Eu te Conto
Nem tudo o que é segredo f**a escondido
13/11/2025
Eu e o meu primo
Episódio 6 – A Piscina 6h30
2 de janeiro, 5h58. O céu ainda é um azul-ferro, a casa inteira respira lenta depois da farra da virada. Lucas já está em pé.
O alarme antecipado
Lucas desliga o despertador antes de tocar.
Veste apenas o short de banho, camisa na mão, chinelos nos pés.
No corredor, encontra Júlia saindo do banheiro, toalha enrolada nos ombros, cabelo molhado de chuveiro rápido.
– Você se adiantou. — diz ele.
– Queria sentir a água fria antes de você esquentar tudo. — responde, piscando o olho.
Descida silenciosa
Os dois descem a escada lateral.
A cozinha está vazia, restos de champagne na pia.
Júlia pega duas garrafas de água, larga uma dentro da geladeira, guarda a outra na toalha.
Lucas abre a porta lateral que dá para o jardim.
O relógio da churrasqueira marca 6h05.
A piscina vazia
A água está escura, refletindo o céu ainda sem sol.
A temperatura deve estar perto dos 18 °C.
Júlia larga a toalha na espreguiçadeira.
Sob o robe curto, está de biquíni cortininha branco, quase transparente molhado.
Lucas tira a camisa, ajeita o óculos de natação sem grau.
– Vai encarar de uma vez ou prefere devagar? — pergunta.
O mergulho
Júlia corre e p**a de vez, fazendo o menor barulho possível.
O corpo desliza na água, sumindo por dois segundos.
Quando emerge, o biquíni colado revela tudo.
Lucas entra devagar, degrau a degrau, arfando quando a água fria sobe pela barriga.
– Covarde. — ela ri, nadando até ele.
O jogo debaixo d’água
Júlia se aproxima, coloca as pernas em volta da cintura dele.
A flutuação faz os corpos flutuarem, colados.
Lucas sente o frio da água e o calor dela ao mesmo tempo.
Ela desliza a mão por dentro do short dele, abaixo da água.
– Ninguém vai acordar cedo hoje. — sussurra, os lábios tocando a orelha dele.
O canto escuro
Júlia puxa-o até o canto mais afastado, onde a iluminação da piscina não alcança.
As mãos se movem rápido, o short dele desce até o joelho, preso pela água.
Ela se vira, apoiando as mãos na borda.
Lucas entra por trás, devagar, controlando o movimento para não fazer ondas.
O som é apenas o da água batendo suave na borda.
O sol nasce
6h27. Um raio de sol corta o céu, iluminando a lateral da piscina.
Júlia vira o rosto, os olhos fechados, o corpo se contrai.
Lucas sente o corpo dela tremer, aperta a boca no ombro dela para abafar qualquer som.
Quando terminam, f**am abraçados na água, respirando fundo.
O resfriamento
Júlia se afasta, puxa o short dele para cima.
– Vamos para a espreguiçadeira antes que alguém apareça.
Os dois saem da água, pegam as toalhas.
Lucas enrola a dela no corpo dela, beija o pescoço molhado.
– Ainda temos 20 minutos até o sol queimar. — diz.
O convite seguinte
Júlia seca o cabelo com a toalha, olha para a casa.
– Hoje à noite, o sótão. Tem uma cama de solteiro lá. Ninguém sobe.
Lucas apenas assente.
O relógio marca 6h40 quando os dois voltam para dentro, deixando a piscina quieta, a água ainda ondulando leve.
Fim do Episódio 6.
— Quem mais tem chave do sótão?
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12/11/2025
Eu e o meu primo
Episódio 5 – O Quarto Vigiado
1º de janeiro, 3h44. A casa ainda dorme a ressaca da virada, mas dois corpos não conseguem descansar.
O despertar
Lucas acorda com o celular vibrando debaixo do travesseiro.
Júlia (3:44):
– Porta do meu quarto está destrancada. Tia Lúcia tomou sono pesado.
Ele já está de pé antes de terminar de ler.
O corredor
O relógio de parede marca 3h47.
Lucas caminha descalço, evitando o degrau que range.
A porta do quarto de Júlia está entreaberta, um filete de luz amarela escapa pela fresta.
Entrada
Júlia está deitada de lado, coberta apenas por um lençol fino.
O abajur está na mínima, iluminando metade do rosto dela.
– Fecha a porta devagar. — sussurra.
O clique da fechadura soa como tiro.
O lençol
Lucas se aproxima. Júlia puxa o lençol, revelando que está completamente nua.
– Não temos muito tempo. — diz, puxando-o pela mão.
Ele se deita ao lado, a pele quente colando à dela.
O silêncio absoluto
O beijo é lento, quase sem som.
As mãos exploram com cuidado, como se cada centímetro fosse cartografia.
Júlia guia-o até f**ar de costas, puxando-o por cima.
O colchão geme, mas ela cobre a boca dele com a mão.
– Devagar. Se a cama ranger, minha mãe acorda.
O espelho
Lucas percebe o espelho de corpo inteiro na parede oposta.
Pode ver a própria expressão, o suor escorrendo.
Júlia percebe e sorri, mantendo contato visual pelo reflexo.
– Gosta de me ver assim? — pergunta, sem mover os lábios.
O ponto sem volta
O movimento se acelera, mas controlado.
Júlia morde o próprio braço para conter o som.
Lucas sente o corpo dela se contrair, os dedos cravados em suas costas.
Quando ambos chegam, o silêncio é tão denso que parece pesar.
O escape
Lucas se levanta lentamente, procurando as roupas espalhadas.
Júlia se vira de barriga para baixo, o lençol cobrindo apenas metade.
– Deixa a porta entreaberta quando sair. Quero sentir seu cheiro até dormir.
O retorno
Lucas volta ao quarto, o coração ainda disparado.
Verif**a o celular:
Júlia (4:12):
– Amanhã, a piscina. 6h30, antes do sol nascer.
Fim do Episódio 5.
— Quem mais está acordado nessa casa?
11/11/2025
Eu e o meu primo
Episódio 4 – O Celeiro
31 de dezembro, 1h12 da madrugada. O relógio da cozinha bate as badaladas como se contasse segredos.
Convite por sinal
Lucas recebe um “👀” no WhatsApp.
Júlia nunca manda emojis sozinhos. Ele entende: celeiro, 15 min.
Ele já está com o coração disparado antes de sair do quarto.
Rota noturna
Lucas desce a escada lateral, descalço, short de moletom e nada mais.
No corredor externo, encontra Júlia de robe curto, os seios marcando o tecido fino.
Nenhuma palavra. Ela pega sua mão e puxa.
Porta do celeiro
A madeira range, mas o vento da noite abafa.
Dentro, cheiro de feno novo misturado a madeira queimada pelo sol.
A luz da lua entra em filetes, desenhando listras sobre o corpo dela quando o robe cai no chão.
Manta e improviso
Júlia já havia levado a manta dobrada embaixo do braço.
Espalha-a sobre o feno em camadas altas, como quem prepara altar.
Lucas larga o short. Júlia se aproxima, coloca a mão no peito dele e empurra para trás até ele sentar.
Controle
Ela sobe, ajoelhando-se sobre as coxas dele.
O beijo começa lento, mas a respiração acelera.
Lucas tenta inverter, mas ela segura seus pulsos, coloca-os atrás da própria nuca.
— F**a assim. Deixa eu conduzir.
O movimento é circular, quase hipnótico. O som do feno sendo comprimido marca o ritmo.
Ponto cego
Lucas percebe que, da posição dele, vê a porta entreaberta.
Qualquer um que passar pelo lado de fora pode enxergar a silhueta.
Ele tenta falar, mas Júlia cobre sua boca com a própria mão.
— Se alguém olhar, vai ver só você me devorando. Problema seu.
Ruptura do silêncio
O cachorro da casa late duas vezes.
Os dois congelam, ainda conectados.
Latido para longe.
Júlia ri baixo, retoma o movimento, mais rápido agora.
Lucas sente o corpo inteiro vibrar.
Quando ela...
Continua
11/11/2025
Eu e o meu primo
Episódio 3
A Troca de Mensagens
30 de dezembro, madrugada, 2h03. A casa inteira dorme, mas dois celulares piscam no escuro.
Primeira mensagem
Lucas acorda com o celular vibrando.
Júlia (2:03):
– Ainda acordado?
Ele responde sem pensar.
Lucas (2:04):
– Impossível dormir depois do armário.
Foto
Júlia (2:05):
Ela está deitada de bruços na cama de hóspedes, calcinha rendada bege subindo levemente na coxa. A luz do abajur dourado corta o rosto parcialmente escondido no travesseiro.
Legenda: “Delete depois de ver.”
Lucas sente o corpo pesar.
Lucas (2:06):
– Já salvei na memória. Sou desobediente.
Áudio ofegante
Júlia (2:08):
[áudio 7 segundos]
Som de respiração curta, um leve estalo de língua, depois o sussurro:
– Se eu pudesse, estaria aí agora.
Lucas levanta, camisa de dormir colada ao suor.
Lucas (2:09):
– Porta da frente trancada. Janela lateral aberta. 5 minutos.
Celeiro marcado
Júlia (2:10):
– Não. Celeiro. Tem cobertor velho lá. Ninguém vai até amanhã.
Percursos paralelos
Lucas desce as escadas de meia, evitando o degrau que range.
Júlia já está descalça no corredor, vestindo apenas uma camiseta fina dele que roubara do varal.
Os dois se cruzam na cozinha escura.
Nenhuma palavra.
Celeiro
Porta lateral rangendo. Cheiro de feno seco.
A lua entra pelas frestas do telhado, desenhando faixas brancas no chão de madeira.
Júlia espalha o cobertor sobre o feno empilhado.
Lucas traz o pr********vo que roubara do criado-mudo do tio.
Primeira vez completa
Ela se deita de costas, puxando-o pela nuca.
O beijo é barulhento, molhado, ecoando no silêncio.
As roupas desaparecem em segundos.
– Devagar… — ela pede, mas puxa ele mais para dentro.
O som do corpo batendo no feno seco, o ranger da madeira antiga.
Lucas cobre a boca dela com a mão quando o gemido sobe alto demais.
Pós
Deitados de lado, suados, respirando o cheiro de feno e s**o.
Júlia pega o celular dele, apaga a foto que enviara.
– Próxima vez, eu mando vídeo.
Retorno silencioso
Lucas volta pelo corredor externo.
Júlia fecha a porta do celeiro, guarda o pr********vo usado dentro de uma caixa de ferramentas velha.
Última mensagem
Júlia (2:47):
– Até amanhã, primo. Sonha comigo.
Lucas não responde.
Mas não apaga a conversa.
Fim do Episódio 3.
— Quando o celular de Júlia cair nas mãos erradas, quem vai pagar o preço?
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09/11/2025
Eu E O Meu Primo
Episódio 2
O Armário
Casa de campo, 29 de dezembro, 20h11. Jantar de aniversário da tia Lúcia.
1. Preparação
A mesa principal tem 14 lugares. Velas de alecrim, taças de cristal, risoto de camarão. Lucas veste camisa branca impecável; Júlia, um vestido curto de linho cru que deixa as costas nuas. Cada vez que ela se inclina para servir vinho, a lateral do seio quase escapa.
Lucas não come direito.
2. O convite
Durante a sobremesa, Júlia levanta-se:
— Vou buscar o vinho do Porto que tá na despensa antiga.
Olha para Lucas.
— Me ajuda, primo? A garrafa é pesada.
Os adultos nem percebem. Lucas segue-a pelo corredor estreito.
3. A despensa
Porta de madeira rangendo, lâmpada amarelada, cheiro de madeira e especiarias. Prateleiras até o teto, garrafas empoeiradas.
Júlia fecha a porta por dentro. O clique da fechadura ecoa.
— Aqui ninguém entra antes da meia-noite. — sussurra.
4. Primeiro beijo
Ela empurra Lucas contra a prateleira de vinhos tintos. Taças tilintam.
O beijo é seco, depois molhado, depois quase um mordisco.
Lucas sente o gosto do doce de abóbora nos lábios dela.
As mãos de Júlia desabotoam a camisa dele em três segundos.
— Se gritar, minha mãe ouve. — ela repete, mas agora é uma promessa, não uma ameaça.
5. O aperto
Ela desce a mão, abre o zíper dele com precisão.
Lucas puxa o vestido dela para cima, descobre que não há nada por baixo.
A pele quente, o cheiro de jasmim misturado ao vinho.
Ele a vira, pressionando-a contra a prateleira.
Garrafas vacilam, mas não caem.
Júlia morde o próprio braço para não gemer alto.
O som do tecido rasgando — rrrip — não vem do vestido, mas da camisa dele, puxada por Júlia para usar como mordaça improvisada.
6. Interrupção
Batidas na porta.
— Júlia? Lucas? Cadê o Porto? — voz do tio Roberto.
Os dois congelam, colados.
Lucas ainda dentro dela, parado no tempo.
O tio tenta a maçaneta, mas está trancada.
— Devem ter ido pelo outro lado. — ouve-se afastar.
7. O ajuste
Eles respiram fundo.
Júlia se desgruda devagar, ajeita o vestido com um sorriso de quem ganhou.
Lucas abotoa o que resta da camisa.
Antes de saírem, ela pega uma garrafa de Porto 1985, tira a rolha com as mãos — pop — e derrama um fio no peito dele.
Lambe devagar, como se fosse sobremesa.
— Agora você cheira a vinho e a mim.
8. Retorno
Quando voltam à mesa, a tia Lúcia pergunta:
— Por que demorou tanto?
Júlia ergola garrafa:
— Tava no fundo. Precisei subir na caixa.
Lucas senta. A mancha escura da camisa esconde o vinho derramado.
Ninguém desconfia.
Fim do Episódio 2.
— Onde mais eles vão arriscar serem pegos?
Siga a página Eu te Conto para acompanhar o terceiro episódio
07/11/2025
Eu e Meu Primo
Episódio 1
O Primeiro Toque
Casa de campo da família Silva, interior de Minas, 28 de dezembro de 2023, 23h47.
Chegada
Lucas desce do Uber com a mochila nas costas e o suor grudando na camiseta branca. A casa colonial tem três andares, varandas de ferro forjado e um jardim que cheira a jasmim molhado. Ele não vê Júlia desde os doze anos.
A porta se abre.
— Oi, primo. — diz ela, descalça, vestindo um vestido de algodão fino que marca os seios pequenos e a cintura estreita.
Lucas engole em seco.
— Você… cresceu.
Jantar em família
À mesa, tios falam de ações e de política. Júlia senta ao lado de Lucas. Debaixo da toalha de linho, o joelho dela roça o dele. Uma vez. Duas. A terceira vez, f**a.
Ninguém percebe.
Piscina vazia
Meia-noite passada. Os adultos jogam dominó na sala. Lucas ouve barulho d’água e vai até a piscina aquecida. Luzes submersas tingem tudo de azul.
Júlia surge da água como se nunca tivesse saído. O vestido desapareceu; agora é um biquíni preto mínimo.
— Entra. A água está boa.
Lucas tira a camiseta, hesita, entra. A água quase ferve de tão quente.
Eles flutuam lado a lado.
— Lembra quando a gente brincava de esconde-esconde no sítio do vovô? — ela pergunta, a voz ecoando no azulejo.
Lucas ri, nervoso.
— Você sempre se escondia no mesmo lugar.
Júlia se aproxima; suas coxas tocam as dele de leve. Depois apertam.
— Eu sabia que você me encontrava de propósito.
A mão dela desliza pela cintura de Lucas, para dentro da cintura da sunga, um único toque de segundos que parecem minutos.
Lucas sente o corpo inteiro vibrar.
— Júlia…
— Shhh.
Ela afasta-se, rindo baixo, e sobe a escada da piscina. A água escorre pelas costas, pela curva das nádegas.
Antes de desaparecer pelo corredor, vira a cabeça:
— Boa noite, primo.
Lucas f**a na água até o coração desacelerar.
No quarto, deitado, ele ainda sente o calor da mão dela.
No quarto ao lado, Júlia tira o biquíni molhado, pendura no cabide e guarda a sunga de Lucas — que ela puxara escondido antes de subir — dentro da gaveta de meias.
Fim do Episódio 1.
— Qual será o próximo lugar onde ninguém vai ouvir o que eles fazem?
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