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28/04/2026
CHINA: SOLUÇÃO OU ARMADILHA PARA MOÇAMBIQUE?
Moçambique vive uma das piores crises dos últimos 50 anos.
Para além dos problemas recorrentes como a degradação da N1, principal artéria da economia nacional, insuficiência de transportes públicos, falta de medicamentos nos hospitais e caos na educação, o novo governo depara-se com os cofres praticamente vazios, como noticiou a DW. A situação agravou-se com a recusa de novo crédito pelo FMI. Embora o governo não tenha anunciado o valor pretendido, estava em negociação para um novo programa de assistência técnica e financeira com o Fundo.
Face a este cenário, o governo liderado por Daniel Chapo viu-se obrigado a recorrer à China para solucionar estes problemas.
Mediante as questões levantadas, impõe-se a pergunta: pode a China ser uma alternativa de solução para o Governo moçambicano?
A resposta é positiva, tendo em consideração o peso da China no cenário global e os investimentos já concedidos a Moçambique, como a ponte Maputo-Catembe, o corredor logístico da Beira e a construção de hospitais.
Por outro lado, importa sublinhar que o desenvolvimento de Moçambique não está à mercê da China, mas das estratégias adotadas pelo governo. Apesar da dívida com a China, estimada em 1,3 mil milhões de dólares segundo a DW, o país ainda tem condições de barganha para uma cooperação win-win. Exemplos: renegociação da dívida para corte dos juros, troca de recursos por infraestruturas e investimento direto.
O risco existe. O Sri Lanka cedeu o porto de Hambantota por 99 anos após não conseguir pagar empréstimos chineses.
Portanto, a China não é solução nem problema. É faca de dois gumes. Se o atual governo entrar sem
estratégia, vende o futuro. Mas se souber barganhar, pode colocar o país nos trilhos do desenvolvimento.
Por Edson Da Graca Titosse
16/04/2026
AMIGO DO MEU AMIGO É MEU AMIGO
É assim que o Irão permitiu a passagem de um petroleiro sul-africano pelo Estreito de Hormuz.
Mas em que contexto o Irão se refere à África do Sul como "amigo de meu amigo"?
A explicação é simples e, para entendê-la, voltemos ao BRICS.
O BRICS é um bloco de economias emergentes que se tornou um dos principais polos do "Sul Global". Foi fundado em 2006 por Brasil, Rússia, Índia e China, com a África do Sul a juntar-se em 2010. Entre 2024 e 2025, o bloco conheceu a sua maior expansão e integrou mais seis países: Egito, Etiópia, Irão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.
Até aqui, já conseguimos entender os porquês da boa relação entre o Irão e a África do Sul. No entanto, o que torna essa relação mais cúmplice não é apenas o facto de ambos serem membros da mesma organização, mas sim o facto de a África do Sul ser um dos principais críticos da incursão de Israel na Faixa de Gaza e de se manter firme perante as ameaças de Donald Trump. E isso, sem sombra de dúvidas, agrada ao Irão.
Portanto, se por um lado temos o BRICS como o principal contrapeso ao G7 e, por outro, a crise no Médio Oriente, a expressão "amigo do meu amigo é meu amigo" ganha mais força.
Diante de todo esse cenário, quais alternativas restam a Moçambique, visto que os efeitos deste conflito já se fazem sentir na nossa economia?
Por Edson Da Graca Titosse
29/10/2025
Estamos conversados.
Beira é wawa
30/07/2025
🇧🇫✊🏿 Burkina Faso conclui com sucesso seu primeiro transplante renal histórico Uma nova era está começando na área médica em Burkina Faso, com a conclusão bem-sucedida do primeiro transplante renal do país. Este procedimento inovador ocorreu na terça-feira, 29 de julho de 2025, no Hospital Universitário de Tengandogo (CHU). Testemunhando este sucesso médico, o Ministro da Saúde elogiou a notável conquista da equipe médica burquinense, que trabalhou em estreita colaboração com especialistas turcos para alcançar este feito, durante uma coletiva de imprensa na quarta-feira, 30 de julho de 2025. www.burkina24.com
24/06/2025
PUTIN É 10 VEZES MAIS INTELIGENTE QUE O OCIDENTE COLECTIVO
No decurso do confronto entre Rússia e a Ucrânia, Putin cautelosamente foi conduzindo a sua táctica em combate, tendo em conta que existe uma USINA NUCLEAR DE ZAPORÍJIA que deve permanecer intacta sub o risco de UMA CATÁSTROFE DEVIDO O VAZAMENTO RADIOTIVO que afectaria não só ucranianos, mas boa parte do continente europeu.
Apesar da pressão que se lhe impuseram através da OTAN e ou Embargos Econômicos, bem como vários alaridos sobre um possível ataque à usina nuclear, isso nunca veio a acontecer por conta da sua maturidade. Hoje, o conflito tem 3 anos interrupto, caracterizado por várias metamorfose mesmo assim, não se fala mais do ataque a esta usina.
AO CONTRÁRIO DE TRUMP E SEUS PARCEIROS, em menos de 2 semanas do conflito no Médio Oriente entre Israel e Irá, colocaram em causa a vida de milhões de cidadão iranianos ao permitir ataques às suas centrais nucleares, mesmo com evidências que dão conta da não existência de armas nucleares ou a sua produção.
O que isso significa? O conflito nesta região, representa mais do que isso que estamos a ver. Porém, uma coisa é certa:
TRUMP É MESMO IMATURO, ISSO SÓ MOSTRA O QUÃO IRRESPONSÁVEL O OCIDENTE É, E QUE PUTIN É 10 VEZES MAIS INTELIGENTE QUE ESTE COLECTIVO.
21/06/2025
SE DEVE O IRÃ TER ARMAS NUCLEARES E MISSEIS HIPERSÓNICOS OU ABRIR MÃO DESTES EM TROCA DA PROMESSA DA PAZ?
Ou, parafraseando Maquiavel:
"SE É MELHOR [se preocupar em] SER AMADO [pelos ocidentais, abrindo mão de seus armamentos, do] QUE [se preocupar em ser] TEMIDO [pelos ocidentais, desenvolvendo uma arma NUCLEAR]" (Maquiavel, 1513)?
A resposta é de que Seria necessário ser uma e outra; mas, [...], em tendo que faltar uma das duas, É MUITO MAIS SEGURO SER TEMIDO DO QUE AMADO (Maquiavel, 1513).
[...]
E, OS HOMENS TÊM MENOS ESCRÚPULO EM OFENDER A ALGUÉM QUE SE FAÇA AMAR DO QUE A QUEM SE FAÇA TEMER, POSTO QUE A AMIZADE É MANTIDA POR UM VÍNCULO DE OBRIGAÇÃO QUE, POR SEREM OS HOMENS MAUS, É QUEBRADO EM CADA OPORTUNIDADE QUE A ELES CONVENHA; MAS, O TEMOR É MANTIDO PELO RECEIO DE CASTIGO QUE JAMAIS SE ABANDONA.(Maquiavel, 1513).
Com base nisso e em outros variados argumentos da obra de Maquiavel, pode se concluir que melhor é para o Irã que tenha e multiplique ainda mais seus armamentos super convencionais do que abrir mão deles confiando na boa vontade do inimigo que em muitas ocasiões já mostrou não ter respeito por acordos, tratados e leis. E, mesmo se não houvesse tal histórico, ainda mesmo assim melhor será o armamento.
Esta escolha nunca se deve abrir mão, nem pela promessa de auxílio de soldados de outros países, como se pode ler no capítulo 13 do príncipe de Maquiavel.
(In: O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, 1513)
Por: Mendes Palma Morreira
Exploração de recursos em Moçambique, ainda é um imbróglio para os moçambicanos.
É preciso saber tirar proveito com a exploração dos nossos recursos, os ganhos destes, devem reflectir na vida de cada moçambicano, desde o mais pequeno até o mais grande.
Não devemos passar a vergonha de Moatize mais uma vêz.
Não perca, Brevemente.
10/06/2025
FRANCIS KÉRÉ
Um dos Revolucionário africano que merece a nossa atenção.
Destacado pela sua abordagem afrocentrista, tem como maior feito a combinação da modernidade com base em material local.
Burquina Faso está mesmo num rítimo de descolonização sem precedente.
Vamos apoiar
05/06/2025
PAUTAR PELA TRANSPARÊNCIA É GARANTIR A UNIDADE NACIONAL
A TRANSPARÊNCIA JOGA UM PAPEL FUNDAMENTAL NAS VIDAS DOS INDIVÍDOUS, SOBRETUDO DE UM GOVERNO.
Uma das melhores formas do exercício da democracia e da unidade nacional, é a TRANSPARÊNCIA. Ela, é essencial para a democracia, pois fortalece a capacidade dos cidadãos de participar nas decisões que afetam suas vidas.
A transparência é benéfica para qualquer governo que deseja promover o desenvolvimento de um estado l, porque ajuda a prevenir a corrupção, melhora o funcionamento do governo, aumenta a confiança da população nas instituições e promove a participação cidadã.
SE UM GOVERNO NÃO É TRANSPARENTE, É CORRUPTO, logo, é contra ao desenvolvimento. AS SUAS POLITICAS PÚBLICAS ESTÃO DESTINADAS A FALHAR e falharão mesmo.
Penso que o País Moçambique está a deriva, por deixar de lado essa componente crucial de navegabilidade. As informações sobre a nossa navegação, a nossa embarcação, o estado da tripulação, etc, se nos são passadas por outras embarcações/países. E a questão que pode se colocar é:
Com que intenção esses países/os seus canais de comunicação divulgam informações vitais concernente ao estado moçambicano, sem antes do próprio governo o fazer?
A título de exemplo, a DW divulgou que
💎🇲🇿 Cabo Delgado: Rubis já renderam 250 milhões de euros ao Estado moçambicano
A exploração de rubis na mina da MRM em Cabo Delgado rendeu 1.026 milhões de euros desde 2012, dos quais 250 milhões de euros entregues ao Estado moçambicano, segundo dados da Gemfields, que detém 75% da empresa.
E são informações como estás, que ajudam a descrever de forma clara a falta de transparência e a pauperização da população moçambicana.
Fonte: Glocal Novus
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