sim — mas dentro do que era possível naquele tempo. Houve expectativa, tentativa, permanência. Tudo do jeito mais honesto que soube ser. Só que honestidade também é admitir quando algo deixa de caber.

Não fico para provar amor, nem parto por orgulho. Saio porque aprendi que nem todo sentimento foi feito para durar, alguns existem apenas para revelar quem somos enquanto sentimos. E isso basta.

Não escrevo para fechar ciclos, nem para explicar ausências. Algumas histórias não precisam de última frase. Precisam apenas de silêncio — e de um passo em frente.

31/01/2026

Muitas vezes somos responsáveis 🥲
Nem tudo deve ser postado

31/12/2025

Desde cedo aprendi a caminhar pelo mundo,
mas ninguém me ensinou a me proteger,
ninguém me disse como lidar com olhares que pesam,
comentários que machucam, sussurros que julgam.

Todo dia é um lembrete de que o mundo prefere rotular a entender.

Se a pele é mais escura, dizem que é “difícil de lidar”;
se é clara, dizem que é frágil demais.
Se o corpo não se encaixa no padrão que a mídia imprime,
olham de cima a baixo e inventam histórias sobre quem sou, sobre como devo me comportar.

Se tenho vinte anos, dizem que ainda sou imatura;
se tenho trinta, que já passei do ponto.
Se venho de um bairro humilde, sou automaticamente “menos capaz”;
se venho de uma família rica, dizem que sou arrogante ou vazia.

A cada passo na rua, sinto os olhares calculando meu valor,
as pessoas cochichando, dizendo:
“Olha como ela se veste, olha como se comporta, olha de onde ela vem.”

No trabalho, a promoção que deveria ser natural não chega,
porque dizem que alguém mais “apropriado” merece antes.
No transporte público, sento e alguém me olha como se eu não tivesse direito de ocupar aquele espaço.
Nas redes sociais, comentários maldosos surgem como chuva,
destacando a cor da pele, o tamanho do corpo, a idade, a origem,
como se minha existência fosse uma licença para julgamento.

A sociedade ensina, sem dizer, que devemos nos adaptar, nos moldar, silenciar,
aceitar que nossa palavra vale menos que qualquer mentira inventada sobre nós.

E tudo isso acontece diariamente, invisível aos olhos de quem julga,
como se fosse natural.

Sabe o que mais me impressiona, é que eu continuo respirando, vivendo,
com a consciência de que meu valor não depende do olhar alheio,
do comentário maldoso, da expectativa de ninguém.

Continuo a existir, a caminhar, a erguer minha cabeça,
a usar meu corpo, minha cor, minha idade, minha história como armadura,
porque aprendi que não preciso pedir permissão para ser inteira,
nem justificar minha presença,
nem calar a voz que insiste em dizer que somos suficientes exatamente como somos.

Yumna

31/12/2025

PIN pra “2026”🤭😂😂

31/12/2025

Até aqui nos ajudou o Senhor (1 Samuel 7:12). Não foi pela minha força, mas pela Sua graça e fidelidade.♥️♥️🙌🙌🙌🙌🙌

31/12/2025

Desde cedo aprendi a caminhar por Maputo, mas nunca a me proteger.
Nunca soube proteger nada, nem o meu corpo, nem o meu espaço, e nada
Tudo andava muito bem quando um indivíduo apoderou se de mim, fui alvo do que ninguém devia fazer.
Ele entrou como se eu não tivesse nada, como se meu corpo não fosse meu.

Eu não sabia o que fazer, ninguém me ensinou a me defender.
Depois veio a sociedade. Ah, a sociedade…
A sociedade nao protetora não apoiadora , apenas julgadora
Olha pra ela : “Por que andava sozinha?”
“Olha como estava vestida.”
“Deveria ter cuidado mais.”

Apontam o dedo como se a culpa fosse minha,
como se a responsabilidade fosse minha,
como se a dor pudesse ser minha escolha.
Falam sem olhar nos meus olhos, cochicham nas ruas, riem nas redes sociais,
inventam histórias, exageram, distorcem, como se fosse fácil entender o que aconteceu.

A sociedade prefere falar da menina do que do homem que fez o crime.
Preferiu sussurrar, julgar, culpar,
em vez de exigir justiça, em vez de olhar o agressor de frente.
É como se a nossa vida fosse sempre prova,
como se a nossa palavra valesse menos do que qualquer mentira que inventem sobre nós.

E ele? Saiu impune, rindo, vivendo a vida dele,
enquanto eu fiquei com a memória, com o medo, com o que roubaram de mim.
A cidade passa, as pessoas fingem que nada aconteceu,
mas os olhos delas não mentem — julgam, sussurram, dizem: “Olha, aquela menina…”
Como se o crime fosse meu erro, como se eu tivesse pedido,
como se ter sido penetrada sem consentimento fosse um problema meu, e não dele.

Eu não quero lição, nem co***lo, nem história bonita.
Quero que as pessoas vejam a verdade:
tem homem que comete crime e continua livre,
tem menina que sofre e ninguém ajuda,
tem cidade que passa e finge que nada aconteceu,
tem sociedade que aponta, julga, culpa, enquanto a justiça fecha os olhos.

Eu continuo aqui, tentando respirar,
uma menina indefesa de Maputo,
com a memória grudada na pele,
com o grito preso na garganta,
com a certeza de que essa verdade não pode ser ignorada.

Yumna

30/12/2025

Há dores que não aparecem no corpo, mas marcam uma vida inteira.
O caso da Delma não pode ser apenas mais uma notícia

30/12/2025

Por Belma. Por todas as crianças. Não à violência.

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