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Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Saúde | Financiado pelo Banco Mundial

Photos from UIP - MINSA's post 17/09/2026

FORMAÇÃO EM INFECCIOLOGIA REFORÇA PREVENÇÃO E CONTROLO DE INFECÇÕES EM 20 HOSPITAIS DE ANGOLA

Equipas angolanas e brasileiras realizam diagnóstico situacional para implantação de programas de controlo de infecção e fortalecem competências especializadas em enfermagem

O Ministério da Saúde está a reforçar as competências dos profissionais de enfermagem na área da Infecciologia, com a realização, de 14 a 17 de Setembro de 2026, de um diagnóstico situacional para a implantação do Programa de Controlo de Infecção em 20 hospitais das províncias do Bengo, Icolo e Bengo, Luanda, Bié e Huambo.

A iniciativa é promovida pelo Ministério da Saúde, através do Instituto de Especialização em Saúde (IES) e da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (UIP-PFRHS), em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), do Brasil.

A actividade integra a estratégia nacional de formação de recursos humanos em saúde, cuja coordenação e gestão técnica na UIP-PFRHS estão a cargo do Prof. Dr. Job Monteiro, e contribui para a meta de qualificação de 38.000 profissionais até 2028, com 80% da cobertura formativa assegurada em Angola, reforçando a capacidade de formação local e a criação de competências especializadas no Sistema Nacional de Saúde.

A missão reúne professoras da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), formandos do Curso de Especialização em Enfermagem em Infecciologia, técnicos do Programa Nacional de Controlo de Infecção da Direcção Nacional de Saúde Pública e profissionais da Direcção Nacional dos Hospitais.

Durante quatro dias, as equipas desenvolvem visitas técnicas, recolha de informação e análise das condições existentes nas unidades hospitalares, com o objectivo de identificar necessidades, riscos e oportunidades de melhoria para a implantação e o fortalecimento das medidas de prevenção e controlo de infecções.

Segundo a coordenadora nacional do Curso de Especialização em Enfermagem em Infecciologia, Dra. Ana Maria Pascoal, a formação é desenvolvida em articulação com a UNIFESP, no quadro da cooperação entre Angola e Brasil, através da UIP-PFRHS e com financiamento do Banco Mundial.

A responsável realça a importância de aproximar a formação das necessidades concretas dos hospitais, permitindo que os conhecimentos adquiridos pelos profissionais sejam aplicados directamente na melhoria dos serviços e na prevenção dos riscos associados aos cuidados de saúde.

A Infecciologia é a área da saúde dedicada à prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças causadas por agentes infecciosos, incluindo bactérias, vírus, fungos e parasitas.

No ambiente hospitalar, esta área assume particular importância na prevenção e controlo das infecções associadas aos cuidados de saúde, contribuindo para proteger os doentes e profissionais e para elevar a qualidade e segurança da assistência. A formação especializada permite dotar os enfermeiros de conhecimentos e ferramentas para identificar riscos, adoptar medidas preventivas, aplicar protocolos e participar activamente na implementação dos programas de controlo de infecção nas unidades sanitárias.

O diagnóstico situacional em curso permitirá, por sua vez, conhecer as condições existentes em cada hospital e apoiar a definição de medidas ajustadas à realidade dos serviços.

A parceria com a UNIFESP integra a cooperação entre Angola e Brasil e promove a transferência de conhecimento técnico e científico, aproximando instituições de ensino e profissionais dos serviços de saúde.

A iniciativa enquadra-se no Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS), implementado pelo Ministério da Saúde, por via do IES e da UIP-PFRHS, com financiamento do Banco Mundial.

A aposta na formação local procura assegurar que o conhecimento adquirido pelos profissionais se transforme em capacidade técnica instalada nas unidades sanitárias, fortalecendo as equipas e contribuindo para respostas mais qualificadas aos desafios dos serviços.

Sob orientação da Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, o Ministério da Saúde tem reforçado a aposta na qualificação dos profissionais e na melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados à população.

Neste quadro, o desenvolvimento de competências em Infecciologia e o fortalecimento dos mecanismos de prevenção e controlo de infecções constituem uma componente importante da estratégia de segurança dos cuidados de saúde, contribuindo para reduzir riscos evitáveis e proteger doentes, profissionais e comunidades.

A ligação entre formação e serviço permite que os profissionais sejam preparados para responder aos desafios concretos encontrados nas unidades sanitárias, transformando o conhecimento especializado em práticas de prevenção, vigilância e controlo.

Coincidindo a conclusão desta etapa de formação com o 17 de Setembro, Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, Dr. António Agostinho Neto, a data serve também de oportunidade para destacar, de forma simbólica, os profissionais de enfermagem que diariamente estão na linha da frente dos cuidados de saúde, dedicados à prevenção, ao cuidado e à protecção da vida.

A formação em Infecciologia representa, neste sentido, um investimento directo nesses profissionais e na capacidade do Sistema Nacional de Saúde para prestar cuidados cada vez mais seguros e qualificados.

Fonte: GTICI/IES/UIP-PFRHS – Ministério da Saúde, Luanda, 17 de Setembro de 2026.

Photos from UIP - MINSA's post 16/09/2026

ANGOLA E BRASIL REFORÇAM COOPERAÇÃO NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM DE ANESTESIOLOGIA E REANIMAÇÃO

Workshop marca hoje uma nova etapa na formação especializada de profissionais de saúde

O Ministério da Saúde promove, hoje, 16 de Setembro, a partir das 09h00, na Academia Venâncio de Moura, em Kilamba, Luanda, o Workshop de Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação em Angola, uma iniciativa que assinala uma importante etapa de formação especializada e de cooperação técnico-científica entre Angola e Brasil.

Organizado pelo Programa de Fortalecimento dos Recursos Humanos da Saúde, Unidade de Implementação do Projecto (PFRHS-UIP), o encontro reúne formandos da Pós-Graduação em Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação, docentes convidados e convidados institucionais, para partilhar experiências, conhecimentos e resultados alcançados durante o processo de formação e imersão.

Sob o lema "Da aprendizagem à prática, da prática à excelência", o workshop será marcado por momentos de reflexão e partilha sobre o percurso dos enfermeiros angolanos na área de Anestesiologia e Reanimação, as competências exigidas ao futuro especialista e as aprendizagens resultantes do intercâmbio entre Angola e Brasil.

A programação inclui a mesa-redonda "Experiência e identidade profissional: o percurso dos enfermeiros angolanos na Anestesiologia e Reanimação", a palestra "Competências do futuro especialista de Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação em Angola" e a mesa-redonda "Da imersão à prática: aprendizagens, partilhas e perspetivas entre Angola e Brasil".

A iniciativa dá continuidade a uma componente de formação prática e supervisionada, desenvolvida com recurso a simulação realística, treinamento de habilidades, discussão de casos clínicos e Prática Deliberada em Ciclos Rápidos (PDCR).

Durante a formação foram trabalhadas competências essenciais, com destaque para o Suporte Básico de Vida (BLS), Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), manejo das vias aéreas e acessos venosos, reforçando a preparação dos profissionais para a resposta a situações de urgência e emergência.

Mais do que um momento de encerramento, o workshop constitui uma oportunidade para aproximar conhecimento, prática e assistência, valorizando a formação especializada como instrumento para o fortalecimento dos recursos humanos e para a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde em Angola.

A cooperação Angola–Brasil demonstra, assim, como o intercâmbio técnico-científico e a formação especializada podem contribuir para transformar conhecimento em competências e competências em melhores respostas para os cidadãos.
"Da aprendizagem à prática, da prática à excelência."

Fonte: GTICI/IES/UIP-PFRHS – Ministério da Saúde, Luanda, 16 de setembro de 2026

Photos from UIP - MINSA's post 16/09/2026

WORKSHOP MARCA ENCERRAMENTO DA IMERSÃO PRÁTICA EM ENFERMAGEM DE ANESTESIOLOGIA E REANIMAÇÃO

O Ministério da Saúde realiza hoje, 16 de Setembro, na Academia Venâncio de Moura, em Kilamba, Luanda, o Workshop de Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação em Angola, que assinala o encerramento da etapa de imersão prática do curso de formação especializada.

Desde o dia 5 de Setembro, enfermeiros provenientes de diferentes unidades de saúde participaram numa experiência de formação prática, com foco no reforço de competências técnicas em Anestesiologia e Reanimação, no âmbito do Programa de Formação de Recursos Humanos para a Saúde (PFRHS).
Sob o lema “Da aprendizagem à prática, da prática à excelência”, o workshop representa um momento de partilha das experiências adquiridas durante a imersão prática e de reflexão sobre a aplicação dos conhecimentos no contexto dos serviços de saúde.
A iniciativa enquadra-se igualmente na cooperação técnico-científica entre Angola e Brasil, visando contribuir para a qualificação contínua dos profissionais e para o fortalecimento da capacidade de resposta do sistema de saúde.

Fonte: GTICI/IES/UIP-PFRHS- Ministério da Saúde, Luanda, 16 de Setembro de 2026.

16/09/2026

ANGOLA E BRASIL REFORÇAM COOPERAÇÃO NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM DE ANESTESIOLOGIA E REANIMAÇÃO

Workshop marca hoje uma nova etapa na formação especializada de profissionais de saúde

O Ministério da Saúde promove, hoje, 16 de Setembro, a partir das 09h00, na Academia Venâncio de Moura, em Kilamba, Luanda, o Workshop de Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação em Angola, uma iniciativa que assinala uma importante etapa de formação especializada e de cooperação técnico-científica entre Angola e Brasil.

Organizado pelo Programa de Fortalecimento dos Recursos Humanos da Saúde, Unidade de Implementação do Projecto (PFRHS-UIP), o encontro reúne formandos da Pós-Graduação em Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação, docentes convidados e convidados institucionais, para partilhar experiências, conhecimentos e resultados alcançados durante o processo de formação e imersão.

Sob o lema "Da aprendizagem à prática, da prática à excelência", o workshop será marcado por momentos de reflexão e partilha sobre o percurso dos enfermeiros angolanos na área de Anestesiologia e Reanimação, as competências exigidas ao futuro especialista e as aprendizagens resultantes do intercâmbio entre Angola e Brasil.

A programação inclui a mesa-redonda "Experiência e identidade profissional: o percurso dos enfermeiros angolanos na Anestesiologia e Reanimação", a palestra "Competências do futuro especialista de Enfermagem de Anestesiologia e Reanimação em Angola" e a mesa-redonda "Da imersão à prática: aprendizagens, partilhas e perspetivas entre Angola e Brasil".

A iniciativa dá continuidade a uma componente de formação prática e supervisionada, desenvolvida com recurso a simulação realística, treinamento de habilidades, discussão de casos clínicos e Prática Deliberada em Ciclos Rápidos (PDCR).

Durante a formação foram trabalhadas competências essenciais, com destaque para o Suporte Básico de Vida (BLS), Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), manejo das vias aéreas e acessos venosos, reforçando a preparação dos profissionais para a resposta a situações de urgência e emergência.

Mais do que um momento de encerramento, o workshop constitui uma oportunidade para aproximar conhecimento, prática e assistência, valorizando a formação especializada como instrumento para o fortalecimento dos recursos humanos e para a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde em Angola.

A cooperação Angola–Brasil demonstra, assim, como o intercâmbio técnico-científico e a formação especializada podem contribuir para transformar conhecimento em competências e competências em melhores respostas para os cidadãos.

"Da aprendizagem à prática, da prática à excelência."

Fonte: GTICI/IES/UIP-PFRHS – Ministério da Saúde, Luanda, 16 de Setembro de 2026

Photos from UIP - MINSA's post 14/09/2026

FORMAÇÃO EM PORTUGAL REFORÇA CAPACIDADE PEDAGÓGICA DOS HOSPITAIS ANGOLANOS

Directores pedagógicos e responsáveis pela formação, provenientes das 21 províncias, aprofundam competências para melhorar a planificação, gestão e avaliação da formação de profissionais de saúde

O investimento de Angola na formação e qualificação dos profissionais de saúde ganha uma nova dimensão com o reforço das competências dos responsáveis pelas estruturas pedagógicas e científicas das unidades hospitalares.

Directores pedagógicos e outros responsáveis pela formação, provenientes de unidades hospitalares das 21 províncias de Angola, encontram-se em Portugal, onde participam numa formação teórico-prática orientada para o diagnóstico de necessidades, planificação, gestão, acompanhamento e avaliação de projectos de formação em saúde.

A iniciativa enquadra-se no Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS), financiado pelo Banco Mundial e implementado pelo Ministério da Saúde, através do Instituto de Especialização em Saúde (IES), por intermédio da Unidade de Implementação do PFRHS (UIP-PFRHS). O projecto prevê a formação de 38.000 profissionais de saúde até 2028.

A estratégia representa uma evolução importante na política de valorização dos recursos humanos. Não se trata apenas de formar especialistas, mas também de fortalecer quem tem a responsabilidade de organizar, acompanhar, avaliar e multiplicar a formação dentro das instituições de saúde.

Os profissionais foram acolhidos em Portugal a 29 de Agosto de 2026 e permanecem no país no âmbito de um programa que combina conteúdos teóricos, experiências práticas e acompanhamento in loco das actividades desenvolvidas pelas instituições parceiras.

Ao longo da formação, os participantes têm aprofundado competências relacionadas com o diagnóstico das necessidades institucionais de formação, definição de critérios, elaboração e planificação de projectos, acompanhamento e avaliação dos processos formativos.

A componente prática permite conhecer metodologias e instrumentos de gestão da formação em saúde, tendo em vista a sua adaptação à realidade angolana e posterior aplicação nas respectivas unidades hospitalares.

Para Flaviano Garcia Za Nzambi, Director Pedagógico do Instituto Hematológico, os conhecimentos adquiridos apresentam uma aplicação directa no trabalho desenvolvido diariamente pelas estruturas pedagógicas.

“A formação tem uma aplicabilidade directa no exercício das nossas funções. Estamos a trabalhar o diagnóstico das necessidades institucionais, a definição de critérios de formação, a planificação e a avaliação, ferramentas que poderemos levar para as nossas instituições.”

O responsável considera que o conhecimento adquirido deverá ser disseminado no regresso a Angola, contribuindo para uma abordagem mais estruturada dos processos de formação de médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e outros profissionais de saúde.

É precisamente nesta capacidade de multiplicação que assenta uma das dimensões estratégicas da formação. Ao regressarem ao país, os participantes deverão actuar como agentes de transferência de conhecimento, levando novas ferramentas e metodologias para as equipas pedagógicas e científicas das unidades hospitalares.

No Hospital Comandante Raul Díaz Argüelles, no Cuanza Sul, a Direcção Pedagógica acompanha actualmente um universo expressivo de profissionais em formação.

A Dra. Sónia da Silva, médica ginecologista-obstetra e Directora Pedagógica da instituição, explica que o hospital conta actualmente com 85 médicos internos, 134 enfermeiros internos e cerca de 130 técnicos de diagnóstico e terapêutica, integrados em diferentes processos de formação e especialização.

Segundo a responsável, os conhecimentos adquiridos em Portugal poderão contribuir para melhorar a organização, o acompanhamento e a avaliação desses processos.

“Estamos a adquirir conhecimentos que serão importantes para regressarmos às nossas unidades e implementarmos as actividades de formação de forma mais estruturada. Há uma grande expectativa dos profissionais e dos formandos.”

Para o Dr. Gade Miguel, Director Científico do Complexo Hospitalar de Doenças Cardiorrespiratórias Cardeal Dom Alexandre do Nascimento (CHDCP), o investimento na formação deve acompanhar a expansão e modernização da rede sanitária nacional.

“O país vem ganhando diversas infra-estruturas hospitalares, muitas delas de alta complexidade. Esse investimento deve ser acompanhado pela formação diferenciada dos profissionais que vão assegurar o seu funcionamento.”

O responsável destaca que a formação especializada tem permitido responder progressivamente a necessidades concretas das unidades e do Sistema Nacional de Saúde, incluindo áreas de elevada diferenciação.

Entre os exemplos está a cirurgia cardíaca pediátrica, área em que o reforço da formação de especialistas contribuiu para ampliar a capacidade assistencial do país.

Segundo explicou, em cerca de dois anos de actividade foram realizadas aproximadamente 300 cirurgias em crianças, ao mesmo tempo que o processo formativo contribuiu para aumentar o número de cirurgiões capacitados nesta área.

“É um sentimento de realização ver crianças que chegam com problemas complexos e que, depois de tratadas, podem voltar a sorrir.”

Para o especialista, o próximo desafio passa por consolidar serviços cada vez mais completos, integrando médicos, enfermeiros, técnicos e profissionais de apoio numa cadeia de atendimento capaz de proporcionar ao doente uma experiência mais segura, eficiente e humanizada.

No Hospital Central de Cabinda, o Director Pedagógico e Científico, Carlos de Nascimento Casimiro, destaca a crescente responsabilidade das estruturas de formação na organização e coordenação dos processos formativos.

Segundo o responsável, para além de coordenar as actividades pedagógicas da unidade hospitalar, a estrutura acompanha também a actividade formativa do polo de formação, abrangendo profissionais de diferentes unidades e províncias.

“Nós, para além de coordenarmos a actividade formativa do hospital, acabamos também por coordenar a actividade formativa a nível do polo de formação e, nesta altura, contamos com profissionais provenientes de outras províncias.”

Actualmente, o polo acompanha cerca de 260 internos em formação, distribuídos por 38 especialidades, realidade que, segundo Carlos de Nascimento Casimiro, reforça a importância de dotar os responsáveis pedagógicos de ferramentas adequadas para a gestão dos processos formativos.

O responsável destaca igualmente a dimensão internacional da formação apoiada pelo PFRHS, com profissionais angolanos a darem continuidade à sua formação no exterior, nomeadamente em Portugal e no Brasil.

“No âmbito do projecto de formação e em parceria com a UIP-PFRHS, temos colegas que estão a dar continuidade à formação no exterior do país, nomeadamente em Portugal e no Brasil. Agora, nós, directores pedagógicos, também estamos a beneficiar desta formação e, no final deste processo, vamos sair todos daqui mais preparados para melhorar o nosso trabalho.”

A presença dos directores pedagógicos em Portugal assume, assim, uma dimensão que ultrapassa a experiência individual dos participantes.

O conhecimento adquirido no exterior deverá transformar-se em capacidade instalada dentro das instituições angolanas.

Ao regressarem ao país, os profissionais deverão apoiar as equipas pedagógicas e científicas, contribuir para a identificação das necessidades de formação e aplicar ferramentas de planificação, acompanhamento e avaliação adaptadas à realidade de cada unidade.

A missão permite igualmente conhecer experiências de outras instituições e reflectir sobre os resultados do investimento realizado na formação de recursos humanos, incluindo o número de profissionais em especialização, as áreas prioritárias e a distribuição das oportunidades de formação entre Angola e o exterior.

Neste modelo, cada participante torna-se um elo entre a experiência internacional e a realidade das instituições angolanas, permitindo que uma formação realizada no exterior produza efeitos para além do beneficiário directo.

A lógica é simples: um profissional formado pode fortalecer uma equipa; uma equipa fortalecida pode melhorar uma unidade; e unidades com maior capacidade de formar e gerir profissionais contribuem para um Sistema Nacional de Saúde mais preparado para responder às necessidades da população.

A formação em Portugal integra a componente de cooperação internacional do PFRHS, que tem permitido a profissionais angolanos frequentarem programas de formação e especialização em diferentes áreas e instituições de referência, com destaque para Portugal e Brasil.

A estratégia procura assegurar que o investimento realizado no exterior seja acompanhado por mecanismos de retorno, integração e multiplicação de competências em Angola.

Mais do que uma missão de formação, a experiência representa, por isso, uma aposta na sustentabilidade do conhecimento, fortalecendo a capacidade das próprias instituições para formar, acompanhar e avaliar os seus profissionais.

O objectivo final é transformar o investimento em recursos humanos em resultados concretos: mais especialistas, instituições mais capacitadas, melhores serviços e cuidados de saúde de maior qualidade, segurança e humanização para a população angolana.

Fonte: GTICI/IES/UIP-PFRHS – Ministério da Saúde, Luanda, 14 de Setembro de 2026

Photos from UIP - MINSA's post 12/09/2026

MINISTÉRIO DA SAÚDE IMPULSIONA MODERNIZAÇÃO DA REABILITAÇÃO COM TECNOLOGIA 3D

PFRHS cria capacidade nacional para produção digital de próteses e órteses

O Ministério da Saúde está a abrir uma nova frente de inovação na reabilitação em Angola, com a introdução da impressão 3D na produção de próteses, órteses e dispositivos de tecnologia assistiva, permitindo criar soluções personalizadas de acordo com as necessidades de cada paciente.

A iniciativa, enquadrada no Programa de Formação dos Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), através do Instituto de Especialização em Saúde (IES) e da Unidade de Implementação do Projecto (UIP), em parceria com especialistas brasileiros, culminou no dia 10 de Setembro, no Centro Ortopédico e de Reabilitação Polivalente Dr. António Agostinho Neto (CORPAAN), em Viana.

A formação capacitou 60 profissionais de ortoprotesia, fisioterapia, terapia ocupacional, enfermagem, medicina, engenharia e tecnologia, criando uma primeira base nacional de competências para a utilização da tecnologia digital aplicada à reabilitação.

A nova tecnologia permite que uma prótese ou órtese seja desenhada digitalmente, adaptada à anatomia e às necessidades do paciente e posteriormente produzida numa impressora 3D.

A mudança representa uma evolução face aos métodos convencionais, com potencial para reduzir o tempo de produção, diminuir a utilização de determinados materiais e aumentar a capacidade de resposta dos serviços.

Segundo o Director-Geral do CORPAAN, Dr. Bértil Miranda Afonso Cassoma, a tecnologia permitirá produzir com maior eficiência e responder de forma mais assertiva às necessidades dos utentes.

"Ganhamos tempo e produzimos mais com isto", destacou.

O responsável considera ainda que a formação abre uma nova etapa para o CORPAAN, que poderá tornar-se uma referência na utilização da tecnologia e, futuramente, contribuir para a formação de profissionais de outras instituições do país.

Para a especialista brasileira Maria Lizete Kunkel, docente e investigadora da Universidade Federal de São Paulo, a impressão 3D permite substituir dispositivos convencionais por soluções mais personalizadas e adaptadas à realidade de cada paciente.

A especialista destacou o forte interesse demonstrado pelos profissionais angolanos durante a formação e defendeu a continuidade do apoio técnico para consolidar as competências adquiridas.

A dimensão humana da inovação foi igualmente destacada pela fisioterapeuta Arlete Fortunato Armindo, participante da formação.
"Quando o paciente perde um membro, perde a sua autoestima, e o nosso objectivo é devolver a autoestima ao paciente", afirmou.

A tecnologia passa, assim, a ser encarada não apenas como uma ferramenta de produção, mas como um instrumento para recuperar mobilidade, autonomia, funcionalidade e dignidade.

A impressora 3D utilizada na iniciativa foi disponibilizada através de um projecto desenvolvido no Brasil, com apoio do CNPq, no âmbito de uma iniciativa de investigação e cooperação com um país africano de língua portuguesa.

Para os parceiros brasileiros, a formação realizada em Angola representa o início de um processo que deverá permitir aos profissionais capacitados aperfeiçoar os conhecimentos, produzir dispositivos, realizar te**es e, progressivamente, multiplicar a formação para outras equipas.

Com esta iniciativa, o PFRHS reforça a aposta do Ministério da Saúde na formação especializada, inovação, transferência de conhecimento e cooperação internacional, criando condições para que Angola passe de utilizadora a produtora de soluções digitais adaptadas às necessidades dos seus próprios utentes.

A introdução da impressão 3D no CORPAAN marca, deste modo, um novo capítulo na modernização da ortoprotesia e da reabilitação em Angola, aproximando tecnologia de ponta de quem mais precisa dela.

Fonte: GTICI - IES/UIP/ Ministério da Saúde, Luanda, 11 de Setembro de 2026.

Photos from UIP - MINSA's post 12/09/2026

MINISTÉRIO DA SAÚDE REFORÇA FORMAÇÃO INTERNACIONAL COM ENVIO DE NOVOS PROFISSIONAIS PARA PORTUGAL, SUIÇA E BRASIL

PFRHS já alcançou 21.713 profissionais e mantém aposta na qualificação especializada para fortalecer o Sistema Nacional de Saúde

O Ministério da Saúde, por via do Instituto de Especialização em Saúde (IES), através da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (UIP-PFRHS), prepara mais uma etapa de formação internacional com o envio de 22 profissionais de saúde para Portugal, Brasil e Suíça, onde frequentarão cursos de curta, média e longa duração, em diferentes áreas de especialização.

O acto de acolhimento e despedida simbólica dos futuros bolseiros decorreu, esta Sexta-feira, 11 de Setembro, nas instalações do Ministério da Saúde, em Luanda, marcando o início de uma nova etapa na estratégia de valorização e qualificação do capital humano do sector.

A iniciativa enquadra-se na componente de formação no exterior do PFRHS, que prevê a formação de 20% dos profissionais abrangidos fora do país, como parte da meta global de 38 mil profissionais de saúde qualificados até 2028.

Com 21.713 profissionais já alcançados, correspondentes a 57,13% da meta estabelecida, o projecto prossegue a sua execução com foco na formação especializada, no desenvolvimento de competências técnicas, na transferência de conhecimento e na criação de capacidade nacional sustentável.

Ao intervir no acto, o Secretário de Estado para a Saúde Pública, Prof. Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, felicitou os profissionais seleccionados e apelou à responsabilidade, disciplina, ética e dedicação durante o período de formação.

O governante sublinhou que os bolseiros representam não apenas as suas instituições de origem, mas também o Ministério da Saúde e Angola, devendo, por isso, adoptar uma postura compatível com a responsabilidade que lhes foi confiada.

"Vocês foram seleccionados para representar o Ministério da Saúde e o país. O que pedimos é responsabilidade, cumprimento dos deveres éticos e dedicação, tendo sempre presente que estão a representar o Ministério e Angola", destacou.

Carlos Pinto de Sousa apelou ainda aos formandos para manterem o foco no principal objectivo da missão: estudar, pesquisar, adquirir conhecimentos e regressar ao país para os colocar ao serviço da população.

"Não percam o foco. O vosso objectivo é a formação", reforçou.

O Secretário de Estado salientou que o investimento do Estado na qualificação dos profissionais deve produzir resultados concretos na prestação de cuidados de saúde, defendendo que o conhecimento adquirido no exterior seja posteriormente transferido e multiplicado entre outros profissionais e instituições do Sistema Nacional de Saúde.

A Chefe do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dra. Karen Spadari, considerou a formação internacional uma oportunidade de crescimento académico e profissional, destacando a importância do intercâmbio entre instituições e países.

Segundo a responsável, a experiência permitirá aos profissionais angolanos aprofundar conhecimentos técnicos, estabelecer novas redes de cooperação e desenvolver relações profissionais que poderão permanecer ao longo das suas carreiras.

"Mais do que receber uma especialização, vocês terão a oportunidade de participar numa experiência de internacionalização, de aprender, ensinar e trocar conhecimentos e culturas", afirmou.

Durante a sessão, os futuros bolseiros receberam orientações sobre direitos e deveres, Código de Conduta, gestão de riscos ambientais e sociais, prevenção da violência baseada no género, inclusão, gestão dos subsídios e literacia financeira.

Foram igualmente apresentadas informações sobre as instituições de origem e de destino, bem como os mecanismos de acompanhamento técnico e administrativo durante o período de formação.

O Coordenador e Gestor Técnico da UIP-PFRHS, Prof. Doutor Job Monteiro, reiterou o compromisso da equipa técnica em acompanhar os profissionais durante a sua permanência no exterior, assegurando o apoio necessário ao cumprimento dos objectivos definidos.

A sessão contou com a participação de especialistas e consultores da UIP-PFRHS das áreas de formação, salvaguardas, monitoria e avaliação, finanças, comunicação, gestão do conhecimento, bases de dados, aquisições e administração, reforçando o carácter multidisciplinar do acompanhamento aos bolseiros.

A actividade culminou com a entrega dos passaportes e assinatura dos termos de compromisso, formalizando uma nova etapa para os 22 profissionais seleccionados.

Mais do que proporcionar qualificações académicas, a formação no exterior pretende reforçar a capacidade técnica do país, assegurando que os profissionais regressados contribuam para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde e a multiplicação dos conhecimentos adquiridos.

Com a meta de 38 mil profissionais até 2028, o PFRHS mantém a formação do capital humano como um dos pilares estratégicos do Ministério da Saúde para o fortalecimento e a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde.

Fonte: GTICI/IES/UIP-PFRHS – Ministério da Saúde, Luanda, 12 de Setembro de 2026

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